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Responsável pela armação das jogadas da Seleção Feminina de Handebol, habilidosa e destemida, a central Ana Paula tem tido bons motivos para comemorar. Destaque com a camisa verde e amarela nas últimas competições internacionais, e eleita a melhor atleta de 2016 no Prêmio Brasil Olímpico, a maranhense tem brilhado também em terras frias.

Desde o ano passado no Rostov, da Rússia, ela fechou a temporada com três títulos, e agora se prepara para defender o Brasil mais uma vez no III Torneio Quatro Nações, em São Bernardo do Campo (SP), nos dias 9, 10 e 11, e no Pan-Americano da Argentina, logo na sequência.

Já na temporada passada, Ana Paula havia sido campeã da Champions League, o principal campeonato de clubes da Europa, com o Bucareste, da Romênia. Depois de se transferir para o time russo, seguiu com os bons resultados, apesar de ter que se recuperar de lesões. Mas, nada que uma guerreira nas quadras não possa superar. Foi campeã da EHF Cup, da Copa Russa e da Liga Russa. “Acho que foi uma boa temporada no geral em relação a títulos, caímos na fase de grupos da Champions League, mas depois acho que o time começou a jogar, se entrosar melhor, jogar mais junto. Com isso, os resultados foram aparecendo e melhorando a cada jogo”, resumiu.

Acostumada a viver em diferentes países desde que deixou o Brasil, Ana Paula já jogou em equipes da Espanha, Áustria, Romênia e agora da Rússia, onde, apesar de ter uma cultura bem diferente, ela afirma que se adaptou bem.

“Levo uma vida normal lá, com a rotina de sempre. Não mudou muito. Confesso que antes de ir tive um pouco de medo, me preparei para o pior, mas não é ruim lá. É treino, jogo e quando tenho folga um shopping de vez em quando”, contou a central que tem contrato até a próxima temporada. “Com minhas companheiras de clube também foi bem tranquilo. São queridas, prestativas e sempre tentam ajudar no que precisamos, tanto dentro quanto fora de quadra.”

Já de férias em São Luís, onde vive toda a família, Ana Paula está ansiosa pelo contato com o público brasileiro novamente no Quatro Nações. “Jogar no Brasil é sempre prazeroso, ter nossa torcida pertinho, transmitindo energia e muito carinho é sempre um algo a mais para nos motivar. Além disso tem minha família que pode acompanhar de perto o que eles só veem pela televisão ou pela internet. É muito importante esse contato.”

Logo depois do torneio que será jogado em São Bernardo do Campo (SP) com as Seleções do Chile, Portugal e República Dominicana, as brasileiras partem para a Argentina, onde buscam mais um título do Pan-Americano, de 18 a 25 de junho. Essa será uma etapa importante para a equipe que está em fase de renovação e será comandada pelo técnico interino Sérgio Graciano.

“Primeiramente quero estar entre as 16 que vão representar o Brasil no Pan-Americano na Argentina”, disse Ana Paula, lembrando que das 21 convocadas para a fase no Brasil, apenas 16 seguem para o Pan. “É uma importante competição, classificatória para o Mundial, e será uma nova fase para nós, pois estamos em processo de renovação. Mas, isso não nos tira a responsabilidade de estar sempre à frente nas Américas. Teremos muito trabalho a fazer, novo técnico, novas atletas, mas o espírito tem que ser o mesmo, de união, determinação, garra e muita dedicação. Espero que nesse início dessa nova fase consigamos desempenhar o nosso melhor handebol e trazer mais essa conquista para o Brasil.”

Ingressos – O III Torneio Quatro Nações Feminino terá como palco o Ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib, e os ingressos serão fornecidos em troca de um quilo de alimento não perecível. Para retirar as entradas, os torcedores devem comparecer ao próprio ginásio, nos dias 7, 8 e 9, das 10h às 17h. Nos dias 10 e 11, vai depender se ainda houverem ingressos disponíveis.

A estreia brasileira será no dia 9, às 21h, contra as chilenas. No dia seguinte, as anfitriãs enfrentam as dominicanas às 18h. E o último confronto será diante das portuguesas no dia 11, às 9h30.

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