Oportunidade. Essa foi a palavra mais usada pelos técnicos e atletas do Nordeste para falar sobre o novo formato da Liga Nacional de Handebol. Na edição 2016, a competição é dividida em três Conferências (Norte, Nordeste e Sul/Sudeste/Centro), que jogam a primeira fase entre si e depois se encontram nas quartas de final, com o objetivo de promover intercâmbio entre todas as regiões do Brasil.

A inclusão das equipes do Nordeste foi recebida com entusiasmo pelos treinadores das principiais equipes da região. “Sempre foi um anseio nosso participar da Liga Nacional. Agora, com esse novo formato, vai permitir que tenhamos essa oportunidade. As equipes estão muito empolgadas. Venho sentindo isso com os treinadores da nossa região e isso tem sido um combustível para os clubes se fortalecerem e treinarem mais”, afirmou o técnico da equipe feminina do Português/AESO (PE) e da Seleção Brasileira Juvenil Feminina, Cristiano Rocha.

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Rômulo Batista, que comanda o HCP/Colégio Século (PB), acredita na força do Nordeste e já projeta embates equilibrados com os times do Sul e Sudeste do Brasil. “Nós temos excelentes atletas no Norte e Nordeste e essa nova Liga Nacional vai servir para que eles apareçam para o Brasil. Nós temos equipes que vêm se destacando bastante no Nordeste, que vão disputar jogos de igual para igual quando se encontrarem com as equipes do Sul e Sudeste”, disse.

Já Felipe Rêgo Barros, técnico do time masculino do Português/AESO (PE), elogiou bastante o novo modelo da Liga Nacional e acredita em um handebol forte em todo o Brasil a médio prazo. “Achei esse novo formato da Liga Nacional um modelo inteligente e que, com certeza, vai se consolidar e abrir novos mercados em regiões que estavam praticamente restritas aos campeonatos estaduais. Outros grandes centros vão surgir e a geografia do handebol certamente vai mudar, porque grandes escolas vão ressurgir. Faltava oportunidade de intercâmbio e agora estamos tendo. Acredito que em médio prazo já estaremos medindo forças com as melhores equipes do Sul e Sudeste do País”, opinou.

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A edição 2016 da Liga Nacional também pode estimular atleta a retornarem aos Estados de origem para atuarem perto da família. Caso da jogadora Mikarla Silva, que estava na Abluhand/Furb/FMD Blumenau (SC) e agora voltou ao Nordeste para jogar no HCP/Colégio Século (PB). “Estava desde os 14 anos no Sul do Brasil e foi muito bom voltar a ter a emoção de jogar em casa, sentir o calor da torcida e ver pessoas conhecidas nas arquibancadas”, disse a atleta, elogiando as mudanças da Liga Nacional. “Conheço meninas com muita capacidade, que não tinham a oportunidade de jogar um torneio de nível. Gostei bastante do novo modelo, porque todos vão ter oportunidade”, completou Mikarla.

Bruno Carlos, campeão mundial de handebol de areia pela Seleção Masculina, citou também que o novo formato da Liga despertou o interesse de atletas que haviam parado de jogar e, com a oportunidade, voltaram a treinar. “Desde 2011 estava jogando apenas handebol de areia, mas agora estou voltando à quadra também. Essa oportunidade que a Confederação Brasileira proporcionou da competição envolver todo o Brasil estimula os atletas voltarem a praticar a modalidade”, disse o jogador do Grêmio CIEF (PB).

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Gil Pires, atleta do Português/AESO (PE) (Anderson Stevens/Photo&Grafia)

Outro atleta da Seleção de handebol de areia, e que também defendeu a Seleção indoor, Gil Pires acrescentou sobre a revelação de novos talentos. “A mudança foi completamente positiva e só temos a ganhar com isso. Os times do Nordeste e Norte podem revelar novos atletas, que não teriam chance de jogar no Sul, e que agora podem atuar em novos centros para depois aparecerem em um possível cenário nacional”, frisou o jogador do Português/AESO e da Força Aérea Brasileira (FAB).

Matéria fornecida pela assessoria de imprensa da CBHb

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