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15894264_1321313581265539_8266822825165103325_nO calendário esportivo oficial da Seleção Masculina de Handebol em 2017 começa simplesmente com a maior competição do período, o Mundial da França, a partir de 11 de janeiro.

Porém, a rotina de trabalho do grupo tem início bem antes dessa data, praticamente assim que 2016 for embora. Nesta segunda feira, o técnico Washington Nunes e a comissão técnica embarcaram com os 16 convocados para uma fase de treinamento e um torneio na Suíça, com a presença de três Seleções europeias. Tudo para deixar a equipe 100% antes da estreia, que será contra ninguém menos que os franceses, super campeões da modalidade, em Paris.

O torneio na Suíça será disputado com a Seleção da casa, a Eslováquia e a Romênia, e deve ser um momento importante para desafiar a equipe diante de adversários fortes, antes de encarar os franceses em casa. “Dia 2 de janeiro nos apresentamos para uma viagem à Suíça. Vamos treinar lá e depois ter um torneio contra Eslováquia, Romênia e, claro, Suíça. Todas são equipes que estão muito bem no Campeonato Europeu e estão jogando em alto nível como todo mundo”, assegurou o treinador. “Jogamos lá até dia 8 de janeiro, e dia 9 viajamos para a França. Treinamos dia 10, e dia 11 já jogamos contra os franceses”, completou.

Washington lembra que a preparação não é de apenas uma semana, mas sim de quatro anos, já que o mesmo grupo vem jogando junto nesse período todo. “A última fase que tivemos com a equipe completa foi o Quatro Nações, com todos trabalhando juntos. Isso foi muito bom. Logo depois, tivemos a fase em São Bernardo, com alguns dos convocados e um grupo mais jovem”, disse o treinador, lembrando que muitos não puderam estar nesse período, por conta do calendário de jogos dos clubes em que atuam.

Na escolha dos 16 atletas que irão representar o País no Mundial, o técnico optou por manter a base que disputou os Jogos Olímpicos do Rio e, acrescentou algumas caras novas, que segundo ele são jovens muito promissores. “Nossa expectativa é a melhor possível. Saímos muito bem dos Jogos Olímpicos. Temos pretensão de chegar novamente às oitavas de final e passar por esse obstáculo. Nos últimos dois Mundiais conseguimos ir para as oitavas, então, temos que pensar para a frente. A chave é muito dura, mas vemos possibilidade de dar continuidade, inclusive depois dos cruzamentos”, projetou Washington.

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Manoel Luiz Oliveira, presidente da CBHb (Foto Divulgação/CBHB)

Publicado pelo ESPN.com.br no dia 11/12/2016

Em entrevista à rádio CBN, neste domingo, o presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), Manoel Luiz de Oliveira, rebateu Morten Soubak quanto à situação contratual do técnico campeão mundial com a seleção feminina em 2013.

O treinador dinamarquês, cujo vínculo acaba no próximo dia 31 de dezembro, afirmou em entrevista ao site da ESPN na última semana que a entidade não o procurou para estendê-lo e tampouco lhe enviou um “obrigado” pelos serviços prestados.

Manoel Luiz, porém, garantiu que reuniões aconteceram durante o ano e explicou que a redução do patrocínio dos Correios adiou a renovação até o meio de 2017 com o técnico.

“No primeiro semestre nós trouxemos Morten à sede da confederação (em Aracaju) para discutir umas entrevistas que ele ele deu naquela oportunidade colocando umas situações que no nosso entender não sentimos confortáveis. Trouxemos ele aqui, discutimos uma série de pontos, e obviamente começamos a discutir (a renovação), porque o contrato do ciclo olímpico terminaria em 31 de agosto”, começou o dirigente.

“Informamos o interesse de mantê-lo até 31 de agosto de 2017. Naquela oportunidade, ele externou uma possibilidade de ter aumento de salário, nos acertamos, e esse contrato levei para aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, pois seria assinado ali. Mas um cenário novo começou a surgir – os Correios fizeram ajustes momentâneos nos patrocínios ao esporte, e isso afeta nosso orçamento pela frente”.

“O cenário, com todas as organizações esportivas, não vou dizer que é temerário, mas você tem que se precaver. Nós não assinamos esse contrato, voltou comigo para Aracaju, e trouxemos novamente Morten. Na sequência fizemos uma nova proposta: manter o salário que ele já tinha e o novo contrato indo até 31 de dezembro de 2016. Após esse período, nós iríamos tratar da renovação. Ou não”, continuou.

Então, vieram as críticas mais fortes de Manoel Luiz de Oliveira ao treinador.

“Morten fez um trabalho excepcional, é uma pessoa querida por todos nós, porém ele não teve, tanto naquela oportunidade como agora, um devido respeito ao handebol brasileiro, porque em algumas entrevistas ele fala que a confederação não o procurou para renovar contrato e sequer deu um ‘muito obrigado’. No dia 15 de setembro as comissões técnicas das seleções receberam uma carta onde explicávamos todo o cenário. É uma coisa que deveria estar rolando internamente”, reconheceu.

“Na seleção feminina, a única pessoa que está tendo remuneração é o Morten. Todas as outras pessoas receberam agradecimento. Eu fui a Belém e um dia reuni todas as atletas da seleção feminina, tivemos uma reunião muto frutiva, e depois nos reunimos com a comissão técnica. Mais uma vez explicamos todos os cenários, não daria para tomar uma decisão agora. A reunião foi à tarde, e à noite ele deu declaração dizendo que não seguiria à frente da seleção, pois não foi procurado”.

“Eu tenho documentos do que foi discutido ainda no primeiro semestre, a carta que enviamos, as passagens que ele veio para cá, o hotel em que ficou, as trocas de mensagens para se chegar a um denominador comum. Tudo isso foi feito. Essas reuniões e trocas de informação foram documentadas. Na melhor das hipóteses, ele se precipitou”, falou.

O presidente da CBHb, então, citou que a seleção feminina falhou em quatro competições internacionais nas quais saiu como líder de seu grupo, mas caiu antes da semifinal – Mundiais de 2011 e 2015 além das Olimpíadas em 2012 e 2016.

“A grande verdade é que nós temos atletas excepcionais tanto no masculino quanto no feminino. É um trabalho excepcional (o de Morten Soubak), é. Numa maneira geral a avaliação é que tudo foi maravilhas, mas não é verdade. Morten fez um trabalho muito bom, foi fantástico, mas hoje a decisão de sair foi dele, unilateral”, disse.

Manoel Luiz de Oliveira declarou já estar trabalhando em outro nome para assumir a seleção feminina. E o técnico também será estrangeiro, provavelmente europeu.

Publicado originalmente em 06/12/2016 no site da ESPN.
Por Antônio Strini

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Morten Soubak, ex-técnico da Seleção Feminina

Talvez ele seja o mais brasileiro de todos os técnicos estrangeiros que passaram por essas terras. O dinamarquês Morten Soubak descobriu o país nos anos 1990 e fez de tudo para fincar sua história aqui. E conseguiu: levou a seleção feminina de handebol a um nível de excelência nunca antes visto. Em oito anos sob o comando dele, as brasileiras se tornaram temidas no esporte, e a passagem foi coroada com o título mundial em 2013.

Agora, porém, o treinador busca novos desafios. Mas não porque quer: a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) não procurou Morten para renovar seu contrato, que acaba no próximo dia 31 de dezembro. Na última sexta-feira, em entrevista ao SporTV, admitiu que seu ciclo à frente da seleção feminina acabou.

Na página oficial da confederação, nada sobre a declaração, seja confirmando ou desmentido.

“Estou feliz que conseguimos empatar o jogo e ganhar o torneio. Foi uma partida muito brigada e as meninas estão de parabéns pela dedicação de buscar o placar. A Babi fez um grande jogo e nos ajudou a conquistar o resultado, mas é claro que queríamos a vitória”.

Em entrevista ao ESPN.com.br na noite da última segunda-feira, Morten Soubak reiterou: sua passagem pela seleção feminina acabou. Ele evita criticar a CBHb, mas admite surpresa com a forma como está sendo tratado, citando a saída de Jordi Ribera da equipe masculina como parecida à sua, sem conversa ou até mesmo um “obrigado”.

Agora, o dinamarquês quer saber é de 2017. Objetivos novos, quem sabe até voltar a treinar um time de homens. Mas ele garante: “Vou continuar acompanhando o handebol brasileiro. Ficará marcado para sempre comigo”.

Leia abaixo a entrevista completa com o treinador de 52 anos:

Mesmo depois de você falar ao vivo que não seguirá à frente da seleção, a confederação te procurou?
Morten Soubak – Não. Não teve um encontro com relação a isso. E tudo bem. É assim…

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Alexandra Nascimento e o técnico Morten Soubak

Se a CBHb te procurar agora, você também não continua na seleção?
Morten Soubak –Não, agora foi. Agora foi. Não é um negócio que saiu do dia para o outro, que eu inventei de uma hora para outra. Por isso também não tem mais nada a falar. Eu saio, e pronto. Estou feliz com o tempo que tive com a seleção, mas também com o trabalho de anos no Brasil. Trabalhar juvenil, júnior, adulta. É um período longo, grande, claro que nunca vou esquecer. Incluo jogadores, professores, clubes, Jogos Escolares – que sempre tento participar e observar. Inclui muita coisa. E de repente, faltam 25 dias pra acabar 2016… Completo oito anos com a seleção. Parece que foi muito rápido.

A atitude da confederação te surpreende?
Morten Soubak –Não sei. A primeira coisa: estou aqui há oito anos com a seleção e não houve encontro, mas no lado masculino acho que não teve também, pelo que estou sabendo. É a forma como a confederação está procurando outras possibilidades, e tudo bem.

Você imaginava que seria tratado assim, sem ao menos um “obrigado”?
Morten Soubak –Dessa forma, não. Normalmente tem isso, mas tudo bem. Eles deram um contrato até 31 de dezembro, e como não teve um encontro ou contato, eu também tive que pensar no que fazer. É isso o que está acontecendo.

E o que você está pensando agora?
Morten Soubak –Assim como as jogadoras, eu trabalho com um representante que está vendo as possibilidades que estão no mercado. Eu espero que tenha algo novo para mim, outros desafios, possibilidades em 2017, quem sabe a partir de fevereiro, março. Eu vou conseguir outro desafio.

O que você procura, clube, seleção?
Morten Soubak –Estou aberto inclusive também para voltar a treinar times masculinos. Posso trabalhar tanto no masculino quanto no feminino. Eu vou falar com o representante daqui a algumas semanas para ver as possibilidades.

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Está pensando em descansar nesses últimos dias de 2016?
Morten Soubak – (risos) Algo assim. Pensar no que pode ser para frente, mas não agora. Estou terminando esse trabalho aqui. É um período de pensamento, avaliar as oportunidades, é isso que eu tenho que avaliar.

Você vê algum técnico brasileiro capaz de assumir a seleção feminina e manter os resultados dos últimos anos?
Morten Soubak –Com certeza que há técnicos bons no Brasil e com potencial para dirigir uma seleção brasileira. Não duvido. Agora, qual o pensamento (da confederação), não sei falar. Não vou gastar muito tempo para pensar nisso.

Como você avalia sua passagem pela seleção feminina? Foram os anos mais intensos de sua carreira?
Morten Soubak –Com certeza. Não há duvida nenhuma, mas com muita alegria em falar isso. São oito anos, com diferentes experiências – de decepção com alegria, satisfação. Conseguimos fazer uma revolução com a seleção adulta para chegar às equipes de elite no mundo. Hoje o Brasil pode contar com essa equipe de nível, só tenho agradecer a todas as meninas que já participaram e às que estão agora. Nós conseguimos uma medalha de bronze no juvenil, fomos campeão mundial com a seleção adulta. Só que aquela maldita medalha (nos Jogos Olímpicos) não caiu para gente, e isso vai ficar marcando. Nós tínhamos a equipe e o nível para conseguir a medalha adulta. Tivemos duas meninas eleitas pela federação internacional como melhores do mundo (Alexandra Nascimento e Duda Amorim). Várias meninas conseguiram contratos em grandes clubes da Europa. Tem muitas histórias ótimas para contar desse período, foi uma viagem linda. E quem sabe um dia eu estou de volta. Quer dizer, eu me conheço, um dia estarei de volta.

E para a confederação, algum agradecimento?
Morten Soubak – Sim. Foi o presidente Manoel quem me colocou, então confia no meu trabalho. Quem fez isso foi ele. Eu sinto realmente que tenho que agradecer a todo mundo. Foi um aprendizado para mim.

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A torcida presente no Ginásio Mangueirinho, em Belém (PA), recebeu com muita festa a Seleção Feminina de Handebol. As cerca de seis mil pessoas viram de perto as brasileiras em quadra, que empataram com a Eslováquia, neste sábado (3), por 21 a 21 (10 a 11 no primeiro tempo). Com o resultado, as donas da casa conquistaram o título do II Torneio Quatro Nações Feminino por ter melhor saldo de gols em relação as adversárias (61 a 41).

Disputa da terceira colocação: Após a final, Cuba e Uruguai entraram em quadra para definir a terceira colocação. A vantagem foi da Seleção Uruguaia, que superou as cubanas com tranquilidade por 44 a 16 (20 a 6 no primeiro tempo).

Resultados – Torneio Quatro Nações

Quinta-feira (1)
Uruguai 15 x 29 Eslováquia
Brasil 51 x 9 Cuba

Sexta-feira (2)
Eslováquia 38 x 11 Cuba
Brasil 30 x 11 Uruguai

Sábado (3)
Brasil 21 x 21 Eslováquia
Cuba 44 x 16 Uruguai

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Jéssica Quintino, ponta direita (Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

Nesta quinta-feira (1), a Seleção Feminina de Handebol estreou no II Torneio Quatro Nações em grande estilo. Com público de cerca de 3.500 pessoas no Ginásio Mangueirinho, em Belém (PA), o Brasil não encontrou resistência, e goleou Cuba pelo impressionante placar de 51 a 9 (25 a 3 no primeiro tempo).

Morten não esperava vencer com tanta facilidade. “Fui surpreendido com essa equipe de Cuba. Não esperávamos essas meninas mais jovens. Jogamos com elas ano passado por duas vezes e o time era completamente diferente. Amanhã contra o Uruguai não teremos tarefa fácil. Elas trouxeram uma equipe renovada, porém com suas qualidades”, disse.

Nesta sexta-feira (2), o Torneio Quatro Nações continua com mais duas partidas. A Eslováquia enfrenta Cuba, às 19h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo do SporTV 2.

Na sequência, às 21h30, o Brasil pega o Uruguai. Este jogo será transmitido ao vivo pelo SporTV.

Programação
Horário de Brasília

Quinta-feira (1)
Uruguai 15 x 29 Eslováquia
Brasil 51 x 9 Cuba

Sexta-feira (2)
19h – Eslováquia x Cuba (TV: ao vivo no SporTV 2)
21h30 – Brasil x Uruguai (TV: ao vivo no SporTV)

Sábado (3)
11h – Brasil x Eslováquia
13h – Cuba x Uruguai

O II Torneio Quatro Nações Feminino de Handebol marca o recomeço da Seleção Brasileira. Após um ciclo vitorioso, com o inédito título Mundial e com a boa campanha nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a partir de agora, o foco está totalmente voltado para resultados em longo prazo.

Nesta semana, de quinta-feira (1) a sábado (3), a torcida de Belém (PA) e região poderá ver um pouco da renovação do grupo. Os confrontos com Cuba, Eslováquia e Uruguai serão no Ginásio do Mangueirinho. Com exceção do último confronto, entre Cuba e Uruguai no domingo, todos os outros terão transmissão dos canais SporTV.

Com a ausência de nomes importantíssimos para a Seleção, como as pivôs Daniela Piedade e Fabiana Diniz, a Dara, da ponta direita Alexandra Nascimento, da armadora Deonise Fachinello e da goleira Mayssa Pessoa, essa é a chance de conhecer melhor o trabalho de ‘caras novas’. Por isso, o técnico da equipe, o dinamarquês Morten Soubak, manteve a base do time, mas integrou algumas jovens e promissoras atletas, a maioria delas já atuando fora do Brasil. Para o treinador, a competição será essencial para entrosar o grupo, com média de idade de 25 anos.

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Morten Soubak, técnico da seleção brasileira feminina

“Eu penso, sinceramente, que todas as atletas precisam de alguns dias para se acostumarem com a nova equipe. Para as que já faziam parte do time, faz um tempo que não treinamos juntos. Já outro grupo faz algum tempo que não integrava a equipe adulta e tem ainda uma estreante. Por isso, foi importante fazermos alguns treinos para elas pegarem ritmo. Está claro para nós que estamos fazendo tudo o que é possível para nos prepararmos bem para os três jogos do Quatro Nações, mas decidimos que vamos concentrar o trabalho em poucas coisas para que sejam bem executadas. Então, não teremos nada de muito diferente, até porque quem chegou agora não vai aprender tudo em apenas uma semana. Isso leva tempo. Vamos devagar e com uma certa dose de paciência, pensando no futuro”, explicou.

Sobre as novas atletas que estão integrando a equipe, Morten tem boas expectativas. “Grande parte das mais jovens já atuaram pelas Seleções Juvenil e Júnior, além de fases de treinamento da categoria adulta. É sim uma nova geração, mas elas não são tão novas em relação à experiência. A única estreante mesmo na Seleção da categoria é a Raphaela”, lembrou Morten.

Na primeira oportunidade na Seleção Adulta, Raphaela Priolli, de 27 anos, quer agarrar a oportunidade com ‘unhas e dentes’. Para a armadora direita, o objetivo é absorver ao máximo toda a experiência adquirida com a convivência com outras atletas. “Eu fiquei feliz por estar nessa fase da Seleção e por jogar com as melhores do Mundo. Elas são muito experientes e quero aproveitar essa oportunidade. Claro que o nervosismo bate, mas espero me soltar cada dia mais e treinar melhor. Quero mostrar tudo o que eu sei dentro de quadra”, mencionou.

Raphaela ressaltou ainda a alegria por estar treinando em Belém (PA) desde a última sexta-feira (25) e pela receptividade do povo da capital paraense. “As pessoas daqui são muito alegres e estão nos tratando super bem. A recepção que tivemos já aeroporto foi sensacional. Espero que nos dias dos jogos o ginásio do Mangueirinho esteja lotado e com todos torcendo por nós”, afirmou a atleta, que atua pelo SGH Rosengarten-Buchholz, da Alemanha.

Programação
Horário de Brasília

Quinta-feira (1)
16h – Uruguai x Eslováquia (TV: SporTV 2)
18h45 – Brasil x Cuba (TV: SporTV)

Sexta-feira (2)
19h – Eslováquia x Cuba (TV: SporTV 2)
21h30 – Brasil x Uruguai (TV: SporTV)

Sábado (3)
11h – Brasil x Eslováquia (TV: SporTV
13h – Cuba x Uruguai

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A Seleção Feminina de Handebol viveu momentos de muita emoção neste sábado (26). A equipe, que está em Belém (PA) para a disputa do II Torneio Quatro Nações, com inicio na quinta-feira (1), deu uma pausa na rotina de treinamentos e fez uma visita especial ao Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, na capital paraense. O encontro foi marcado por sorrisos e abraços carinhosos.

Uma das goleiras da Seleção, Bárbara Arenhart, a Babi, resumiu bem o que todas sentiram por passar o dia ao lado de crianças tão especiais. “Eu sou suspeita para falar, pois sou totalmente sensível. Estar aqui transformou um pouco a nossa realidade, pois vemos que as coisas que reclamamos não são nada perto do que essas crianças estão passando. Ao mesmo tempo que nos toca, nos enche de energia para vermos que temos uma vida perfeita e que somos pessoas privilegiadas. Tem tanta gente aqui lutando pela vida. Isso renova a nosso senso de realidade de ver que temos tudo, temos sorte e que somos abençoadas”, comentou.

A goleira espera que a visita da equipe leve mais que esperança as crianças. “Espero que a nossa presença tenha trazido um pouco de alegria para essas pessoas. Elas são crianças, estão em tratamento, mas estão sorrindo, estão brincando, e nós por muitas vezes reclamando. Tenho certeza de que todos nós sairemos daqui vendo como temos sorte e não damos conta. Tudo isso mexe comigo de uma maneira tão profunda e sentimental que não tem como não ficar tocada com essas crianças”, contou.

Por outro lado, para as crianças e familiares, ter ao lado pessoas em quem se espelhar e por ver que existe uma vida fora do tratamento pode renovar as esperanças. “São nessas oportunidades que podemos proporcionar para as crianças uma quebra na rotina do hospital. Isso é benéfico, faz com que elas fiquem mais motivadas, mais felizes e imaginem que a vida não é só a doença. Isso tem um aspecto muito positivo no tratamento. Quando podemos trazer o esporte mais para perto é bom para elas, pois impacta, com certeza, positivamente no tratamento e na forma com que elas lidam com as dificuldades. A diferença é visível. Só de olhar vemos que as crianças estão sorrindo, ficam mais animadas. Isso faz toda a diferença. Elas precisam lembrar que existe vida além da doença”, frisou a coordenadora de humanização do hospital, Paula Viana, lembrando que o local, o maior hospital oncológico pediátrico no Brasil, atende cerca de 600 crianças de até 19 anos.

No II Torneio Quatro Nações, o Brasil irá enfrentar as equipes de Cuba, Eslováquia e Uruguai. Os jogos serão nos dias 1, 2 e 3, no Ginásio do Mangueirinho.