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Material fornecido pela Assessoria da CBHb

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Em entrevista exclusiva, o presidente da Federação Internacional de Handebol (IHF), Hassan Moustafa, destacou o trabalho que está sendo feito pelo handebol brasileiro. Os recentes resultados em campeonatos internacionais, incluindo as performances das Seleções Feminina e Masculina nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, chamaram atenção para o desenvolvimento da modalidade. Aliás, o maior evento do ciclo foi muito bem avaliado pelo dirigente, já que a modalidade foi a segunda em número de venda de ingressos, atrás somente do futebol.

Na entrevista, Moustafa fala também sobre as parcerias desenvolvidas pelo handebol nacional com outros países, as mudanças nas equipes e sobre o futuro do handebol de areia, um esporte dominado pelos brasileiros e que tem grandes chances de se tornar olímpico em breve. Para completar, o presidente demonstra uma grande expectativa com relação à participação do time masculino no Mundial da França, já no início do ano.

2016 foi um ano olímpico e de grandes mudanças para o handebol, inclusive com implantação de novas regras. Qual sua avaliação geral sobre este ano?
H.M. – 2016 foi um grande ano para o handebol com uma boa promoção para o nosso esporte. Não só pelo fato de que os campeonatos continentais foram muito bem sucedidos, mas nos campeonatos mundiais de categorias de base da IHF pudemos ver que cada vez mais equipes não europeias têm um futuro brilhante à frente.
Naturalmente, os Jogos Olímpicos foram o destaque de todos os eventos esportivos deste ano e me deixou orgulhoso de ver o handebol como o segundo esporte mais popular, atrás somente do futebol. Isso é um grande sucesso. Quanto às novas regras, que entraram em vigor antes do Rio 2016, elas foram bem recebidas e acho que os árbitros e as equipes se adaptaram muito bem.

O que mais chamou atenção nos Jogos Olímpicos do Rio? Qual sua avaliação? E como isso pode ter contribuído para o desenvolvimento do handebol no Brasil?
H.M. – As Olimpíadas de 2016 foram os primeiros jogos realizados na América do Sul e um bom trabalho foi feito. É difícil dizer o que mais atraiu a atenção, pois o povo brasileiro mostrou sua paixão pelo esporte – todos os esportes – e criou uma atmosfera excelente para espectadores e atletas. Os voluntários e os Comitês Organizadores foram muito dedicados e empenhados em resolver todos os problemas que ocorreram. Os torneios de handebol no Rio correram muito bem e mesmo que, infelizmente, as equipes anfitriãs foram eliminadas nas quartas-de-final, a Arena do Futuro estava cheia nas semifinais e finais. Todas as equipes mostraram grandes desempenhos e nós vimos muitos jogos de handebol atrativos. Os Torneios Olímpicos de Handebol também foram assistidos por muitas celebridades, como pelo Presidente do COI, Dr. Thomas Bach. É uma boa promoção para nosso esporte no Brasil e mostra que o handebol cresceu nos últimos anos.

O handebol teve a segunda maior venda de ingressos nos Jogos Olímpicos, ficando apenas atrás do futebol. Na sua opinião, qual é a razão para isso?
H.M. – O handebol é um esporte muito atraente para assistir e popular no Brasil. É rápido, dinâmico e poderoso – e cheio de paixão. Você não pode prever o resultado de uma partida de handebol até o final dela. Portanto, é um esporte atraente até o último segundo. Quem não gostaria de assistir? As equipes do Brasil são as melhores equipes da América do Sul e, claro, esta é uma boa promoção para o nosso esporte.

Como o senhor vê o desenvolvimento do handebol brasileiro nos últimos anos, já que o país tem o maior número de inscrições oficiais no calendário da IHF, tanto no handebol indoor quanto no de areia?
H.M. – O Campeonato Mundial Feminino de 2011, o Campeonato Mundial Júnior Masculino em 2015 e os Jogos Olímpicos de 2016, bem como o Campeonato Mundial de Handebol de Areia em 2006 e 2014 contribuíram para a promoção do handebol no Brasil, sem dúvida. A Confederação Brasileira, sob a liderança de nosso amigo Manoel Luiz Oliveira – se esforça muito para o desenvolvimento do esporte. Durante anos, o Brasil é participante regular em todos os eventos – em todas as faixas etárias. E nos últimos anos as Seleções sênior do Brasil passaram a ser consideradas não apenas na praia, mas também no handebol indoor. A equipe feminina é uma das melhores do Mundo, haja visto o título mundial em 2013, e como pudemos ver nos Jogos Olímpicos, a equipe masculina pode acompanhar as principais nações europeias. Isto é um bom sinal para o handebol brasileiro e podemos esperar ver muito mais – estou ansioso por isso.

Estamos começando um novo ciclo olímpico e a Seleção Brasileira já começou algumas mudanças, seja na renovação de atletas ou mesmo em comissões técnicas. O que o senhor pensa sobre isso? O senhor acha que as mudanças são importantes na busca por novos resultados?
H.M. – A Confederação e as equipes fazem um bom trabalho, mas para melhorar, mudanças são sempre necessárias. Elas trazem novas perspectivas e oportunidades e mesmo se não são tão bem sucedidas como esperado, você pode aprender com essa experiência e buscar melhores resultados.

Este ano tivemos a implantação do Centro de Desenvolvimento exclusivo do handebol, o primeiro no Brasil e nas Américas. Como a IHF avalia a importância deste espaço para o handebol continental?
H.M. – É um passo importante para o desenvolvimento do handebol no Brasil em particular e das Américas em geral. Nós incentivamos sempre projetos específicos para o handebol e um centro de treinamento é uma das muitas maneiras de melhorar ainda mais a modalidade.

Após a implementação do Centro, já foi realizado um intercâmbio da Seleção de Camarões. O País foi um dos finalistas na Copa da África e se qualificou para o Mundial de 2017. Isso significa que o Brasil também está contribuindo para o desenvolvimento de outros continentes. Qual é sua opinião?
H.M. – Estou satisfeito com essas trocas. É importante para nós, a família do handebol, apoiar uns aos outros e contribuir para o desenvolvimento, não só em nível nacional, mas em todo o Mundo.

O senhor tomou conhecimento recentemente sobre o prêmio Sou do Esporte, recebido pela Confederação Brasileira, que premia as entidades poéticas com melhores práticas de governança, algo sempre incentivado também pela IHF. Pode comentar a respeito?
H.M. – Gostaria de felicitar o nosso amigo Manoel Luiz Oliveira, Presidente da Confederação Brasileira de Handebol, pelos enormes esforços envidados para desenvolver o handebol no âmbito da boa governança. Os Estatutos da IHF prevêem que todas as partes interessadas da entidade devem preservar sua integridade e autonomia e cumprir os princípios de boa governança. Consequentemente, se um de nossos membros está recebendo um prêmio tão importante, eles servem como modelo para todo o resto.

Falando agora em handebol de areia. O Brasil é o país que tem mantido a hegemonia na modalidade há alguns anos e agora está buscando contribuir para o desenvolvimento também na América, com intercâmbio de equipes e profissionais. Quais são as suas expectativas para o handebol de areia nos próximos anos, ainda mais com a entrada nos Jogos Olímpicos da Juventude?
H.M. – Com a tradicional cultura da praia que está profundamente gravada em atletas brasileiros, o Brasil tem sido uma das equipes mais fortes desde o início do esporte. Mas nós temos outras equipes muito fortes como Croácia, Espanha, Hungria e Qatar. Desde que o handebol de areia foi incluído nos Jogos Olímpicos da Juventude, mais e mais federações estão entrando em contato conosco, querendo começar um planejamento para a modalidade. Com um interesse crescente, a IHF lançou o IHF Beach Handball Trophy Project, para o começo na região do Caribe, Oceania e Pan-América, mas esperamos que sua implementação aumente. No momento temos entre 110 e 120 federações que praticam ou praticaram handebol de areia. Esperamos que este número chegue a 150 em todos os continentes até os Jogos Olímpicos da Juventude.

O que falta para o handebol de areia ser olímpico?
H.M. – A fim de alcançar o nosso objetivo de fazer do handebol de areia um esporte olímpico, tomamos várias medidas. Primeiro, incluímos a modalidade nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018 em vez do handebol indoor. Como segunda etapa, organizamos um jogo de exibição em Lausanne, que contou com a presença do Presidente do COI, Dr. Bach, para mostrar o handebol de areia ao COI. Além disso, uma carta foi enviada ao Presidente do Comitê Olímpico Internacional, em que pedimos para incluir handebol de areia nas Olimpíadas. Nosso objetivo é que ele seja colocado no programa olímpico dos Jogos de 2024. Espero que seja, mas isso ainda está escrito nas estrelas.

Quais são os próximos passos para a IHF no desenvolvimento do handebol?
H.M. – Temos vários projetos que contribuem em grande parte para o desenvolvimento do handebol, especialmente nas nações emergentes da modalidade. Além dos cursos para treinadores e árbitros, que são regularmente organizados, a IHF envia, por exemplo, treinadores itinerantes por todo o Mundo e está trabalhando em projetos sob medida para federações. É claro que não devemos esquecer o ciclo de quatro anos e o nosso trabalho com o COI, já que a IHF participa do programa de Solidariedade Olímpica. A IHF quer conquistar especialmente a geração mais jovem, o que é feito, entre outros, através de cursos pela Handball@School, que se tornaram muito populares.

Em janeiro, na França, teremos o Campeonato Mundial Masculino. Qual é a sua expectativa sobre o Brasil, de acordo com o que o senhor viu recentemente?
H.M. – A equipe masculina do Brasil tornou-se a principal equipe da América e mostrou que pode acompanhar as nações europeias, considerando que eles venceram, por exemplo, a Alemanha, campeã europeia, e a Polônia, medalhista de bronze no Mundial do Qatar 2015, durante o Jogos Olímpicos no Rio. A equipe promete mostrar o ‘handebol fenomenal’ no Mundial da França em 2017.

Anúncios

Handball_Rio_2016,_mascotte_officielle.svgOs Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro deixaram um legado muito maior do que a estrutura física montada para a realização da competição, deixaram também um legado motivacional por todo o Brasil. O interesse por diferentes esportes cresceu enormemente e, entre eles, um dos grandes destaques foi o handebol. Durante os Jogos do Rio, a modalidade foi massivamente exibida por vários canais de TV abertos e fechados, além de ter tido uma cobertura de destaque em jornais e sites de notícias. Tudo isso impulsionou o interesse do público, seja pela busca de notícias, pelo reconhecimento de novos ídolos ou ainda pela própria procura para a prática.

Segundo o técnico da Seleção Júnior Feminina, Daniel Suarez, o Cubano, um exemplo claro disso foi o crescimento do número de inscrições para as aulas no Centro Olímpico, coordenadas por ele. A escola da capital paulista teve um aumento de cerca de 300% no número de alunos em um mês. “Desde o Mirim (10 anos) até os 15 anos, a procura foi muito grande após os Jogos Olímpicos. Uma turma em que antes tínhamos dez alunos, hoje temos 40. Lá, nós não fazemos distinção como os grandes clubes, que só admitem crianças com um talento já comprovado. Nosso intuito é justamente descobrir novos talentos, fomentar a prática do handebol, incentivar”, garantiu o treinador. “Nós fazemos a iniciação e depois competimos no Paulista para dar mais incentivo. No ano que vem, queremos participar do Brasileiro e mostrar o trabalho que temos feito”, planejou.

O Centro Olímpico (Av. Ibirapuera, 1351) conta com quatro categorias para meninas: Mirim, Infantil, Cadete e Juvenil. As aulas podem ser iniciadas durante todo o ano. Basta comparecer ao local e fazer a inscrição. “A categoria Mirim tem aula duas vezes na semana, Infantil e Cadete três vezes e Juvenil todos os dias. Damos uniforme, lanche, bilhete único, contamos com uma equipe multidisciplinar com psicólogas, assistente social, nutricionistas, ortopedia, tudo sem custo”, contou Cubano. “Não temos limite de alunos. Podemos montar mais turmas se for necessário”, lembrou.

O handebol foi o segundo esporte com o maior número de ingressos vendidos durante a Rio 2016, atrás somente do futebol. O número comprova a popularidade da modalidade que já é muito difundida nas escolas. “Depois dos Jogos Olímpicos, a procura pela modalidade foi sensacional. As crianças sabem quem são os atletas da Seleção e querem fazer o esporte. Hoje temos 157 atletas. Temos também um projeto piloto do masculino porque a procura já está sendo grande e no ano que vem queremos trabalhar com os dois naipes. Além disso, temos projetos para melhorar ainda mais a infra-estrutura. Hoje possuímos três quadras para atender ao projeto”, finalizou o técnico.

Mas, não foi somente em São Paulo que o handebol passou a chamar mais atenção das crianças. Em vários Estados a procura por aulas tem sido muito grande. Manaus é outro exemplo, o Centro Olímpico da capital amazonense também teve um aumento na procura por aulas da modalidade, agora com média de 30 alunos no período vespertino. Nas redes sociais da Confederação Brasileira de Handebol é constante pedidos de indicação de locais para treinar em todos os cantos do País.

Conteúdo produzido pela Assessoria da CBHb

Reproduzido da página 7M Handebol Total

Encerrada a participação da seleção brasileira masculina nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, também é o fim do contrato do técnico Jordi Ribeira com a Confederação Brasileira de Handebol.

Uma aula de planejamento da CBHb! Afinal, “só” estamos cerca de 6 meses da estreia do mundial da França, justamente contra os donos da casa.

Hoje, a seleção masculina está sem um comandante.

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Em sua segunda passagem pelo Brasil, iniciada em 2012, Jordi revolucionou o handebol brasileiro e foi o grande responsável pelo crescimento e resultados da modalidade em todas as categorias para os homens. Estabeleceu um padrão de jogo universal entre as diferentes camadas, assim, um jogador que saísse da base para integrar o grupo principal, já estaria com os conceitos estabelecidos, facilitando todo o trabalho.

O treinador espanhol foi o grande líder em todo o projeto dos acampamentos. Captação de talentos, lapidação e capacitação dos profissionais. Assim, quando atletas e técnicos voltassem aos seus estados de origem, levariam o conhecimento.

São poucos (talvez nenhum) treinadores no planeta que possuem os requisitos para continuar esse trabalho. Formação de talentos da base, e incrível inteligência e habilidade para gerir os atletas profissionais que hoje estão na Europa.

Rumores surgiram nos últimos meses que Jordi seria o maior candidato a assumir a seleção espanhola, ainda curtindo a ressaca da desclassificação dos Jogos no Rio.

Caso concretize sua saída, não vemos um nome interno pronto para assumir o posto. Se formos buscar um treinador estrangeiro, são poucas as opções.

A língua também é um limitador. Que outra nacionalidade poderíamos imaginar que não seja a de um treinador espanhol?

Tal comandante também terá que ter “sangue frio” com as constantes trapalhadas da CBHb. Cancelamento de fases de treinamento e atraso de pagamentos.

Caso a saída de Jordi se concretize, estamos em uma encruzilhada e corremos sério risco de darmos alguns passos para trás.

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Da Assessoria de Imprensa da CBHb

Para o Brasil, a disputa do handebol nos Jogos Olímpicos do Rio chegou ao fim nas quartas de final tanto no masculino quanto no feminino. As equipes esperavam mais, porém, a falta de uma medalha não define o enorme ganho da modalidade na maior competição do ciclo. Tratando-se de resultados, os dois naipes garantiram os melhores da história. As meninas ficaram em quinto e o masculino em sétimo. Mas, outro quesito teve um saldo mais do que positivo: a visibilidade. Com o ginásio sempre lotado e uma torcida animada, o handebol conquistou os corações de milhares de pessoas e passou a ser um dos ‘queridinhos’ dessa Olimpíada.

O handebol se mostrou um esporte ainda mais apaixonante para os brasileiros. Dinâmico, com muita velocidade, gols e defesas espetaculares, chamou atenção de públicos de diferentes idades, não só dentro da Arena do Futuro, como também em casa, já que todas as partidas foram transmitidas, muitas delas em TV aberta.

A equipe feminina já é uma geração vencedora. Dona do ouro mundial em 2013, tinha grandes expectativas para os Jogos Olímpicos em casa. Fez uma belíssima campanha na primeira fase, garantindo quatro vitórias em cinco jogos e terminando em primeiro do grupo. Sabia que tinha plenas condições de brigar por uma medalha. No entanto, por estar entre as 11 equipes capazes de concorrer ao título em uma das edições mais equilibradas da história, foi muito estudada pelo adversário das quartas de final, a Holanda.

As oponentes, que haviam enfrentado o Brasil pouco antes do início dos Jogos, em dois amistosos, mostraram um verdadeiro ‘paredão’ na defesa e neutralizaram jogadas cruciais para as brasileiras. O resultado entristeceu, sobretudo porque a equipe se despede de atletas que fizeram uma história brilhante dentro da Seleção, como a capitã Dara, a pivô Daniela Piedade, e a ponta direita Alexandra Nascimento, eleita a melhor do Mundo em 2012.

Porém, o futuro é promissor. Há anos o handebol feminino do Brasil não deixa a elite da modalidade, mantendo-se entre as principais equipes. Isso significa que a busca pela tão sonhado medalha olímpica não pára por aqui. “Agradeço a todas as meninas que fizeram parte da Seleção, até mesmo há mais tempo que eu, pelo apoio que deram ao handebol brasileiro, e também a todas que irão continuar. Para elas foi uma honra, um orgulho poder jogar uma Olimpíada em casa. Antes de chegar aqui, estávamos trabalhando para ir longe e sabíamos que tínhamos potencial para brigar pela medalha olímpica”, comentou o técnico Morten Soubak.

Morten cita o fato do handebol ser uma modalidade muito praticada nas escolas e acredita que a realização dos Jogos no Brasil desperte ainda mais o interesse das crianças pelo handebol. “Espero que o handebol possa seguir esse desenvolvimento em todo o Brasil. Há muitos meninos e meninas, que tenho certeza que terão um belo futuro na modalidade. É um esporte muito praticado e com muitos talentos.”

O masculino, totalmente renovado, tem expectativas gigantes para um futuro próximo. Se mesmo com um time extremamente jovem, conseguiu resultados históricos ao vencer a Polônia, medalha de bronze no último Mundial, a Alemanha, atual campeã europeia, e fazer frente à ‘toda poderosa’ França, bicampeã olímpica, nas quartas de final, o que se pode esperar em alguns anos?

“Temos que nos sentir orgulhosos. Para nós essa Olimpíada foi espetacular. Garantimos a classificação para as quartas de final com duas grandes vitórias, principalmente com a Alemanha, que é o atual campeão europeu. Para mim, isso vai ficar na cabeça por muito tempo, pensando o que poderemos fazer no futuro. Saímos muito reforçados. Esta é uma equipe que pode chegar tranquilamente a duas Olimpíadas. Se fizeram o que fizeram aqui, podemos imaginar o que poderão fazer daqui a três ou quatro anos”, previu o técnico Jordi Ribera.

Para ele, a modalidade também deu um grande salto com esses Jogos Olímpicos em casa. “O handebol aqui deu amostras que é um esporte que pode dar muitas alegrias. Não me limito ao masculino, mas especialmente ao feminino também, que foi campeão mundial. No masculino, vamos dando passos para ficar cada vez mais perto”, continuou Jordi.

Realmente ver o handebol tão comentado e tão querido pelo público tocou o coração de atletas, técnicos e dirigentes da modalidade. O presidente da Confederação Brasileira de Handebol, Manoel Luiz Oliveira, disse que os resultados em quadra não foram as únicas coisas a se destacar. “Com relação aos resultados, ficou um sensação de que poderíamos ter ido mais longe. Tínhamos expectativa de subir no pódio. Um objetivo que era de todos e que sabíamos que era possível. Mas, isso não tira o brilho que foi o handebol brasileiro nos Jogos do Rio. Ambas as equipes tiveram o melhor resultado de toda a história, com o feminino em quinto, superando Londres, e o masculino pela primeira vez na história nas quartas de final, terminando com um sétimo lugar histórico e inédito”, destacou.

O presidente lembrou da grande visibilidade que o esporte teve durante todos esses dias. “Este campeonato nos trouxe algo que não tenho palavras para expressar o quanto me deixa feliz. A modalidade movimentou a imprensa, o Brasil abraçou o handebol. A participação no Rio se tornou uma referência. Escutamos muitas pessoas falando bem da entrega, da qualidade, e que perdemos, mas lutando até o último momento. Evidentemente, as transmissões dos jogos, as postagens nas redes sociais, o que escutamos, com certeza, farão o número de participantes da modalidade se multiplicar.”

Manoel garante que o handebol brasileiro ainda tem muito para dar e que o trabalho continua para o próximo ciclo visando a um desenvolvimento ainda maior com a ajuda dos parceiros que já fazem parte da história da modalidade e com novos, que certamente irão chegar após essa campanha histórica. “Vamos dar continuidade ao que já temos feito para trabalhar internamente o desenvolvimento do esporte, como os acampamentos, melhoria das competições internas, e a realização da Liga Nacional com um novo modelo. Tudo isso, com certeza, vai se transformar em apoios muito interessantes para conseguirmos definitivamente a consagração da modalidade junto à opinião pública. Mas, depois do que vimos aqui, podemos dizer que hoje o Brasil faz parte definitivamente das equipes tops do handebol mundial.”

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Caros amigos do Handebol,

Inicialmente gostaria de lembrar que no último dia 17 de agosto, em plena disputa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, este blog completou 6 anos de atividades. Na medida do possível, trabalhando sozinho, sem patrocinadores, sem dinheiro, mas com o apoio de muitos leitores fãs de handebol, colegas jornalistas e assessores de imprensa, tenho conseguido manter um conteúdo razoável nesta página.

Tive  o privilégio de tirar alguns dias de “Férias Olímpicas”, e parti para a capital fluminense, onde assisti algumas competições da Olimpíada, incluindo no pacote quatro jogos de handebol. Por isso até a cobertura do handebol olímpico neste blog foi praticamente “zero”.

Foi lindo e inesquecível. A Arena do Futuro – que infelizmente será desmontada para a construção de quatro escolas – foi um palco à altura da popularidade do handebol em nosso país. Brasileiros e estrangeiros coloriram as arquibancadas e fizeram a festa.

Pude ver a histórica vitória da nossa Seleção Masculina sobre a Polônia, e guardarei essa experiência para o resto da vida.

Enfim, seguimos a vida. Já podemos começar a pensar no Campeonato Mundial Masculino, que acontece em janeiro de 2017, na França. Antes disso, seguem as disputas do Super Paulistão, vem aí o Super Globe, com a participação do Taubaté Handebol, e a Liga Nacional.

Agradeço os milhares de acessos nesses seis anos de trabalho, e que eu possa continuar ajudando, mesmo que de forma solitária e limitada o crescimento e difusão dessa modalidade tão apaixonante.

Obrigado amigos, obrigado Rio 2016, obrigado Handebol.

Ronaldo Casarin, editor deste blog.

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A Seleção Masculina de Handebol encerrou na última quarta-feira (17/08) a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio ao ser superada pela França, atual bicampeã, por 27 a 34 (16 a 16 no primeiro tempo).

Mesmo eliminada nas quartas de final, a equipe sai com saldo positivo, pois esta foi a primeira vez que chegou à etapa eliminatória e, não simplesmente passou de fase, como venceu duas grandes potências como a Polônia, medalha de bronze no último Mundial, e Alemanha, atual campeã europeia. Além disso, fez jogos equilibrados com Eslovênia e a própria França, que viu hoje a superioridade ameaçada pelo time da casa.

O central Henrique Teixeira afirma que a equipe ainda pode dar muitas alegrias ao País. “Foi um passo a mais que demos. Provamos que somos capazes de jogar com os melhores do Mundo. Eu não saio satisfeito com o jogo de hoje. Fizemos um segundo tempo muito abaixo do que somos capazes. Temos mais a dar pela Seleção. Acredito que cansamos um pouco fisicamente. A França é fisicamente a melhor do Mundo. Fica o aprendizado que seguimos crescendo e buscando coisas melhores para a Seleção e que futuramente podemos conquistar uma medalha para o Brasil.”

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O técnico da equipe, Jordi Ribera, lamentou o cruzamento com os atuais vice-campeões olímpicos nas quartas de final, mas disse que o Brasil soube levar bem a partida. “A França não era a equipe que queríamos para esse jogo. Pensávamos sempre que eles podiam ficar em primeiro do outro grupo, mas acabaram perdendo para a Croácia e cruzamos com eles. Acho que nosso time saiu muito bem em quadra, fizemos 45 minutos muito bons, em especial no primeiro tempo. Fizemos um jogo muito completo na defesa e ataque dentro do que é nosso estilo. No segundo tempo nos faltou mais tranquilidade”, analisou.

Jordi também acredita em um futuro muito promissor para o handebol masculino brasileiro, principalmente por ter em mãos um time jovem e com muito ainda pela frente. “Temos que nos sentir orgulhosos e sair com a cabeça erguida pelos jogos que fizemos. Em linhas gerais, para nós foi espetacular. Saímos fortalecidos. Mostramos a cara em todos os jogos. Temos uma equipe jovem, que pode chegar tranquilamente a quase duas Olimpíadas. Se hoje foram capazes de fazer o que fizeram aqui, o que não serão capazes de fazer com três ou quatro anos mais?”, indagou o treinador espanhol.

Para ele, outro ponto positivo foi jogar dentro de casa, sempre com o apoio da torcida, que apoiou o handebol do início ao fim da participação brasileira. “O público foi sempre um jogador a mais. Fez a diferença em muita momentos e isso é muito bom.”

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Apesar de lutar até o final, a Seleção Masculina de Handebol não conseguiu garantir a segunda vitória nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (9). Diante da forte Eslovênia, a equipe sofreu com falhas no ataque e não pôde encaixar o mesmo jogo espetacular que fez contra a Polônia na estreia. Os adversários terminaram na frente por 31 a 28 (16 a 13 no primeiro tempo) e se mantiveram na briga pela ponta da tabela do grupo B. Já o Brasil segue em frente em busca da classificação para as quartas de final.

O jogo começou muito tenso com a Eslovênia na frente. Os adversários dificultaram bastante a defesa brasileira, tradicionalmente aberta, principalmente pelas mãos de Dolenec, que furava o bloqueio. O Brasil teve dificuldade em encontrar espaço para o ataque e acabou cometendo vários erros. José Guilherme e Thiagus, peças chaves na vitória contra a Polônia, foram muito marcados. A Eslovênia chegou a abrir sete gols. Com a entrada de Haniel, o Brasil ganhou força no ataque e conseguiu se aproximar deixando o marcador com uma diferença de apenas três gols.

Na segunda parte, a equipe voltou mais desperta e continuou colocando pressão, porém, os erros de finalização se mantiveram. A desqualificação de Thiagus também complicou mais as coisas para o Brasil, que apesar de algumas defesas importantes do goleiro Maik, não foi capaz de alcançar os adversários até o final do confronto.

O técnico Jordi Ribera disse que a equipe não conseguiu se sobressair, mesmo em situações favoráveis. “Eles tiveram muitas exclusões e nós não aproveitamos em momentos determinados. Acho que em especial tivemos um início ruim de jogo, em comparação com a partida contra a Polônia. Não aproveitamos a parte ofensiva. Eles conseguiram abrir alguns gols de vantagem e nós queríamos em muito pouco tempo tomar a frente. Hoje era um jogo que precisaríamos ter paciência, jogar com a cabeça e não somente com o coração. Mas, na segunda parte a equipe esteve melhor em algumas situações de jogo. A desqualificação do Thiagus complicou um pouco às coisas”, afirmou o treinador espanhol.

Para ele, a Eslovênia é um dos adversários mais complicados desse grupo, lembrando que o Brasil sempre tem dificuldades para enfrentá-lá. “Está claro que acreditávamos, depois de vencer a Polônia, que tudo seria fácil, mas isso não é assim. Cada jogo é difícil. Temos que lembrar que ganhamos do terceiro do Mundo e hoje estivemos gol a gol com a Eslovênia, que é uma equipe tradicional. Porém, é um time que sempre nos complica as coisas. Tem atletas de primeira linha, são muito organizados e tem uma defesa dura. O goleiro também parou em momentos determinados. No entanto, não soubemos dar a volta no placar, principalmente nos primeiros 15 minutos, quando nos faltou estar tranquilos e trabalhar as situações de ataque pouco a pouco”, completou.

Bastante chateado, o ponta direita Fábio Chiuffa, destacou a velocidade dos oponentes. “Acho que hoje o fator crucial é que a Eslovênia é um time muito rápido e muito tático e causou bastante problemas para nossa defesa, que é aberta. Não fomos capazes de fazer alguma coisa para passar no placar e ganhar o jogo. Brigamos até o final, mas infelizmente não deu. Acho que agora é assistir vídeos, minimizar os erros que tivemos e já pensar no próximo adversário”, projetou.

E, por falar nisso, os seguintes oponentes dos brasileiros também não são nada fáceis. Na quinta-feira (11), os donos da casa encontram a Alemanha, que vem brigando pela liderança do grupo. O duelo está marcado para as 16h40, também na Arena do Futuro.

Tabela primeira fase – grupo B

Domingo (7)
Suécia 29 x 30 Alemanha
Brasil 34 x 32 Polônia
Eslovênia 27 x 26 Egito

Terça-feira (9)
Alemanha 32 x 29 Polônia
Brasil 28 x 31 Eslovênia
19h50 – Egito x Suécia

Quinta-feira (11)
11h30 – Polônia x Egito
16h40 – Brasil x Alemanha
19h50 – Eslovênia x Suécia

Sábado (13)
9h30 – Eslovênia x Alemanha
16h40 – Brasil x Egito
19h50 – Suécia x Polônia

Segunda-feira (15)
9h30 – Polônia x Eslovênia
11h30 – Alemanha x Egito
16h40 – Brasil x Suécia