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A Seleção Feminina de Handebol viveu momentos de muita emoção neste sábado (26). A equipe, que está em Belém (PA) para a disputa do II Torneio Quatro Nações, com inicio na quinta-feira (1), deu uma pausa na rotina de treinamentos e fez uma visita especial ao Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, na capital paraense. O encontro foi marcado por sorrisos e abraços carinhosos.

Uma das goleiras da Seleção, Bárbara Arenhart, a Babi, resumiu bem o que todas sentiram por passar o dia ao lado de crianças tão especiais. “Eu sou suspeita para falar, pois sou totalmente sensível. Estar aqui transformou um pouco a nossa realidade, pois vemos que as coisas que reclamamos não são nada perto do que essas crianças estão passando. Ao mesmo tempo que nos toca, nos enche de energia para vermos que temos uma vida perfeita e que somos pessoas privilegiadas. Tem tanta gente aqui lutando pela vida. Isso renova a nosso senso de realidade de ver que temos tudo, temos sorte e que somos abençoadas”, comentou.

A goleira espera que a visita da equipe leve mais que esperança as crianças. “Espero que a nossa presença tenha trazido um pouco de alegria para essas pessoas. Elas são crianças, estão em tratamento, mas estão sorrindo, estão brincando, e nós por muitas vezes reclamando. Tenho certeza de que todos nós sairemos daqui vendo como temos sorte e não damos conta. Tudo isso mexe comigo de uma maneira tão profunda e sentimental que não tem como não ficar tocada com essas crianças”, contou.

Por outro lado, para as crianças e familiares, ter ao lado pessoas em quem se espelhar e por ver que existe uma vida fora do tratamento pode renovar as esperanças. “São nessas oportunidades que podemos proporcionar para as crianças uma quebra na rotina do hospital. Isso é benéfico, faz com que elas fiquem mais motivadas, mais felizes e imaginem que a vida não é só a doença. Isso tem um aspecto muito positivo no tratamento. Quando podemos trazer o esporte mais para perto é bom para elas, pois impacta, com certeza, positivamente no tratamento e na forma com que elas lidam com as dificuldades. A diferença é visível. Só de olhar vemos que as crianças estão sorrindo, ficam mais animadas. Isso faz toda a diferença. Elas precisam lembrar que existe vida além da doença”, frisou a coordenadora de humanização do hospital, Paula Viana, lembrando que o local, o maior hospital oncológico pediátrico no Brasil, atende cerca de 600 crianças de até 19 anos.

No II Torneio Quatro Nações, o Brasil irá enfrentar as equipes de Cuba, Eslováquia e Uruguai. Os jogos serão nos dias 1, 2 e 3, no Ginásio do Mangueirinho.

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