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André Soares, o Alemão, ponta esquerda (Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

A Seleção Masculina de Handebol foi convocada para a uma etapa de treinamento e a disputa do Torneio Quatro Nações. Os 22 atletas selecionados irão se apresentar no dia 23 de outubro e permanecem até o dia 30 em São Bernardo do Campo (SP) sob o comando do técnico Washington Nunes.

O único jogador do Handebol Taubaté, e um dos poucos que atuam no Brasil, convocado foi o ponta André Soares, o Alemão, um dos mais experientes do elenco.

A etapa será uma espécie de recomeço para os próximos objetivos do Brasil. Como disputou o Mundial em janeiro, na França, pouco tempo depois dos Jogos Olímpicos do Rio, a equipe pode agora focar totalmente nos compromissos do novo ciclo, a começar pelos Jogos Pan-Americanos de 2019, principal meta da Seleção, já que o campeonato é classificatório para Tóquio 2020.

Por isso, o treinador resolveu testar novamente alguns atletas que haviam ficado de fora das fases anteriores por diferentes razões, como os goleiros Ferrugem e João Victor, o armador Gustavo Rodrigues, o central Acácio, e os pontas Alemão, Felipe Borges, Arthur Peão e Rudolph.

“Nossa ideia é poder olhar todo mundo em nível de treinamento e competição com esse torneio. É importante também observarmos os confrontos com nossos adversários sul-americanos e pan-americanos. Sabemos que Chile e a Argentina estão em uma crescente no trabalho que têm feito. Temos que estar atentos porque queremos conquistar a vaga para as Olimpíadas de Tóquio. Por isso, os Jogos Pan-Americanos, que iremos disputar em 2019, passam a ser o marco mais importante de todo este ciclo”, contou Washington.

Ele explica a convocação com uma formação um pouco diferente das anteriores, apesar de manter a mesma base. “Com relação ao grupo de jogadores, temos, no gol, por exemplo, o Ferrugem (Leonardo Tercariol), que fez uma temporada muito boa e merecia voltar para darmos uma olhada nele, e o João, que foi muito bem no ano passado e que queremos resgatá-lo para ver se ele mantém esse nível agora que está jogando fora do País. A ponta esquerda foi o posto que mais convocamos, com quatro jogadores, sendo que o retorno do Borges é interessante para sabermos como ele está. O Alemão também ficou fora do Mundial por uma lesão nas costas e retorna. O Cleryston teve uma participação boa no Mundial, e o Peão fez um bom Super Globe, tem feito uma temporada muito boa e merece estar aqui para ser observado.”

“Na lateral, com Thiagus, Ponciano e Haniel, mantivemos a formação que foi ao Mundial. O Thiagus havia se lesionado, então vamos observar como os três estão no trabalho geral. No centro, temos o retorno do Acácio, que participou da Seleção Adulta no Quatro Nações na Paraíba, foi para a Europa, mas teve um quadro de lesões que o manteve afastado da Seleção. Agora, ele está bem e voltou a fazer uma temporada boa. Na lateral direita, mantivemos o Oswaldo e o Zé e temos a entrada do Gustavo, que tinha feito um Mundial Júnior muito bom e depois mapeamos a evolução dele e merece voltar com a Seleção Adulta. Na ponta direita, mantivemos o Fábio e o Lucas e entrou o Rudolph, que terminou o ano com uma temporada ótima. Para encerrar os pivôs, o Tchê continua, e teremos também Rogério e Panda (Felipe Santaela), que esperamos que possam dar um salto de qualidade porque são jogadores interessantíssimos e com porte físico muito avantajado, que podem nos ajudar muito em longo prazo”, completou o técnico.

Washington lembra que esse recomeço é muito importante para os planos da equipe. “A expectativa é de um bom trabalho e bom início de preparação, visando, evidentemente, aos Jogos Pan-Americanos, em busca da vaga olímpica”, encerrou.

Seleção Masculina de Handebol

Goleiros – César Almeida (BM Granollers-Espanha), João Victor Perez Feliciano (1955 Batman Belediyespor-Turquia) e Leonardo Terçariol (JS Cherbourg Manche HB-França).

Armadores – Gustavo Rodrigues (US Créteil Handball-França), Haniel Langaro (Dunkerque Handball Grand Littoral-França), José Guilherme de Toledo (Wisla Plock-Polônia), Oswaldo Maestro Guimarães (Helvetia Anaitasuna-Espanha), Thiago Ponciano (BM Ciudad Encantada-Espanha) e Thiagus Petrus Gonçalves dos Santos (Pick Szeged-Hungria).

Centrais – Acácio Marques Moreira Filho (BM Ademar León-Espanha), Henrique Teixeira (BM Bada Huesca-Espanha) e João Pedro Silva (Sport Lisboa e Benfica-Portugal).

Pontas – André Martins Soares (Taubaté/FAB/Unitau-SP), Arthur Flosi Alexandre Peão (BM Puerto Sagunto-Espanha), Cleryston Novais (Aziziye Belediyese Termalspor-Turquia), Fábio Chiuffa (BM Logroño-Espanha), Felipe Borges (Sporting Clube de Portugal), Lucas Cândido (BM Guadalajara-Espanha) e Rudolph Hackbarth (EC Pinheiros-SP).

Pivôs – Alexandro Pozzer (Dunkerque Handball Grand Littoral-França), Felipe Santaela (FC Porto-Portugal) e Rogério Moraes (HC Vardar-Macedônia).

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314110_709252_image_web_Invicta, a Seleção Brasileira conquistou o título do III Torneio Quatro Nações Feminino de Handebol, neste domingo (11), e fez a festa da torcida verde e amarela. Ao derrotar Portugal, por 35 a 29 (17 a 13 no primeiro tempo), no ginásio Adib Moyses Dib, em São Bernardo do Campo (SP), a equipe levantou o troféu e comemorou um passo importante na preparação para o Pan-Americano da Argentina, que começa no dia 18.

Durante o torneio que teve início na sexta-feira (9), o Brasil passou com placares elásticos pelo Chile e República Dominicana, que ainda hoje, às 14h30, decidem quem fica com a terceira colocação.

Ao seguir a estratégia proposta para essa etapa, Sérgio Graciano dividiu mais uma vez a Seleção em três grupos. Uma parte ficou de fora do confronto e outras duas em quadra para enfrentar as portuguesas. Desta vez, ele preferiu começar a partida com o grupo das atletas mais experientes. No início do primeiro tempo, Portugal conseguiu fazer uma certa pressão, atrapalhou a defesa brasileira e levou os primeiros minutos com bastante igualdade no placar, chegando até mesmo a ficar na frente. No final da primeira parte o Brasil conseguiu deslanchar. Encontrou espaço no ataque e abriu cinco gols.

Na segunda etapa, as brasileiras seguiram com os contra-ataques com velocidade, principalmente explorando as pontas, e conseguiram manter a vantagem por volta dos cinco gols o tempo todo. O revezamento das equipes foi mantido, permitindo, assim, ao treinador seguir com a avaliação que precisa para definir as atletas que seguirão para o Pan-Americano.

Com uma energia importante da torcida brasileira durante toda a competição, Graciano gostou muito da primeira experiência como técnico interino da Seleção. “Todo técnico tem como sonho e objetivo estar à frente da Seleção. Tenho muito orgulho de poder fazer parte do processo, estar em um torneio muito bem organizado como esse e com o público que veio torcer. Temos ainda um trabalho pela frente, visando o Pan-Americano e vamos ter bastante coisa para fazer ainda”, comentou.

Com um placar mais igualado do que nos primeiros dias, o Brasil precisou se acertar em alguns fundamentos para faturar a vitória. Porém, a dificuldade um pouco maior diante de Portugal foi positiva para que o técnico pudesse analisar diferentes aspectos. “Hoje a nossa primeira equipe não defendeu bem. No segundo tempo melhorou um pouco, mas ainda esteve abaixo do que esperamos delas defensivamente. A partir de quarta-feira teremos 16 atletas e começaremos a misturar as atletas e implantar a equipe ideal defensiva. Até aqui tivemos três grupos de trabalho e a partir de agora vamos trabalhar com a Seleção Brasileira”, disse Graciano, explicando o sistema que tem sido utilizado desde o início da fase.

A armadora Duda Amorim, como uma das mais experientes do time, também fez uma avaliação crítica sobre a atuação brasileira. “Acredito que hoje a nossa defesa deixou a desejar. Não foi um trabalho muito bom. Mas, é um novo ciclo que está vindo. Temos muitas meninas com talento, mas precisamos de muito trabalho juntas. O Graciano já está buscando isso e acho que com a chegada do Jorge Dueñas (técnico espanhol que assumirá a Seleção a partir de agosto) e a implementação de um trabalho mais coletivo vai ser bom para nós. Agora para o Pan acredito que temos equipe e energia para nos classificarmos. Isso é o mais importante. E, mais para a frente continuamos o resto do trabalho.”

Brasil e Portugal voltam a se encontrar nesta terça-feira (13), às 19h30, no mesmo local, em um amistoso que ainda faz parte da preparação da equipe nacional para o Pan.

Gols do Brasil: Jéssica Quintino (6), Bruna (5), Samira (5), Ana Paula (4), Duda (3), Deonise (3), Amanda (2), Larissa Araujo (2), Mayara (2), Mariana Costa (2) e Regiane (2). Gols de Portugal: Mariana (8), Soraia (4), Sandra (3), Erica (3), Claudia (3), Maria (3), Cristiana (1), Patricia (1) e Adriana (1).

Programação de jogos Torneio Quatro Nações e amistoso

09/06
Portugal 26 x 14 República Dominicana
Brasil 40 x 13 Chile

10/06
Portugal 31 x 26 Chile
Brasil 36 x 9 República Dominicana

11/06
Brasil 35 x 29 Portugal (Esporte Espetacular)
14h30 – Chile x República Dominicana

Chegou a hora da Seleção Feminina de Handebol entrar em ação para a disputa do III Torneio Quatro Nações. A equipe reencontra o público nacional na estreia desta sexta-feira (9) contra o Chile, às 21h, no ginásio Adib Moyses Dib, em São Bernardo do Campo (SP).

Antes disso, às 19h, Portugal e República Dominicana abrem a competição. Para o Brasil e as equipes da América, o torneio serve como preparação para o Pan-Americano, que tem início no dia 18, em Buenos Aires, Argentina, e vale vaga para o Mundial da Alemanha, em dezembro.

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Dayane Rocha, ponta direita (Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

Pela primeira vez sob o comando do técnico interino Sérgio Graciano, o grupo de 21 atletas deu início hoje aos treinamentos e está empolgado com o início do trabalho deste ciclo que já começa com compromissos importantes. A goleira e capitã Bárbara Arenhart, a Babi, viu como positiva a entrada de atletas jovens e também algumas mudanças no sistema de treinamento e de jogo, propostos pela nova comissão.

“Acho que tivemos um bom começo. Apesar de contarmos com atletas que já faziam parte da equipe, temos várias novas, então, ainda estamos nos conhecendo”, lembrou. “O Graciano está fazendo um estilo diferente de integração entre nós. Estamos treinando de uma maneira mais objetiva e focada no torneio. Acredito que estejamos em um nível bom, até melhor do que muitos esperam e que vamos fazer um bom trabalho. Creio que essa filosofia que o Graciano e a comissão estão trazendo seja muito positiva para o momento que o handebol brasileiro está vivendo, até mesmo, pensando já no ciclo de 2020”, opinou Babi.

No sábado (10), as anfitriãs enfrentam as dominicanas às 18h. E o último confronto será diante das portuguesas no dia 11, às 9h30. Na sexta-feira e no sábado os jogos do Brasil serão transmitidos pelo canal SporTV 2 e no domingo dentro do programa Esporte Espetacular da TV Globo.

Programação de jogos Torneio Quatro Nações e amistoso

09/06
19h – Portugal x República Dominicana (SporTV)
21h – Brasil x Chile (SporTV)

10/06
15h30 – Portugal x Chile
18h – Brasil x República Dominicana (SporTV)

11/06
9h30 – Brasil x Portugal (Esporte Espetacular)
14h30 – Chile x República Dominicana

13/06
19h30 – Brasil x Portugal – AMISTOSO INTERNACIONAL

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A partir desta quarta-feira (7), a Seleção Brasileira Feminina Adulta de Handebol inicia uma nova fase. Sob o comando do técnico interino Sérgio Graciano, 21 convocadas começam os treinamentos em São Bernardo do Campo (SP), de olho nos compromissos deste ano, que são bem importantes.

Já neste mês, a partir do dia 18, a equipe disputa do Pan-Americano na Argentina, que vale vaga para o Mundial de dezembro, na Alemanha. Mas antes de embarcar para solo portenho, compete no III Torneio Quatro Nações de sexta-feira (9) a domingo (11), no Ginásio Poliesportivo Adib Moyses Dib, na cidade do ABC paulista.

A primeira convocação do treinador inclui atletas experientes, que já vinham fazendo parte das convocações nos últimos campeonatos, e algumas que terão chance de mostrar serviço para se manter na equipe. É importante lembrar que apenas 16 das 21 convocadas seguirão para a disputa do Pan. “Nessa convocação inicial, temos experiência, com meninas que foram campeãs mundiais, renovação e, principalmente, valorização do trabalho interno das equipes do Brasil. Fazia tempo que não tínhamos na Seleção tantas atletas que jogam no País”, destacou Graciano.

Com a diversidade de jogadoras, o treinador pretende implementar um planejamento diferente para chegar ao grupo que segue para a competição continental. “Vamos dividir as atletas em três grupos, um com as mais experientes e outros dois mais mesclados. Pretendo usar esse formato tanto nos treinos quanto no Quatro Nações. Acredito que, dessa forma, vou conseguir observar melhor cada jogadora.”

Além da tarefa de selecionar as que vão permanecer, Graciano também pretende aplicar algumas mudanças táticas com relação ao que vinha sendo feito. “Vamos implementar novidades no sistema defensivo e no contra-ataque também. E, além da parte tática, tanto eu quanto a próxima comissão técnica queremos reforçar a coletividade. Mostrar para elas que todas são importantes e devem se sentir assim, mas que o grupo é o principal e deve estar acima da individualidade. Quero que acreditem no trabalho e tenham prazer em ser uma peça fundamental para ajudar o coletivo.”

Uma das atletas convocadas é a jovem Bruna de Paula, que apesar da pouca idade, tem tido excelentes atuações pelo clube francês Fleury Loiret, tendo sido inclusive indicada como a melhor atleta estrangeira da Liga Francesa. Bruna acredita na força do grupo, mesmo com as mudanças por conta da saída de veteranas como a ex-capitã Dara e Daniela Piedade.

“Tenho uma expectativa muito boa, espero que possamos fazer uma ótima fase, assim vamos estar preparadas para o Pan, mesmo estando um tempo sem treinarmos juntas. Mas temos um bom grupo e podemos nos sobressair. Já trabalhei com o Daniel ‘Cubano’ (assistente técnico) e me identifico muito bem com o trabalho dele. Com Graciano e Cristiano ainda não trabalhei.”

No III Torneio Quatro Nações, as brasileiras vão enfrentar Chile, Portugal e República Dominicana. Será o primeiro compromisso da equipe neste ano. As partidas de sexta e sábado terão transmissão dos canais SporTV e, no domingo, o jogo entre Brasil e Portugal será exibido dentro do programa Esporte Espetacular, da TV Globo. No dia 13, a Seleção volta a jogar com Portugal em um amistoso.

Ingressos – O III Torneio Quatro Nações Feminino terá como palco o Ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib, e os ingressos serão fornecidos em troca de um quilo de alimento não perecível. Para retirar as entradas, os torcedores devem comparecer no ginásio nos dias 7, 8 e 9, das 10h às 17h. Nos dias 10 e 11, vai depender se ainda houver ingressos disponíveis.

A estreia brasileira será no dia 9, às 21h, contra as chilenas. No dia seguinte, as anfitriãs enfrentam as dominicanas, às 18h. E o último confronto será diante das portuguesas no dia 11, às 9h30.

Troca de ingressos – III Torneio Quatro Nações

Valor: Um quilo de alimento não perecível
Data de troca: 7, 8 e 9 de junho
Horário: das 10h às 17h
Local: Ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib
*Av. Kennedy, 1155 – Parque Anchieta, São Bernardo do Campo – SP

Programação de jogos – III Torneio Quatro Nações e amistoso

Sexta-feira (9)
19h – Portugal x República Dominicana (SporTV)
21h – Brasil x Chile (SporTV)

Sábado (10)
15h30 – Portugal x Chile
18h – Brasil x República Dominicana (SporTV)

Domingo (11)
9h30 – Brasil x Portugal (Esporte Espetacular)
14h30 – Chile x República Dominicana

Terça-feira (13)
19h30 – Brasil x Portugal – AMISTOSO INTERNACIONAL

Seleção Brasileira Feminina

Goleiras – Bárbara Arenhart (Vaci NKSE-Hungria), Gabriela Moreschi (Larvik-Noruega) e Jéssica Silva de Oliveira (São Bernardo-SP).

Armadoras – Amanda de Souza Caetano (Abluhand/FURB-SC), Bruna de Paula (Fleury Loiret Handball-França), Deonise Fachinello (HC Odense-Dinamarca), Eduarda Amorim (Gyor Audi ETO-Hungria), Mariane Cristina Oliveira Fernandes (São Bernardo-SP) e Patrícia Batista da Silva (Kastamonu Genclik SK-Turquia).

Centrais – Ana Paula Rodrigues Belo (Rostov-Rússia), Danielle Cristina Joia (EC Pinheiros-SP) e Mayara Fier de Moura (EC Pinheiros-SP).

Pontas – Dayane Pires da Rocha (São Bernardo-SP), Jéssica Quintino (HC Odense-Dinamarca), Larissa Fais Munhoz Araujo (Erd Noi Késilabda-Hungria), Larissa Inae da Silva (CS Magura Cisnadie), Mariana Costa (Nykobing HandboldKub-Dinamarca) e Samira Rocha (Kisvarda Master Good SE-Macedônia).

Pivôs – Regiane dos Santos Silva (São Bernardo-SP), Tamires Anselmo Costa (EC Pinheiros-SP) e Tamires Morena de Araújo (CDB Cercle Dijon Bourgogne-França).

Comissão técnica

Técnico: Sérgio Luiz Graciano
Assistente técnico: Daniel Suarez (Cubano)
Assistente técnico : Cristiano Rocha
Médica: Pauline Bittencourt
Fisioterapeuta: Marina Calister
Nutricionista: Júlia do Valle Bargieri
Massoterapeuta: Aparecida Rocha
Supervisor: Álvaro Herdeiro

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Responsável pela armação das jogadas da Seleção Feminina de Handebol, habilidosa e destemida, a central Ana Paula tem tido bons motivos para comemorar. Destaque com a camisa verde e amarela nas últimas competições internacionais, e eleita a melhor atleta de 2016 no Prêmio Brasil Olímpico, a maranhense tem brilhado também em terras frias.

Desde o ano passado no Rostov, da Rússia, ela fechou a temporada com três títulos, e agora se prepara para defender o Brasil mais uma vez no III Torneio Quatro Nações, em São Bernardo do Campo (SP), nos dias 9, 10 e 11, e no Pan-Americano da Argentina, logo na sequência.

Já na temporada passada, Ana Paula havia sido campeã da Champions League, o principal campeonato de clubes da Europa, com o Bucareste, da Romênia. Depois de se transferir para o time russo, seguiu com os bons resultados, apesar de ter que se recuperar de lesões. Mas, nada que uma guerreira nas quadras não possa superar. Foi campeã da EHF Cup, da Copa Russa e da Liga Russa. “Acho que foi uma boa temporada no geral em relação a títulos, caímos na fase de grupos da Champions League, mas depois acho que o time começou a jogar, se entrosar melhor, jogar mais junto. Com isso, os resultados foram aparecendo e melhorando a cada jogo”, resumiu.

Acostumada a viver em diferentes países desde que deixou o Brasil, Ana Paula já jogou em equipes da Espanha, Áustria, Romênia e agora da Rússia, onde, apesar de ter uma cultura bem diferente, ela afirma que se adaptou bem.

“Levo uma vida normal lá, com a rotina de sempre. Não mudou muito. Confesso que antes de ir tive um pouco de medo, me preparei para o pior, mas não é ruim lá. É treino, jogo e quando tenho folga um shopping de vez em quando”, contou a central que tem contrato até a próxima temporada. “Com minhas companheiras de clube também foi bem tranquilo. São queridas, prestativas e sempre tentam ajudar no que precisamos, tanto dentro quanto fora de quadra.”

Já de férias em São Luís, onde vive toda a família, Ana Paula está ansiosa pelo contato com o público brasileiro novamente no Quatro Nações. “Jogar no Brasil é sempre prazeroso, ter nossa torcida pertinho, transmitindo energia e muito carinho é sempre um algo a mais para nos motivar. Além disso tem minha família que pode acompanhar de perto o que eles só veem pela televisão ou pela internet. É muito importante esse contato.”

Logo depois do torneio que será jogado em São Bernardo do Campo (SP) com as Seleções do Chile, Portugal e República Dominicana, as brasileiras partem para a Argentina, onde buscam mais um título do Pan-Americano, de 18 a 25 de junho. Essa será uma etapa importante para a equipe que está em fase de renovação e será comandada pelo técnico interino Sérgio Graciano.

“Primeiramente quero estar entre as 16 que vão representar o Brasil no Pan-Americano na Argentina”, disse Ana Paula, lembrando que das 21 convocadas para a fase no Brasil, apenas 16 seguem para o Pan. “É uma importante competição, classificatória para o Mundial, e será uma nova fase para nós, pois estamos em processo de renovação. Mas, isso não nos tira a responsabilidade de estar sempre à frente nas Américas. Teremos muito trabalho a fazer, novo técnico, novas atletas, mas o espírito tem que ser o mesmo, de união, determinação, garra e muita dedicação. Espero que nesse início dessa nova fase consigamos desempenhar o nosso melhor handebol e trazer mais essa conquista para o Brasil.”

Ingressos – O III Torneio Quatro Nações Feminino terá como palco o Ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib, e os ingressos serão fornecidos em troca de um quilo de alimento não perecível. Para retirar as entradas, os torcedores devem comparecer ao próprio ginásio, nos dias 7, 8 e 9, das 10h às 17h. Nos dias 10 e 11, vai depender se ainda houverem ingressos disponíveis.

A estreia brasileira será no dia 9, às 21h, contra as chilenas. No dia seguinte, as anfitriãs enfrentam as dominicanas às 18h. E o último confronto será diante das portuguesas no dia 11, às 9h30.

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Sérgio e Clodoaldo terão jogo de despedida no Quatro Nações (Arquivo Pessoal)

O III Torneio Quatro Nações de Handebol, que será disputado na próxima semana em São Bernardo (SP), vai ficar marcado para sempre na memória de uma dupla brasileira de arbitragem: Clodoaldo Damaceno Paz (44 anos) e Sérgio Ricardo de Souza (42) farão seu jogo de despedida no confronto Brasil x República Dominicana, no sábado (10), às 18h.

São 15 anos de parceria. A dupla apita desde 2002 e, de lá para cá, foram cerca de 700 jogos, mais de 100 internacionais. “São tantos que nem eu sei ao certo”, brinca Clodoaldo. Os dois não estarão mais em quadra para eventos nacionais e também fora do Brasil. No entanto, continuarão trabalhando em seu estado, Santa Catarina.

Clodoaldo e Sérgio se conheceram por conta do handebol, na época em que entraram para o quadro de arbitragem da Federação Catarinense, em 1992 e 1996, respectivamente. O esporte os uniu e formou a amizade que é suporte para a vida como árbitros.

“O que mais marcou nossa dupla foi a amizade. Nossas famílias se conhecem e, apesar de morarmos a 200 quilômetros de distância, um frequenta a casa do outro. Conversamos quase diariamente e isso ajuda muito no trabalho porque te dá certa liberdade de falar coisas que, talvez, com alguém distante você não falaria. As conversas são abertas, sem medo de criticar, discordar, incentivar. Isso facilita muito porque não é só conhecer regras… tem que ter sintonia”, comentou Clodoaldo.

Uma das coisas que o handebol proporcionou para a dupla foi conhecer o Mundo. Já rodaram por toda a América e também por Egito, Macedônia, Espanha, entre outros países. E, claro, eles têm muita história para contar.

“Uma vez, estávamos em uma competição na Coreia e nosso uniforme de passeio era rosa. Estávamos em um grupo grande. Eram vários árbitros andando pela rua, vestindo rosa (risos). Tudo isso vai ficar guardado como lembrança. O handebol nos permitiu conhecer línguas e culturas diferentes. É engrandecedor.”

O que mais marcou?

Quando perguntado sobre a primeira lembrança que vem à memória, Sérgio, sem pensar muito, cita três partidas. “A primeira que me vem à cabeça é disputa de bronze nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, Cuba x Uruguai masculino. Estávamos começando nossa carreira internacional, fomos como dupla reserva, mas acabamos apitando seis jogos por termos sido bem avaliados a cada rodada”, contou.

As outras duas são mais recentes. “Lembro, também, da final do Pan-Americano Masculino Júnior de Brasília (2011). Era Brasil x Argentina, mas a dupla uruguaia que apitaria se lesionou. Então, fomos indicados e o técnico argentino aceitou. E teve o jogo por bronze entre República Tcheca e Sérvia na primeira vez que o handebol foi disputado na Universíade, em 2015, na Coreia do Sul

Agora, os catarinenses vão trilhar novos caminhos. Em março, Clodoaldo foi nomeado diretor de arbitragem da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb). Sérgio seguiu a mesma linha e vai atuar como diretor de arbitragem da Federação Catarinense de Handebol. E a amizade, certamente, vai continuar.

Serviço

Programação – III Torneio Quatro Nações

Ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib
*Av. Kennedy, 1155 – Parque Anchieta, São Bernardo do Campo – SP

Sexta-feira (09/06)
19h – Portugal x República Dominicana (SporTV)
21h – Brasil x Chile (SporTV)

Sábado (10/06)
15h30 – Portugal x Chile
18h – Brasil x República Dominicana (SporTV)

Domingo (11/06)
9h30 – Brasil x Portugal (TV Globo/Esporte Espetacular)
14h30 – Chile x República Dominicana

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A torcida presente no Ginásio Mangueirinho, em Belém (PA), recebeu com muita festa a Seleção Feminina de Handebol. As cerca de seis mil pessoas viram de perto as brasileiras em quadra, que empataram com a Eslováquia, neste sábado (3), por 21 a 21 (10 a 11 no primeiro tempo). Com o resultado, as donas da casa conquistaram o título do II Torneio Quatro Nações Feminino por ter melhor saldo de gols em relação as adversárias (61 a 41).

Disputa da terceira colocação: Após a final, Cuba e Uruguai entraram em quadra para definir a terceira colocação. A vantagem foi da Seleção Uruguaia, que superou as cubanas com tranquilidade por 44 a 16 (20 a 6 no primeiro tempo).

Resultados – Torneio Quatro Nações

Quinta-feira (1)
Uruguai 15 x 29 Eslováquia
Brasil 51 x 9 Cuba

Sexta-feira (2)
Eslováquia 38 x 11 Cuba
Brasil 30 x 11 Uruguai

Sábado (3)
Brasil 21 x 21 Eslováquia
Cuba 44 x 16 Uruguai