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André Soares, o Alemão, ponta esquerda (Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

A Seleção Masculina de Handebol foi convocada para a uma etapa de treinamento e a disputa do Torneio Quatro Nações. Os 22 atletas selecionados irão se apresentar no dia 23 de outubro e permanecem até o dia 30 em São Bernardo do Campo (SP) sob o comando do técnico Washington Nunes.

O único jogador do Handebol Taubaté, e um dos poucos que atuam no Brasil, convocado foi o ponta André Soares, o Alemão, um dos mais experientes do elenco.

A etapa será uma espécie de recomeço para os próximos objetivos do Brasil. Como disputou o Mundial em janeiro, na França, pouco tempo depois dos Jogos Olímpicos do Rio, a equipe pode agora focar totalmente nos compromissos do novo ciclo, a começar pelos Jogos Pan-Americanos de 2019, principal meta da Seleção, já que o campeonato é classificatório para Tóquio 2020.

Por isso, o treinador resolveu testar novamente alguns atletas que haviam ficado de fora das fases anteriores por diferentes razões, como os goleiros Ferrugem e João Victor, o armador Gustavo Rodrigues, o central Acácio, e os pontas Alemão, Felipe Borges, Arthur Peão e Rudolph.

“Nossa ideia é poder olhar todo mundo em nível de treinamento e competição com esse torneio. É importante também observarmos os confrontos com nossos adversários sul-americanos e pan-americanos. Sabemos que Chile e a Argentina estão em uma crescente no trabalho que têm feito. Temos que estar atentos porque queremos conquistar a vaga para as Olimpíadas de Tóquio. Por isso, os Jogos Pan-Americanos, que iremos disputar em 2019, passam a ser o marco mais importante de todo este ciclo”, contou Washington.

Ele explica a convocação com uma formação um pouco diferente das anteriores, apesar de manter a mesma base. “Com relação ao grupo de jogadores, temos, no gol, por exemplo, o Ferrugem (Leonardo Tercariol), que fez uma temporada muito boa e merecia voltar para darmos uma olhada nele, e o João, que foi muito bem no ano passado e que queremos resgatá-lo para ver se ele mantém esse nível agora que está jogando fora do País. A ponta esquerda foi o posto que mais convocamos, com quatro jogadores, sendo que o retorno do Borges é interessante para sabermos como ele está. O Alemão também ficou fora do Mundial por uma lesão nas costas e retorna. O Cleryston teve uma participação boa no Mundial, e o Peão fez um bom Super Globe, tem feito uma temporada muito boa e merece estar aqui para ser observado.”

“Na lateral, com Thiagus, Ponciano e Haniel, mantivemos a formação que foi ao Mundial. O Thiagus havia se lesionado, então vamos observar como os três estão no trabalho geral. No centro, temos o retorno do Acácio, que participou da Seleção Adulta no Quatro Nações na Paraíba, foi para a Europa, mas teve um quadro de lesões que o manteve afastado da Seleção. Agora, ele está bem e voltou a fazer uma temporada boa. Na lateral direita, mantivemos o Oswaldo e o Zé e temos a entrada do Gustavo, que tinha feito um Mundial Júnior muito bom e depois mapeamos a evolução dele e merece voltar com a Seleção Adulta. Na ponta direita, mantivemos o Fábio e o Lucas e entrou o Rudolph, que terminou o ano com uma temporada ótima. Para encerrar os pivôs, o Tchê continua, e teremos também Rogério e Panda (Felipe Santaela), que esperamos que possam dar um salto de qualidade porque são jogadores interessantíssimos e com porte físico muito avantajado, que podem nos ajudar muito em longo prazo”, completou o técnico.

Washington lembra que esse recomeço é muito importante para os planos da equipe. “A expectativa é de um bom trabalho e bom início de preparação, visando, evidentemente, aos Jogos Pan-Americanos, em busca da vaga olímpica”, encerrou.

Seleção Masculina de Handebol

Goleiros – César Almeida (BM Granollers-Espanha), João Victor Perez Feliciano (1955 Batman Belediyespor-Turquia) e Leonardo Terçariol (JS Cherbourg Manche HB-França).

Armadores – Gustavo Rodrigues (US Créteil Handball-França), Haniel Langaro (Dunkerque Handball Grand Littoral-França), José Guilherme de Toledo (Wisla Plock-Polônia), Oswaldo Maestro Guimarães (Helvetia Anaitasuna-Espanha), Thiago Ponciano (BM Ciudad Encantada-Espanha) e Thiagus Petrus Gonçalves dos Santos (Pick Szeged-Hungria).

Centrais – Acácio Marques Moreira Filho (BM Ademar León-Espanha), Henrique Teixeira (BM Bada Huesca-Espanha) e João Pedro Silva (Sport Lisboa e Benfica-Portugal).

Pontas – André Martins Soares (Taubaté/FAB/Unitau-SP), Arthur Flosi Alexandre Peão (BM Puerto Sagunto-Espanha), Cleryston Novais (Aziziye Belediyese Termalspor-Turquia), Fábio Chiuffa (BM Logroño-Espanha), Felipe Borges (Sporting Clube de Portugal), Lucas Cândido (BM Guadalajara-Espanha) e Rudolph Hackbarth (EC Pinheiros-SP).

Pivôs – Alexandro Pozzer (Dunkerque Handball Grand Littoral-França), Felipe Santaela (FC Porto-Portugal) e Rogério Moraes (HC Vardar-Macedônia).

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Foi difícil dormir depois de tanta emoção e, mesmo um dia depois, a ficha ainda não caiu. Rogério Moraes, pivô da Seleção Brasileira de Handebol, conquistou nesse domingo (4) um dos maiores feitos para um atleta da modalidade, ser campeão da Champions League, e até agora não consegue acreditar nos momentos que viveu em Colônia, na Alemanha.

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Vestindo a camisa do Vardar, da Macedônia, o atleta contribuiu na vitória de sua equipe sobre, nada menos, que o Paris Saint German (FRA), e ele fez questão de balançar a bandeira brasileira no pódio.

“Ontem foi um dia incrível, inesquecível na minha vida como atleta. Não me sinto ainda um campeão da Europa, a ficha não caiu”, disse o pivô ainda muito emocionando. “Espero nunca acordar desse sonho.”

O Vardar chegou ao final 4 do campeonato para brigar com verdadeiros gigantes. No sábado (3), na semifinal, derrotou o octacampeão Barcelona (ESP) por um gol (26 a 25) e carimbou o passaporte para a decisão. No entanto, na grande final teria que passar por um time de estrelas. O Paris Saint German tem no elenco vários integrantes da Seleção Francesa, atual campeã mundial, como os irmãos Nikola e Luka Karabatic, o goleiro Thierry Omeyer e Daniel Narcise, além de outros destaques.

Porém, o que parecia impossível, foi tomando forma ao longo dos 60 minutos e nos segundos finais, com o placar empatado, o time macedônio surpreendeu o paredão Thierry Omeyer, colocou mais uma bola no gol e comemorou o título inédito.

Rogério conta que a união e o fato de o time acreditar que era possível, apesar de ser a primeira vez que chegava a um final 4, foi fundamental. “Foi um jogo duríssimo contra o PSG, equipe que tem as estrelas do handebol mundial. Nós estávamos cientes da dificuldade da partida, mas sabíamos que se fizéssemos um jogo perfeito, sem muito erros, principalmente defensivamente, poderíamos sair com a vitória. E foi o que aconteceu ontem. Nós estamos muito felizes por essa grande conquista. Entramos para a história do clube e da Macedônia”, destacou.

O feito foi alcançado pela primeira vez por um atleta de nacionalidade brasileira no handebol masculino e dessa forma, marca também a história do handebol nacional.

Neste ano, a armadora Eduarda Amorim já levantou o troféu na versão feminina do maior campeonato de clubes da Europa – Duda foi tricampeã da Champions com o Gyor (HUN), em maio. Além disso, outras jogadoras já subiram ao lugar mais alto do pódio no feminino, mas para o masculino é um título inédito.

No ano passado, Rogério já havia chegado ao final 4 quando ainda defendia a camisa do Kiel, da Alemanha. No entanto, a equipe terminou em quarto. Desta vez, mais maduro e experiente, o pivô nascido em Abaetuba, no Pará, conseguiu ajudar o Vardar na conquista do troféu, fazendo história.

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(S. Pillaud/France Handball 2017)

Depois das definições das quartas de final, bem como o fim dos confrontos da President’s Cup, o torneio que define o posicionamento das seleções que não avançaram para as oitavas de final no Mundial de Handebol, o Brasil encerrou sua participação no torneio com a 15ª posição.

A Seleção Brasileira foi eliminada nas oitavas de final, no último domingo, quando foi derrotada pela Espanha por 28 a 27. A campanha no Mundial da França teve seis jogos disputados, sendo duas vitórias e quatro derrotas. Foram marcados 148 gols, e sofridos 174.

Em toda a história, o Brasil nunca conseguiu avançar além das oitavas.

Nas últimas três edições do Mundial, o Brasil foi eliminado nas oitavas de final, e sempre perdendo por um gol de diferença. Em 2013, na Espanha, o Brasil foi eliminado pela Rússia perdendo por 27 a 26, terminando o campeonato na 13ª posição, a melhor da história.Em 2015, quando o torneio foi sediado pelo Qatar, a derrota foi para a Croácia, por 26 a 25. Nesta edição, o Brasil encerrou na 16ª posição geral.

Semifinais definidas
Ontem, 24/01, aconteceram as quartas de final do Mundial. A Noruega venceu a Hungria por 31 a 28.

A França, dona da casa e favorita, bateu a Suécia por 33 a 30.

A Espanha, que eliminou o Brasil, acabou derrotada pela Croácia por 30 a 29, numa partida de final emocionante, decidida apenas nos segundos finais.

E a Eslovênia eliminou a forte seleção do Qatar, por 32 a 30 e avançou. As semifinais ficaram definidas assim:

Quinta-feira, 26/01, às 17h45 (hora de Brasília)
França x Eslovênia

Sexta-feira, 27/01, às 17h45
Croácia x Noruega

As partidas serão transmitidas pelo SporTV 2 e pela ESPN.

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O Brasil se despediu do Mundial Masculino de Handebol da França, neste sábado (21). Porém, mesmo com o resultado adverso diante da experiente Espanha, a equipe deixou a quadra de Montpellier, mais uma vez de cabeça erguida.

Chegou às oitavas de final pela terceira vez consecutiva e, nas três ocasiões, foi superada por apenas um gol para adversários tradicionais da modalidade, mostrando novamente a clara evolução. O placar de 28 a 27 (16 a 18 no primeiro tempo) em favor dos espanhóis não refletiu a totalidade da partida em si. Basicamente, o Brasil jogou melhor na primeira etapa, mas no segundo tempo foi muito mal, e conseguiu manter a partida equilibrada graças às atuações dos goleiros César Bom Bom, e Maik, que entrou para pegar dois tiros de 7 metros.

Com uma defesa sólida e muita calma no ataque, os brasileiros fizeram um excelente primeiro tempo, tanto é que terminaram com a vantagem de dois gols. Os adversários, como era o esperado, conheciam bem o time brasileiro e buscaram todo o tempo neutralizar o ataque pelo meio, que funcionou em outros jogos. Mesmo assim, a Seleção Nacional encontrou espaço, muitas vezes onde não havia, e se manteve na liderança. Além disso, César ‘Bombom’ que assumiu o gol desde o início teve uma atuação impecável ao defender 14 bolas. Maik Santos, que entrou nas cobranças de sete metros, também parou a bola adversária em dois chutes.

O segundo tempo manteve o mesmo padrão de qualidade com a disputa gol a gol. As duas equipes se alternaram na liderança diversas vezes. Porém, quase no final, quando faltavam cinco minutos para o término da partida, a Espanha conseguiu passar. Uma exclusão de José Guilherme já no finalzinho complicou mais as coisas para o Brasil, precisando buscar a reversão do placar novamente. Os adversários conseguiram se aproveitar da vantagem numérica e do marcador e mantiveram a liderança até o fim.

Foi uma derrota muito sofrida para o Brasil, por ter plena consciência da qualidade da partida que fez hoje e por saber que poderia avançar pela primeira vez às quartas de final, porém, a própria equipe lembra que tem um caminho brilhante a percorrer pela frente. “Esta é a terceira vez consecutiva que chegamos às oitavas de final e essa foi diferente porque depois do fim de um ciclo olímpico o desgaste é muito grande. Mas, mostramos que somos capazes. Ficamos com o lado bom, que não abaixamos a cabeça em nenhum momento contra a forte Seleção da Espanha. Um gol de diferença não é nada. Somos a equipe mais jovem da competição. Espero que essa sementinha esteja sendo plantada e que eu, como um dos mais experientes, com 28 anos só, possa continuar trabalhando e na próxima seguir para as quartas. Esse é o nosso desejo e de todos os apaixonados por handebol no Brasil”, analisou o goleiro Bombom.

O técnico Washington Nunes lembrou de alguns problemas na composição da equipe durante o Mundial, com a saída do armador e capitão Thiagus Petrus, peça fundamental na defesa e no comando da equipe dentro de quadra, mas exaltou a volta por cima dada pelo grupo, principalmente com o jogo de hoje. “A saída do Thiagus atrapalhou o processo. Tivemos que nos recompor. Na partida contra a Noruega foi bem difícil sem ele, com a Rússia melhoramos. Hoje encaixou, jogamos bem”, pontuou.

Ele comenta sobre o fato de ter enfrentado justamente a Seleção comandada pelo amigo e ex-treinador do Brasil, Jordi Ribera. “Acho que todos os sentimentos foram muito legais. O Jordi deve estar feliz porque ganhou e porque jogamos muito bem. Estamos felizes porque conseguimos jogar bem e mostrar que somos capazes. A nossa evolução está marcada. Esse é um processo. Temos um caminho longo pela frente, mas novamente perdemos nas oitavas de final. Mesmo assim, estamos orgulhosos do que fizemos”, afirmou Washington.

Mesmo triste pelo resultado, o central Henrique Teixeira, também destaca o caminho que o Brasil tem trilhado no handebol masculino. “Jogamos no limite. Sabíamos que só íamos tirar alguma coisa do jogo se jogássemos no limite. É a terceira vez que o Brasil sai nas oitavas pela diferença de um gol. Mas, acredito que só vai pras quartas quem joga as oitavas, então, acreditamos que uma hora vai dar. O jogo foi bom. Nossa equipe está de parabéns. É uma Seleção jovem e tenho certeza que vamos colher muitos frutos ainda.”

Classificado em primeiro lugar do grupo B, o técnico da Espanha Jordi Ribera, já estava preparado para enfrentar a equipe do Brasil, a qual estava à frente em duas ocasiões, de 2006 a 2008 e de 2012 a meados de 2016. “Os sentimentos são muitos. Os atletas que estão aqui trabalharam comigo desde os acampamentos. Estou feliz pela vitória, mas também compartilho a derrota deles. O Brasil fez um grande jogo hoje. Qualquer um dos dois poderia ter vencido. Os atletas, pela idade que têm, se comportaram de forma impressionante. Souberam encontrar em cada momento opções perfeitas de gol. Somente no segundo tempo, quando nosso goleiro parou algumas bolas, tivemos opções mais de contra-ataque e pudemos ganhar”, disse.

Jordi parabeniza o trabalho de toda a equipe e confessa que ficou muito triste pela eliminação dos brasileiros do campeonato. “Eu estive do lado do Brasil duas vezes nas oitavas de final, perdendo de um. Talvez hoje, seja afortunado por estar do outro lado, no entanto, estou triste, uma parte de mim foi eliminada. Mas, isso é do esporte. Já disse depois dos Jogos Olímpicos que o Brasil tem um futuro maravilhoso com esses atletas. Tivemos que preparar muito bem o jogo para enfrentá-lo. Eles têm um bom líder e alguns jogadores têm um caminho para melhorar. Espero que no próximo possam dar um passo à frente”, encerrou.

Gols do Brasil – João Pedro (7), Chiuffa (5), Haniel (5), Tchê (4), José Guilherme (3), Cleryston (2) e Bombom (1). Gols da Espanha – Dujshebaev (5), Canellas (5), Ribera (4), Aguinagalde (4), Balaguer (4), Fernandez (3), Sarmiento (2) e Entrerrios (1).

Jogos do Grupo A

Quarta-feira (11)
França 31 x 16 Brasil

Quinta-feira (12)
Rússia 39 x 29 Japão
Polônia 20 x 22 Noruega

Sexta-feira (13)
Japão 19 x 31 França

Sábado (14)
Brasil 28 x 24 Polônia
Noruega 28 x 24 Rússia

Domingo (15)
França 31 x 28 Noruega
Brasil 27 x 24 Japão

Segunda-feira (16)
Polônia 20 x 24 Rússia

Terça-feira (17)
Noruega 39 x 26 Brasil
Polônia 26 x 25 Japão
Rússia 24 x 35 França

Quinta-feira (19)
Rússia 28 x 24 Brasil
França 26 x 25 Polônia
Japão 23 x 38 Noruega

Oitavas de final

Sábado (21)
Noruega 34 x 24 Macedônia
França 31 x 25 Islândia
Rússia 26 x 32 Eslovênia
Brasil 27 x 28 Espanha

Domingo (22)
13h – Bielorussia x Suécia
13h – Hungria x Dinamarca
15h – Alemanha x Qatar
17h45 – Croácia x Egito

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A partir deste sábado (21), terá início a fase eliminatória do Campeonato Mundial Masculino de Handebol, na França. Nas oitavas de final, o Brasil terá a dura missão de enfrentar a Espanha, um adversário bastante conhecido, treinado pelo ex-técnico da Seleção Brasileira, Jordi Ribera, e que já jogou com a equipe nacional diversas vezes, principalmente em torneios amistosos.

O confronto que define o futuro do Brasil na competição está marcado para às 17h45 (horário de Brasília) e terá transmissão dos canais SporTV 3 e ESPN (ou ESPN+, a emissora ainda não confirmou em qual dos dois canais vai exibir a partida).

Nas duas edições anteriores do Mundial, os brasileiros foram eliminados nas oitavas de final. Desta vez, o objetivo, desde o início da competição, é ultrapassar essa barreira. Para isso, o grupo terá de trabalhar duro para passar pelos ‘hispanos’, campeões no Mundial de 2013, em casa.

Para o armador Haniel Lângaro, principal arma brasileira nos chutes de fora da área, a concentração é um aspecto que é importante ressaltar. “O Jordi conhece bastante nosso time. Vai ser um adversário muito duro. Temos que ter total atenção. O Jordi sabe todos os nossos pontos fracos e fortes, então, com certeza, ele vai procurar neutralizar o que temos de melhor. Temos que nos preparar para fazer um bom jogo contra a Espanha, nos concentrarmos e acertarmos os detalhes”, disse o atleta que joga no clube espanhol Narurhouse La Rioja.

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Morten Soubak

O técnico dinamarquês radicado no Brasil, Morten Soubak, que dirigiu a Seleção Brasileira Feminina de Handebol entre 2008 e 2016 publicou hoje em sua página pessoal no Facebook um video de despedida.

O treinador não teve seu contrato renovado com a CBHb após as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016, e já se desligou dos trabalhos junto à entidade. Morten era, além de técnico da seleção adulta, coordenador das categorias de base do handebol feminino do país.

No video, de pouco mais de dois minutos, Morten agradece o apoio de torcedores, e a cumplicidade e dedicação das dezenas de jogadoras que passaram por seu comando nesses 8 anos comandando o Brasil. Além de conquistas continentais, o principal marco da passagem do dinamarquês pela Seleção foi a conquista do Mundial de 2013, na Sérvia.

CLIQUE AQUI E ASSISTA AO VIDEO

A CBHb ainda não anunciou quem será o substituto de Morten. Há apenas indícios de que será novamente um treinador estrangeiro.

Ao que tudo indica, Morten Sooubak deve assumir o cargo de técnico e coordenador das seleções do handebol feminino de Angola.

 

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Brasil terá missão difícil nas oitavas (S. Pillaud/France Handball 2017)

Nesta quinta feira, com o fim da primeira fase para os grupos A e B do Mundial Masculino de Handebol , que está sendo disputado na França, o Brasil conheceu seu adversário nas oitavas de final da competição.

Será nada menos que a poderosa Espanha, hoje comandada pelo competente técnico Jordi Ribera, que até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro era o treinador do Brasil. Será a primeira vez que a Seleção Brasileira enfrentará seu ex-comandante.

O confronto está marcado para o próximo sábado, 21/01, às 17h45 (horário de Brasília) na cidade de Montpellier. O jogo terá transmissão dos canais SporTV e ESPN.

Esta é a terceira vez consecutiva que o Brasil chega à fase de mata-mata em Mundiais. Na primeira etapa do torneio deste ano o time somou quatro pontos, com vitórias sobre Polônia e Japão. Nesta quinta-feira (19), no último jogo da fase de grupos, foi superado pela Rússia, por 28 a 24. Os oponentes venceram a Eslvênia (36 a 26) está noite no confronto que definia a liderança da chave.

Vale lembrar que o melhor resultado do Brasil em Mundiais foi em 2013, quando caiu nas oitavas de final, e acabou na 11ª posição geral. Uma vitória diante dos espanhóis seria um fato inédito e já garantiria a melhor participação brasileira em Mundiais.

Oitavas de final do Mundial – confrontos já definidos:
Sábado, 21/01
13h00 – Noruega x Macedônia
15h00 – França x Islândia
17h45 – Brasil x Espanha
17h45 – Rússia x Eslovênia

Dinamarca e Qatar já estão classificados e esperam as definições dos grupos C e D para a definição completa das oitavas de final. Os jogos acontecem nesta sexta feira, 20/01.