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Com a medalha de ouro pelo tetracampeonato dos Jogos Pan-Americanos na bagagem, parte da Seleção Feminina de Handebol embarca hoje (24) de volta para os países em que atuam. Em voo marcado para 17h40 (20h40 de Brasília), dez jogadoras deixam o México: a goleira Chana a meia-esquerda Duda, além das oito que defendem o Hypo, da Áustria, que são a goleira Babi, a ponta-direita Alexandra, a central Ana Paula, a pivô Dani Piedade, as meias-direitas Francine e Silvia Helena e as pontas-esquerdas Fernanda e Samira.

As outras cinco campeãs deixam a cidade mexicana na terça-feira (25). De manhã, viajam para a Europa a central Mayara, a meia-direita Deonise e a pivô Dara. E as duas jogadoras que defendem equipes brasileiras, Moniky (Metodista/São Bernardo) e Jéssica Quintino (Blumenau) saem de Guadalajara de noite e desembarcam no Brasil na quarta-feira (26), às 11h55 (de Brasília), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

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A Seleção Masculina de Handebol ficou com a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. No clássico contra a Argentina, melhor para os rivais, que venceram por 26 a 23 (15 a 14) nesta segunda-feira (24) e ficaram com o ouro e a vaga olímpica. A última chance de o Brasil ir para as Olimpíadas de Londres ocorrerá no ano que vem, na disputa do torneio Pré-Olímpico mundial, contra Suécia, Croácia e um país asiático ainda não definido.

Japa salta em meio aos argentinos

No Ginásio San Rafael, o que se viu foi uma partida nervosa desde o primeiro minuto. Logo no primeiro lance, a Argentina levou a primeira suspensão, perdendo um dos atletas por 2 minutos. A violência, aliás, por pouco deu a tônica na partida. Com ânimos exaltados em ambos os lados, sobraram jogadas fortes, tiros de 7 metros e jogadores, sobretudo os brasileiros, fora por 2 minutos.

A equipe comandada pelo espanhol Javier Garcia Cuesta começou melhor na partida. Com rapidez no contra-ataque e boa postura defensiva, o Brasil logo tomou a dianteira. Mesmo com a vantagem no placar, a equipe não reduziu o nervosismo, fato explorado pela Argentina, que logo empatou e virou a partida. O Brasil chegou a retomar a liderança, mas os rivais que foram para o intervalo em vantagem.

Gil Vicente

No segundo tempo, o Brasil tentou de todas os jeitos virar a partida, mas o goleiro argentino Schulz brilhou na partida e garantiu a vitória.

“Entramos muito confiantes. Conseguimos encaixar o nosso jogo e imprimir ritmo no primeiro tempo, mas eles conseguiram voltar. Não aproveitamos o nosso bom momento. Me culpo um pouco pela falta de organização no ataque, que é a minha função. Há dias e momentos”, lamentou o central e capitão Léo.

“Finalizamos muitas bolas equivocadas, o que facilitou a defesa da Argentina, que teve desempenho excepcional. Estamos muito chateados, é claro, sabíamos que não ia ser fácil”, completou o presidente da Confederação Brasileira de Handebol, Manoel Luiz Oliveira.

Já o ponta Chiuffa, muito irritado ao final do jogo, resumiu: “perdemos para nós mesmos. O goleiro deles não fez muitas defesas, foi nosso time que arremessou muitas bolas encima dele”.

Antes da final, o Brasil vencera Canadá (46 a 17), Venezuela (37 a 15), Chile (36 a 22), e República Dominicana (41 a 17).

Volta ao Brasil – Os atletas da Seleção Masculina deixam Guadalajara nesta terça-feira (25), às 18h55 (horário local) e desembarcam no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, às 11h55 (de Brasília) de quarta-feira (26). O ponta Borges e o pivô Ales, que atuam na Europa, deixam o México às 16h (hora local) desta terça-feira.

Em nome de toda a comunidade do Handebol, jogadores, treinadores e fãs da modalidade, expresso aqui meu repúdio ao comportamento da TV Record em relação às transmissões nestes Jogos Pan Americanos de Guadalajara 2011. Não só em relação ao Handebol, mas ao esporte brasileiro em geral. A emissora detém o monopólio das transmissões do Pan, e negou-se a repassar os direitos para outras emissoras, sejam abertas ou por assinatura.

Na noite do último domingo (23/10), enquanto a Seleção Brasileira Feminina de Handebol sagrava-se Tetra-Campeã Pan Americana, com uma bela vitória sobre a Argentina, a emissora transmitia um jogo da primeira fase do futebol masculino (jogo no qual o Brasil deu vexame e foi eliminado ainda na primeira fase).

Está ocorrendo, não só no Handebol, mas em todas as outras modalidades, uma inversão de prioridades e uma falta de discernimento na escolha dos eventos a serem transmitidos. Muitos eventos sequer são citados na programação da emissora, e a programação de fim de semana, por exemplo, é ridícula.

Um exemplo: Enquanto o Brasil conquistava 5 MEDALHAS DE OURO nas provas de vela, a emissora passava seus programas dominicais como se na mais estivesse ocorrendo, nem se dando ao mínimo trabalho de dar flashes ao vivo para informar as glórias obtidas pelos bravos atletas do Brasil.

Está acontecendo também o irritante fato da Record passar mais enevtos em Videotape do que ao vivo. Repetissões desnecessárias de eventos como Ginástica Ritmica e a final do Vôlei Feminino também ocuparam espaço que deveria ser de eventos ao vivo.

Em nome de todos os fãs de esporte que em 2011 estão sendo privados de uma transmissão e cobertura jornalística verdadeiramente profissional, fica o repúdio total à Rede Record, uma emissora de TV que tem intenções maléficas, muito dinheiros vindo dos fiéis de sua Igreja Universal do Reino de Deus e total falta de respeito com quem gosta do esporte brasileiro. FORA RECORD.

Japa na partida contra o Canadá

Pela terceira edição consecutiva, a Seleção Masculina de Handebol decidirá o título dos Jogos Pan-Americanos contra a Argentina. O confronto será no Ginásio San Rafael, em Guadalajara, nesta segunda-feira (24), a partir das 20h no horário local (23h de Brasília). O Brasil tentará manter a escrita contra os ‘hermanos’, já bateu os rivais nos Jogos de Santo Domingo-2003 e no Rio de Janeiro-2007. Se conquistar o tri no México, o País garante vaga nas Olimpíadas de Londres-2012.

Com tantos confrontos entre as duas equipes, os jogadores já se conhecem bem, o que pode ter vantagens e desvantagens para os dois lados. “Acredito que, no caso de dois times que se conhecem tão bem, levará a melhor aqui no México aquele que estudou o adversário com mais detalhes, buscando encontrar, no vídeo das partidas, os pontos fracos e saber explorar isso dentro de quadra”, avaliou o central Bruno Santana, que participou da conquista do bicampeonato no Rio. Além dele, outros seis jogadores conquistaram o ouro em 2007: o ponta-esquerda Borges, o armador-direito Zeba, o armador-esquerdo Jaqson, o central Leo, o goleiro Maik e o ponta-direita Tupan.

Thiagus

Bruno afirmou que, assim como na Seleção Feminina, o que move o grupo em busca de bons resultados é o encontro de gerações. “São várias faixas etárias diferentes e isso é muito bacana. Há aqueles que estão motivados para conquistar sua primeira medalha (como o ponta-direita Chiuffa, de 22 anos), outros que não querem só uma e buscam a segunda, como é o meu caso, e os mais velhos que, se por algum momento estão pensando em parar de jogar, querem a terceira para fechar com chave de ouro (caso de Jaqson, que estava em Santo Domingo e no Rio)”.

Bruno Santana

Outra motivação é o fato de o Brasil chegar com 100% de aproveitamento à decisão do Pan, com quatro vitórias por placares elásticos. Foram três na fase de grupos, contra Canadá (46 a 17), Venezuela (37 a 15) e Chile (36 a 22), e a semifinal, diante da República Dominicana (41 a 17).

Atletas comemoram o ouro logo após o término do jogo

A Seleção Feminina de Handebol do Brasil está nas Olimpíadas de Londres. Neste domingo (23), a equipe comandada pelo técnico dinamarquês Morten Soubak derrotou a Argentina por 33 a 15 (15 a 5 no intervalo) e, além de garantir a vaga em Londres-2012, conquistou o tetracampeonato dos Jogos Pan-Americanos. O bronze ficou com a República Dominicana, que derrotou o México por 33 a 31 na prorrogação.

Na reedição da final dos Jogos de Santo Domingo, em 2003, a Argentina não viu a cor da bola. Desde o início, o Brasil foi superior, tanto na parte ofensiva, com destaque para a ponta-direita Alexandra e na defesa, onde brilhou a goleira Chana. Em vantagem no placar desde o início da partida, a Seleção só teve o trabalho de administrar o marcador – e as provocações e jogadas violentas das argentinas – para confirmar a vaga olímpica e o título.

“Conseguimos responder as provocações dentro de quadra, com gols”, disse Alexandra, artilheira da partida com oito gols. A camisa 3 também destacou o entrosamento da equipe como um dos fatores responsáveis pela vitória. “O Morten (Soubak, técnico) conseguiu encaixar o jogo entre as atletas que jogam no Brasil e as que jogam fora” afirmou ela. Da Seleção, só atuam no País a armadora Moniky e a ponta Jéssica.

Uma das mais experientes do grupo, a goleira Chana não conteve as lágrimas no pódio. Segundo a camisa 1, o ouro em Guadalajara foi uma retrospectiva da carreira: “Quando subi no pódio, voltaram todos os anos de seleção na cabeça, cada momento, dificuldade e superação”, disse a atleta de 32 anos.

Além do ponto mais alto do pódio, a equipe teve a artilheira da competição (a ponta-esquerda Fernanda, com 35 gols) e as goleiras com melhor aproveitamento defensivo. “É um grupo muito forte. Das 15 jogadoras, 11 jogam na Liga Europeia. Estão todas de parabéns”, disse o técnico Morten Soubak.

“É uma emoção muito grande. Cumprimos o objetivo, que era a vaga olímpica. É um resultado que vai ajudar muito no desenvolvimento do handebol brasileiro”, disse o presidente da Confederação Brasileira de Handebol, Manoel Luiz Oliveira.

O ouro em Gualajara é o quarto consecutivo das meninas do Brasil. Em 2007, no Rio de Janeiro, a vitória veio sobre Cuba. Em 2003, em Santo Domingo, a prata ficou com a Argentina e, em 1999, em Winnipeg, as canadenses, donas da casa, foram as derrotadas.

A campanha vitoriosa da Seleção Feminina em Guadalajara começou com uma goleada por 50 a 10 sobre os Estados Unidos. Depois, o País bateu Uruguai (43 a 15), República Dominicana (32 a 18), México (43 a 12) e, finalmente, a Argentina.

Trote – Uma cena inusitada fez parte da comemoração das meninas. O presidente da Confederação Brasileira de Handebol, Manoel Luiz Oliveira não escapou de ter a barba aparada pelas campeãs. De máquina em punho, as jogadoras foram se revezando para fazer a barba do dirigente, que prometera raspar no caso de as seleções masculina e feminina ganharem o ouro.

Atletas raspam barba do presidente da CBHb Manoel Luiz Oliveira

“Nunca tinha deixado barba, mas fiz um compromisso que, se o handebal caminhasse bem, ia deixar. E deixei. E prometi que tirararia tudo se conquistássemos os dois ouros. Não sei como, elas descobriram. Mas estou feliz demais, com ou sem barba”, explicou.

O “segredo” foi revelado às atletas pela esposa do presidente, Márcia Oliveira. E, amahã (24), na decisão do masculino, ele pode entrar na navalha novamente. “Deixamos o bigode para os meninos cortarem hoje”, brincou a pivô Dani Piedade.

 

Chana, experiente goleira do Brasil, pode conquistar mais um ouro Pan Americano

Com as melhores estatísticas nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara – 51% de aproveitamento defensivo, 73% no ataque, 168 gols marcados e apenas 55 sofridos -, a Seleção Brasileira Feminina de Handebol vai em busca do tetracampeonato na competição e a vaga nas Olimpíadas de Londres-2012. O desafio final está marcado para este domingo (23), às 23h (de Brasília), contra a Argentina.

O time brasileiro chega invicto à decisão, após ter vencido Estados Unidos, Uruguai e República Dominicana na primeira fase, além do México, na semifinal. Uma das características que contribuíram para a boa campanha no Pan – traduzida pelos números expressivos – é a reunião no grupo de veteranas como a goleira Chana Masson – de 32 anos -, bicampeã do Pan (Santo Domingo-2003 e Rio de Janeiro-2007), e jovens talentos, casos da armadora-esquerda Moniky Bancilon, de 21, e a ponta-direita Jéssica Quintino, de 20, debutantes em Pan.

“Apesar dessa diferença de idade, a cada dia de convivência criamos um vínculo mais forte e isso se reflete dentro de quadra. Estou muito feliz de fazer parte desta Seleção e poder aprender com as mais experientes. Elas dão dicas, dão toques e sei o quanto esse Pan-Americano está sendo valioso para o meu futuro”, disse Moniky. “Estou vivendo a competição como um momento único e muito especial, tendo consciência da importância que esse título e a vaga olímpica têm”, completou.

O técnico Morten Soubak destaca, no entanto, que não vê as mais novas como inexperientes. “Grande parte da equipe está disputando a competição pela primeira vez, mas não gosto de falar em experiente ou não. O que acontece, na prática, é que as mais velhas dão o apoio necessário às mais novas nas horas mais importantes. É um grupo muito unido, que segue minha filosofia de trabalho e está preparado para fazer o seu melhor na final”, avalia.

A Seleção que está no Pan-Americano é formada pelas goleiras Chana e Bárbara, a Babi; as pontas-direita Alexandra e Jéssica; as pontas-esquerda Fernanda e Samira; as centrais Mayara e Ana Paula; as armadoras-direita Francine e Deonise; as armadoras-esquerda Duda Amorim, Sílvia Helena e Moniky; e as pivôs Dani Piedade e Fabiana Diniz, a Dara.

O jogo terá transmissão ao vivo pela TV Record.

Borges é o artilheiro do Brasil no Pan de Guadalajara

A Seleção Masculina de Handebol só precisa de mais uma vitória para assegurar presença nos Jogos Olímpicos de 2012, que serão disputados em Londres, na Inglaterra, e conquistar o tricampeonato Pan-Americano. Neste sábado (22), no Ginásio San Rafael, em Guadalajara, a equipe derrotou a República Dominicana por 41 a 17 (18 a 8 no intervalo) na semifinal. A decisão será na segunda-feira (24), às 20h (23h de Brasília), contra a Argentina, que venceu o Chile na outra semifinal.

A equipe comandada pelo espanhol Javier Garcia Cuesta não teve problemas para impor seu estilo de jogo e, consequentemente, tomar a dianteira no placar desde o início. Rápida nos contragolpes e forte na defesa, a Seleção chegou ao intervalo com dez gols de vantagem sobre o rival. Com o resultado praticamente consolidado, os atletas só tiveram de administrar a vantagem nos últimos 30 minutos. O artilheiro da partida foi o ponta-direita Fábio Chiuffa, autor de seis gols.

“Cumprimos o nosso primeiro objetivo, que era chegar à final. Agora, é a vez do principal: conquistar o ouro e a vaga olímpica”, disse o ponta-esquerda Borges, autor de cinco gols e artilheiro da competição, com 26. “Fico feliz pela artilharia, claro. Mas meta pessoal não é o que mais importa. O principal é ter confiança para finalizar as jogadas e ajudar a equipe a construir o resutlado.”

Embora a decisão só ocorra na segunda-feira (24), os jogadores já estão concentrados na Argentina, provável adversário na final. Vale lembrar que, nos dois últimos Pan-Americanos (2007, no Rio de Janeiro, e 2003, em Santo Domingo), os argentinos perderam a medalha de ouro para a Seleção Brasileira. Mas nem por isso a confiança no tri é exagerada por parte dos atletas. “Vai ser um jogo de igual para igual, decidido nos detalhes. Claro que o fato de já termos jogado várias vezes contra eles favorece”, analisou o goleiro Marcão.

Para chegar à decisão em Guadalajara, o Brasil derrotou Canadá (47 a 16), Venezuela (37 a 15), Chile (36 a 22) e, por fim, os dominicanos.