Arquivos para categoria: Seleção Brasileira Feminina
300947_664231_la6a4728_web_

Jéssica Quintino, ponta direita (Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

Nesta quinta-feira (1), a Seleção Feminina de Handebol estreou no II Torneio Quatro Nações em grande estilo. Com público de cerca de 3.500 pessoas no Ginásio Mangueirinho, em Belém (PA), o Brasil não encontrou resistência, e goleou Cuba pelo impressionante placar de 51 a 9 (25 a 3 no primeiro tempo).

Morten não esperava vencer com tanta facilidade. “Fui surpreendido com essa equipe de Cuba. Não esperávamos essas meninas mais jovens. Jogamos com elas ano passado por duas vezes e o time era completamente diferente. Amanhã contra o Uruguai não teremos tarefa fácil. Elas trouxeram uma equipe renovada, porém com suas qualidades”, disse.

Nesta sexta-feira (2), o Torneio Quatro Nações continua com mais duas partidas. A Eslováquia enfrenta Cuba, às 19h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo do SporTV 2.

Na sequência, às 21h30, o Brasil pega o Uruguai. Este jogo será transmitido ao vivo pelo SporTV.

Programação
Horário de Brasília

Quinta-feira (1)
Uruguai 15 x 29 Eslováquia
Brasil 51 x 9 Cuba

Sexta-feira (2)
19h – Eslováquia x Cuba (TV: ao vivo no SporTV 2)
21h30 – Brasil x Uruguai (TV: ao vivo no SporTV)

Sábado (3)
11h – Brasil x Eslováquia
13h – Cuba x Uruguai

O II Torneio Quatro Nações Feminino de Handebol marca o recomeço da Seleção Brasileira. Após um ciclo vitorioso, com o inédito título Mundial e com a boa campanha nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a partir de agora, o foco está totalmente voltado para resultados em longo prazo.

Nesta semana, de quinta-feira (1) a sábado (3), a torcida de Belém (PA) e região poderá ver um pouco da renovação do grupo. Os confrontos com Cuba, Eslováquia e Uruguai serão no Ginásio do Mangueirinho. Com exceção do último confronto, entre Cuba e Uruguai no domingo, todos os outros terão transmissão dos canais SporTV.

Com a ausência de nomes importantíssimos para a Seleção, como as pivôs Daniela Piedade e Fabiana Diniz, a Dara, da ponta direita Alexandra Nascimento, da armadora Deonise Fachinello e da goleira Mayssa Pessoa, essa é a chance de conhecer melhor o trabalho de ‘caras novas’. Por isso, o técnico da equipe, o dinamarquês Morten Soubak, manteve a base do time, mas integrou algumas jovens e promissoras atletas, a maioria delas já atuando fora do Brasil. Para o treinador, a competição será essencial para entrosar o grupo, com média de idade de 25 anos.

111422_151113_morten_soubak__cinara_piccolo_

Morten Soubak, técnico da seleção brasileira feminina

“Eu penso, sinceramente, que todas as atletas precisam de alguns dias para se acostumarem com a nova equipe. Para as que já faziam parte do time, faz um tempo que não treinamos juntos. Já outro grupo faz algum tempo que não integrava a equipe adulta e tem ainda uma estreante. Por isso, foi importante fazermos alguns treinos para elas pegarem ritmo. Está claro para nós que estamos fazendo tudo o que é possível para nos prepararmos bem para os três jogos do Quatro Nações, mas decidimos que vamos concentrar o trabalho em poucas coisas para que sejam bem executadas. Então, não teremos nada de muito diferente, até porque quem chegou agora não vai aprender tudo em apenas uma semana. Isso leva tempo. Vamos devagar e com uma certa dose de paciência, pensando no futuro”, explicou.

Sobre as novas atletas que estão integrando a equipe, Morten tem boas expectativas. “Grande parte das mais jovens já atuaram pelas Seleções Juvenil e Júnior, além de fases de treinamento da categoria adulta. É sim uma nova geração, mas elas não são tão novas em relação à experiência. A única estreante mesmo na Seleção da categoria é a Raphaela”, lembrou Morten.

Na primeira oportunidade na Seleção Adulta, Raphaela Priolli, de 27 anos, quer agarrar a oportunidade com ‘unhas e dentes’. Para a armadora direita, o objetivo é absorver ao máximo toda a experiência adquirida com a convivência com outras atletas. “Eu fiquei feliz por estar nessa fase da Seleção e por jogar com as melhores do Mundo. Elas são muito experientes e quero aproveitar essa oportunidade. Claro que o nervosismo bate, mas espero me soltar cada dia mais e treinar melhor. Quero mostrar tudo o que eu sei dentro de quadra”, mencionou.

Raphaela ressaltou ainda a alegria por estar treinando em Belém (PA) desde a última sexta-feira (25) e pela receptividade do povo da capital paraense. “As pessoas daqui são muito alegres e estão nos tratando super bem. A recepção que tivemos já aeroporto foi sensacional. Espero que nos dias dos jogos o ginásio do Mangueirinho esteja lotado e com todos torcendo por nós”, afirmou a atleta, que atua pelo SGH Rosengarten-Buchholz, da Alemanha.

Programação
Horário de Brasília

Quinta-feira (1)
16h – Uruguai x Eslováquia (TV: SporTV 2)
18h45 – Brasil x Cuba (TV: SporTV)

Sexta-feira (2)
19h – Eslováquia x Cuba (TV: SporTV 2)
21h30 – Brasil x Uruguai (TV: SporTV)

Sábado (3)
11h – Brasil x Eslováquia (TV: SporTV
13h – Cuba x Uruguai

300541_662822_20161126_174543_hdr_web_
A Seleção Feminina de Handebol viveu momentos de muita emoção neste sábado (26). A equipe, que está em Belém (PA) para a disputa do II Torneio Quatro Nações, com inicio na quinta-feira (1), deu uma pausa na rotina de treinamentos e fez uma visita especial ao Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, na capital paraense. O encontro foi marcado por sorrisos e abraços carinhosos.

Uma das goleiras da Seleção, Bárbara Arenhart, a Babi, resumiu bem o que todas sentiram por passar o dia ao lado de crianças tão especiais. “Eu sou suspeita para falar, pois sou totalmente sensível. Estar aqui transformou um pouco a nossa realidade, pois vemos que as coisas que reclamamos não são nada perto do que essas crianças estão passando. Ao mesmo tempo que nos toca, nos enche de energia para vermos que temos uma vida perfeita e que somos pessoas privilegiadas. Tem tanta gente aqui lutando pela vida. Isso renova a nosso senso de realidade de ver que temos tudo, temos sorte e que somos abençoadas”, comentou.

A goleira espera que a visita da equipe leve mais que esperança as crianças. “Espero que a nossa presença tenha trazido um pouco de alegria para essas pessoas. Elas são crianças, estão em tratamento, mas estão sorrindo, estão brincando, e nós por muitas vezes reclamando. Tenho certeza de que todos nós sairemos daqui vendo como temos sorte e não damos conta. Tudo isso mexe comigo de uma maneira tão profunda e sentimental que não tem como não ficar tocada com essas crianças”, contou.

Por outro lado, para as crianças e familiares, ter ao lado pessoas em quem se espelhar e por ver que existe uma vida fora do tratamento pode renovar as esperanças. “São nessas oportunidades que podemos proporcionar para as crianças uma quebra na rotina do hospital. Isso é benéfico, faz com que elas fiquem mais motivadas, mais felizes e imaginem que a vida não é só a doença. Isso tem um aspecto muito positivo no tratamento. Quando podemos trazer o esporte mais para perto é bom para elas, pois impacta, com certeza, positivamente no tratamento e na forma com que elas lidam com as dificuldades. A diferença é visível. Só de olhar vemos que as crianças estão sorrindo, ficam mais animadas. Isso faz toda a diferença. Elas precisam lembrar que existe vida além da doença”, frisou a coordenadora de humanização do hospital, Paula Viana, lembrando que o local, o maior hospital oncológico pediátrico no Brasil, atende cerca de 600 crianças de até 19 anos.

No II Torneio Quatro Nações, o Brasil irá enfrentar as equipes de Cuba, Eslováquia e Uruguai. Os jogos serão nos dias 1, 2 e 3, no Ginásio do Mangueirinho.

300224_662006_image_web_

Juliana Malta, armadora esquerda (Alexandre Loureiro/Photo&Grafia)

Nesta sexta-feira (25), a Seleção Feminina de Handebol inicia, em Belém (PA), a primeira etapa de treinamentos após os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e também a última de 2016.

 

A equipe ficará concentrada durante dez dias e o ponto alto da fase será a disputa do II Torneio Quatro Nações, nos dias 1, 2 e 3 de dezembro, com as equipes de Cuba, Eslováquia e Uruguai. Uma grande oportunidade para encontrar o público da região Norte, fã da modalidade.

A competição servirá como uma espécie de aquecimento para o novo ciclo e para que o técnico Morten Soubak comece a moldar os rumos da equipe daqui para a frente. Campeão mundial em 2013, o Brasil passou a fazer parte da elite mundial da modalidade e almeja alçar voos tão altos quanto esse novamente, mas agora é um momento de muita concentração e planejamento, já que boa parte do grupo que trabalhou nos últimos anos não veste mais a camisa verde e amarela.

A transição já começou há algum tempo, tanto é que a equipe contava nos compromissos mais recentes com atletas de muita experiência e outros jovens talentos que já fazem parte da Seleção e têm disputado os principais campeonatos internacionais. No entanto, neste momento, a cara do conjunto mudou ainda mais.

Uma das convocadas, a armadora esquerda Juliana Malta, já vem trabalhando com a equipe há algum tempo, incluindo também nas categorias de base da Seleção, e ganhou uma larga experiência com o treinador dinamarquês. A pernambucana treinou com a Seleção até a ida da equipe para os Jogos Olímpicos do Rio, mas acabou ficando de fora, já que haviam apenas 14 vagas. Agora, com o recomeço do trabalho, ela tem uma grande expectativa com relação aos novos rumos da equipe.

“Já estou com o Morten desde 2009, quando ele também comandava as Seleções de base, na Adulta estou desde 2013. Acredito que teremos ainda mais trabalho a ser feito, já que peças importantes se despediram da nossa equipe, mas com certeza a nova geração vem com tudo, com sede de se tornar do mesmo nível ou melhor do que aquelas que representaram tão bem a nossa Seleção”, afirmou Juliana.

Ela acredita que a equipe irá encontrar um caminho rápido para lidar com tantas mudanças e com os novos objetivos propostos para o ciclo. “Acho que a renovação do elenco sempre é importante depois de um ciclo olímpico, visto que agora temos quatro anos para nos prepararmos para a próxima Olimpíada, em Tóquio. Mudanças sempre são difíceis, mas são necessárias visando ao melhor para o futuro da nossa equipe.”

A armadora se mostra empolgada para encontrar o público de Belém (PA) pela primeira vez e poder levar o handebol a ainda mais regiões do País. “Será a minha primeira vez em Belém. Já pesquisei e vi que iremos utilizar um ginásio lindo. Com certeza, nós também estaremos felizes e nos preparando para termos um recomeço com a Seleção, inclusive com a passagem por novos lugares, como Belém”, apontou.

Tabela de jogos do II Torneio Quatro Nações Feminino de Handebol
(horário de Brasília)

Quinta-feira (1)
16h – Uruguai x Eslováquia
18h45 – Brasil x Cuba

Sexta-feira (2)
19h – Eslováquia x Cuba
21h30 – Brasil x Uruguai

Sábado (3)
11h – Brasil x Eslováquia
13h – Cuba x Uruguai

Na próxima quinta-feira (24), a Seleção Feminina de Handebol dá o primeiro passo para uma nova fase. A equipe se reúne em Belém (PA) para treinamentos e para a disputa do II Torneio Quatro Nações e vem com uma cara um tanto diferente.

Com a saída de atletas que fizeram história nos ciclos anteriores, o técnico Morten Soubak teve que renovar boa parcela do grupo, dar oportunidade a jogadoras que já faziam parte do trabalho e que agora podem ganhar mais espaço, alem de conhecer outros talentos que vem se destacando na modalidade.

Isso significa que o planejamento não irá partir do zero, mas pode tomar rumos um pouco diferentes daqui para a frente, como o próprio treinador já adiantou, até mesmo pelas características das convocadas.

A nova etapa é vista com bons olhos e com uma certa curiosidade das veteranas, como a goleira Bárbara Arenhart, a Babi. “Estou sinceramente ansiosa pra ver como tudo está. Este vai ser nosso primeiro reencontro depois das Olimpíadas e com o grupo muito renovado e diferente”, frisou.

185589_303616_morten

Morten Soubak, técnico da Seleção Feminina

Mesmo sendo uma das mais experientes da equipe, Babi não sente que terá mais responsabilidade daqui para a frente. “Eu acho que a responsabilidade não muda. Todas nós que fazemos parte da Seleção temos a mesma responsabilidade de dar o nosso melhor e lutar pela camisa que vestimos, desde as mais novas até as mais velhas. Isso sempre foi assim, sempre nos cobramos para que todas sentissem o mesmo respeito e tivessem o mesmo empenho dentro da quadra. O que muda com certeza é a experiência que já adquirimos ao longo desses anos, até mesmo em conhecer umas as outras, mas isso também só tem a nos ajudar em um momento como este”, lembrou a atleta de 30 anos, que atua no clube húngaro Vaci NKSE.

Babi aponta que o Torneio Quatro Nações servirá como uma espécie de aquecimento. Durante a competição, as brasileiras irão enfrentar o Uruguai no dia 1º de dezembro, Cuba no dia 2 e a Eslováquia no dia 3. “Eu acredito que o mais importante agora nesse primeiro momento é usar este torneio pra que nós comecemos a familiarizar as jogadoras recém-chegadas com o estilo de jogo e filosofia de trabalho. Vai ser um torneio interessante, com três equipes com estilos de jogo diferentes umas das outras e eu acho que para nós será muito importante já começar a treinar e a colocar em prática coisas novas em jogos oficiais. O trabalho agora tem que ser focado em nós, mas vai ser muito legal iniciar este ciclo perto da nossa torcida, dentro da nossa casa”, destacou a goleira.

Na mesma posição, Babi estará ao lado de Jéssica Oliveira e Gabriela Moreschi. Ambas são mais jovens, mas já passaram em várias ocasiões pela Seleção. Como a mais experiente das três, a gaúcha reitera o potencial das companheiras. “Eu já conheço e trabalhei tanto com a Gabi quanto com a Jéssica e eu estou muito feliz em ter a oportunidade de dividir o gol com elas novamente. Nós nos damos muito bem e sempre foi muito fácil trabalhar com elas. Elas são de gerações mais novas que a minha e têm muito talento, esforço e trabalham muito sério. Tenho certeza que ainda vamos vê-las levarem o nome do Brasil muito longe. Para mim é uma honra viver de perto a evolução das duas como jogadoras e poder fazer parte da carreira delas dentro da Seleção”, finalizou elogiando.

Com exceção do duelo entre Cuba e Uruguai, todos os demais jogos serão exibidos pelos canais SporTV.

Ingressos – Para quem quiser acompanhar as disputas de perto, os ingressos para os jogos serão trocados por um quilo de alimento não perecível, em dez pontos diferentes, nos dias 28, 29 e 30 de novembro, das 8h às 12h, no período da manhã, das 14h às 18h no período da tarde, e para os locais que realizarem troca também no período da noite, será até as 20h. Nos dias dos jogos só haverá troca de ingresso caso haja ainda disponibilidade.

Os ingressos serão válidos para a rodada dupla que será realizada no dia correspondente. Serão seis mil ingressos para as partidas dos três dias. A arrecadação será doada a instituições beneficentes da cidade.

Confira a tabela de jogos do II Torneio Quatro Nações Feminino de Handebol

Quinta-feira (1)
16h – Uruguai x Eslováquia
18h45 – Brasil x Cuba

Sexta-feira (2)
19h – Eslováquia x Cuba
21h30 – Brasil x Uruguai

Sábado (3)
11h – Brasil x Eslováquia
13h – Cuba x Uruguai

287610_618011_image_web_
A Seleção Feminina de Handebol se prepara para viver um novo momento a partir de agora. Renovada após a saída de algumas atletas mais experientes, que deixaram de vestir a camisa verde e amarela depois dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a ordem é recomeçar, com uma nova cara e novos objetivos até o fim do ciclo que termina com Tóquio 2020.

Para isso, o técnico Morten Soubak terá, a partir do dia 24 de novembro, uma oportunidade de colocar o novo grupo para trabalhar, rever conceitos e até mesmo estratégias. A equipe fará uma fase de treinamento e irá disputar o Torneio Quatro Nações, em Belém (PA), com jogos nos dias 1, 2 e 3 de dezembro contra Cuba, Eslováquia e Uruguai.

Além de caras novas, ou que tiveram passagens pelo grupo anteriormente, o treinador irá contar com parte da equipe que disputou a Rio 2016, por isso, para ele é um retorno diferente. “Obviamente que nosso trabalho agora não será um começo total, mas sim um recomeço. Temos que renovar em vários aspectos, não somente porque várias atletas de alto nível não estão mais disponíveis para a Seleção. Temos que pensar no estilo que estávamos jogando e nos aprofundarmos nas novas regras que foram implantadas para os Jogos do Rio e que devem permanecer”, pontuou o treinador.

Para ele, o período reunido será importante para avaliar os rumos que a equipe irá seguir a partir de agora. “Vamos dar chance para algumas atletas jovens e outras que fizeram parte do trabalho, mas que não ficaram na equipe para as Olimpíadas. Vamos pensar muito nas características de cada uma e, possivelmente, criar outro jeito de jogar, de acordo com esse perfil, pois o anterior era muito baseado nas atletas que estavam”, acrescentou Morten.

O torneio servirá para avaliar a equipe em quadra neste primeiro momento, mas o técnico pretende pensar mais em como se comporta a própria Seleção e menos nos adversários. “Vamos treinar e jogar o Quatro Nações, mas não é um momento para definições, por isso, os oponentes independem. O importante será pensar em cada uma das atletas nos treinos e jogos e ver a evolução de cada uma. É bom termos adversários com estilos diferentes, principalmente de defesa, para ver como elas se saem em diferentes situações. Vamos encarar isso como um desafio”, encerrou o técnico.

Em 2017, o Brasil já terá alguns compromissos oficiais importantes, como o Pan-Americano da modalidade, em junho, no Canadá, e o Mundial, em dezembro, na Alemanha.

CONVOCADAS – Seleção Feminina de Handebol

Goleiras – Bárbara Arenhart (Vaci NKSE-Hungria), Gabriela Moreschi (Larvik HK-Noruega) e Jéssica Oliveira (UnC/Concórdia-SC).

Armadoras – Bruna de Paula (Fleury Loiret-França), Eduarda Amorim (Gyor Áudio ETO-Hungria), Juliana Malta (MKS Zaglebier Lubin-Polônia) e Raphaela Priolli (SGH Rosengarten-Buchholz-Alemanha).

Centrais – Ana Paula Rodrigues Belo (Rostov Don-Rússia), Deborah Hannah Nunes (São Bernardo/Metodista-SP) e Francielle Gomes da Rocha (Vegus/Guarulhos-SP).

Pontas – Bruna Gonçalves Rodrigues (São Bernardo/Metodista-SP), Jéssica Quintino (HC Odense-Dinamarca), Larissa Araújo (Erdi Sport KFT-Hungria) e Samira Rocha (OGC Nice Handball-França).

Pivôs – Lígia Costa Maia da Silva (Pogon Szczecin-Polônia) e Tamires Morena Araújo (CDB Cercle Dijon Bourgogne-França).

Comissão técnica
Técnico: Morten Soubak
Assistente técnico: Alex Aprile
Supervisora: Rita Orsi
Psicóloga: Alessandra Dutra
Fisioterapeuta: Marina Calister
Massoterapeuta: Aparecida Rocha
Nutricionista: Júlia do Valle Bargieri

291867_631488_image_web_
Da Assessoria de Imprensa da CBHb

Para o Brasil, a disputa do handebol nos Jogos Olímpicos do Rio chegou ao fim nas quartas de final tanto no masculino quanto no feminino. As equipes esperavam mais, porém, a falta de uma medalha não define o enorme ganho da modalidade na maior competição do ciclo. Tratando-se de resultados, os dois naipes garantiram os melhores da história. As meninas ficaram em quinto e o masculino em sétimo. Mas, outro quesito teve um saldo mais do que positivo: a visibilidade. Com o ginásio sempre lotado e uma torcida animada, o handebol conquistou os corações de milhares de pessoas e passou a ser um dos ‘queridinhos’ dessa Olimpíada.

O handebol se mostrou um esporte ainda mais apaixonante para os brasileiros. Dinâmico, com muita velocidade, gols e defesas espetaculares, chamou atenção de públicos de diferentes idades, não só dentro da Arena do Futuro, como também em casa, já que todas as partidas foram transmitidas, muitas delas em TV aberta.

A equipe feminina já é uma geração vencedora. Dona do ouro mundial em 2013, tinha grandes expectativas para os Jogos Olímpicos em casa. Fez uma belíssima campanha na primeira fase, garantindo quatro vitórias em cinco jogos e terminando em primeiro do grupo. Sabia que tinha plenas condições de brigar por uma medalha. No entanto, por estar entre as 11 equipes capazes de concorrer ao título em uma das edições mais equilibradas da história, foi muito estudada pelo adversário das quartas de final, a Holanda.

As oponentes, que haviam enfrentado o Brasil pouco antes do início dos Jogos, em dois amistosos, mostraram um verdadeiro ‘paredão’ na defesa e neutralizaram jogadas cruciais para as brasileiras. O resultado entristeceu, sobretudo porque a equipe se despede de atletas que fizeram uma história brilhante dentro da Seleção, como a capitã Dara, a pivô Daniela Piedade, e a ponta direita Alexandra Nascimento, eleita a melhor do Mundo em 2012.

Porém, o futuro é promissor. Há anos o handebol feminino do Brasil não deixa a elite da modalidade, mantendo-se entre as principais equipes. Isso significa que a busca pela tão sonhado medalha olímpica não pára por aqui. “Agradeço a todas as meninas que fizeram parte da Seleção, até mesmo há mais tempo que eu, pelo apoio que deram ao handebol brasileiro, e também a todas que irão continuar. Para elas foi uma honra, um orgulho poder jogar uma Olimpíada em casa. Antes de chegar aqui, estávamos trabalhando para ir longe e sabíamos que tínhamos potencial para brigar pela medalha olímpica”, comentou o técnico Morten Soubak.

Morten cita o fato do handebol ser uma modalidade muito praticada nas escolas e acredita que a realização dos Jogos no Brasil desperte ainda mais o interesse das crianças pelo handebol. “Espero que o handebol possa seguir esse desenvolvimento em todo o Brasil. Há muitos meninos e meninas, que tenho certeza que terão um belo futuro na modalidade. É um esporte muito praticado e com muitos talentos.”

O masculino, totalmente renovado, tem expectativas gigantes para um futuro próximo. Se mesmo com um time extremamente jovem, conseguiu resultados históricos ao vencer a Polônia, medalha de bronze no último Mundial, a Alemanha, atual campeã europeia, e fazer frente à ‘toda poderosa’ França, bicampeã olímpica, nas quartas de final, o que se pode esperar em alguns anos?

“Temos que nos sentir orgulhosos. Para nós essa Olimpíada foi espetacular. Garantimos a classificação para as quartas de final com duas grandes vitórias, principalmente com a Alemanha, que é o atual campeão europeu. Para mim, isso vai ficar na cabeça por muito tempo, pensando o que poderemos fazer no futuro. Saímos muito reforçados. Esta é uma equipe que pode chegar tranquilamente a duas Olimpíadas. Se fizeram o que fizeram aqui, podemos imaginar o que poderão fazer daqui a três ou quatro anos”, previu o técnico Jordi Ribera.

Para ele, a modalidade também deu um grande salto com esses Jogos Olímpicos em casa. “O handebol aqui deu amostras que é um esporte que pode dar muitas alegrias. Não me limito ao masculino, mas especialmente ao feminino também, que foi campeão mundial. No masculino, vamos dando passos para ficar cada vez mais perto”, continuou Jordi.

Realmente ver o handebol tão comentado e tão querido pelo público tocou o coração de atletas, técnicos e dirigentes da modalidade. O presidente da Confederação Brasileira de Handebol, Manoel Luiz Oliveira, disse que os resultados em quadra não foram as únicas coisas a se destacar. “Com relação aos resultados, ficou um sensação de que poderíamos ter ido mais longe. Tínhamos expectativa de subir no pódio. Um objetivo que era de todos e que sabíamos que era possível. Mas, isso não tira o brilho que foi o handebol brasileiro nos Jogos do Rio. Ambas as equipes tiveram o melhor resultado de toda a história, com o feminino em quinto, superando Londres, e o masculino pela primeira vez na história nas quartas de final, terminando com um sétimo lugar histórico e inédito”, destacou.

O presidente lembrou da grande visibilidade que o esporte teve durante todos esses dias. “Este campeonato nos trouxe algo que não tenho palavras para expressar o quanto me deixa feliz. A modalidade movimentou a imprensa, o Brasil abraçou o handebol. A participação no Rio se tornou uma referência. Escutamos muitas pessoas falando bem da entrega, da qualidade, e que perdemos, mas lutando até o último momento. Evidentemente, as transmissões dos jogos, as postagens nas redes sociais, o que escutamos, com certeza, farão o número de participantes da modalidade se multiplicar.”

Manoel garante que o handebol brasileiro ainda tem muito para dar e que o trabalho continua para o próximo ciclo visando a um desenvolvimento ainda maior com a ajuda dos parceiros que já fazem parte da história da modalidade e com novos, que certamente irão chegar após essa campanha histórica. “Vamos dar continuidade ao que já temos feito para trabalhar internamente o desenvolvimento do esporte, como os acampamentos, melhoria das competições internas, e a realização da Liga Nacional com um novo modelo. Tudo isso, com certeza, vai se transformar em apoios muito interessantes para conseguirmos definitivamente a consagração da modalidade junto à opinião pública. Mas, depois do que vimos aqui, podemos dizer que hoje o Brasil faz parte definitivamente das equipes tops do handebol mundial.”