Foi difícil dormir depois de tanta emoção e, mesmo um dia depois, a ficha ainda não caiu. Rogério Moraes, pivô da Seleção Brasileira de Handebol, conquistou nesse domingo (4) um dos maiores feitos para um atleta da modalidade, ser campeão da Champions League, e até agora não consegue acreditar nos momentos que viveu em Colônia, na Alemanha.

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Vestindo a camisa do Vardar, da Macedônia, o atleta contribuiu na vitória de sua equipe sobre, nada menos, que o Paris Saint German (FRA), e ele fez questão de balançar a bandeira brasileira no pódio.

“Ontem foi um dia incrível, inesquecível na minha vida como atleta. Não me sinto ainda um campeão da Europa, a ficha não caiu”, disse o pivô ainda muito emocionando. “Espero nunca acordar desse sonho.”

O Vardar chegou ao final 4 do campeonato para brigar com verdadeiros gigantes. No sábado (3), na semifinal, derrotou o octacampeão Barcelona (ESP) por um gol (26 a 25) e carimbou o passaporte para a decisão. No entanto, na grande final teria que passar por um time de estrelas. O Paris Saint German tem no elenco vários integrantes da Seleção Francesa, atual campeã mundial, como os irmãos Nikola e Luka Karabatic, o goleiro Thierry Omeyer e Daniel Narcise, além de outros destaques.

Porém, o que parecia impossível, foi tomando forma ao longo dos 60 minutos e nos segundos finais, com o placar empatado, o time macedônio surpreendeu o paredão Thierry Omeyer, colocou mais uma bola no gol e comemorou o título inédito.

Rogério conta que a união e o fato de o time acreditar que era possível, apesar de ser a primeira vez que chegava a um final 4, foi fundamental. “Foi um jogo duríssimo contra o PSG, equipe que tem as estrelas do handebol mundial. Nós estávamos cientes da dificuldade da partida, mas sabíamos que se fizéssemos um jogo perfeito, sem muito erros, principalmente defensivamente, poderíamos sair com a vitória. E foi o que aconteceu ontem. Nós estamos muito felizes por essa grande conquista. Entramos para a história do clube e da Macedônia”, destacou.

O feito foi alcançado pela primeira vez por um atleta de nacionalidade brasileira no handebol masculino e dessa forma, marca também a história do handebol nacional.

Neste ano, a armadora Eduarda Amorim já levantou o troféu na versão feminina do maior campeonato de clubes da Europa – Duda foi tricampeã da Champions com o Gyor (HUN), em maio. Além disso, outras jogadoras já subiram ao lugar mais alto do pódio no feminino, mas para o masculino é um título inédito.

No ano passado, Rogério já havia chegado ao final 4 quando ainda defendia a camisa do Kiel, da Alemanha. No entanto, a equipe terminou em quarto. Desta vez, mais maduro e experiente, o pivô nascido em Abaetuba, no Pará, conseguiu ajudar o Vardar na conquista do troféu, fazendo história.

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