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A Seleção Masculina de Handebol encerrou na última quarta-feira (17/08) a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio ao ser superada pela França, atual bicampeã, por 27 a 34 (16 a 16 no primeiro tempo).

Mesmo eliminada nas quartas de final, a equipe sai com saldo positivo, pois esta foi a primeira vez que chegou à etapa eliminatória e, não simplesmente passou de fase, como venceu duas grandes potências como a Polônia, medalha de bronze no último Mundial, e Alemanha, atual campeã europeia. Além disso, fez jogos equilibrados com Eslovênia e a própria França, que viu hoje a superioridade ameaçada pelo time da casa.

O central Henrique Teixeira afirma que a equipe ainda pode dar muitas alegrias ao País. “Foi um passo a mais que demos. Provamos que somos capazes de jogar com os melhores do Mundo. Eu não saio satisfeito com o jogo de hoje. Fizemos um segundo tempo muito abaixo do que somos capazes. Temos mais a dar pela Seleção. Acredito que cansamos um pouco fisicamente. A França é fisicamente a melhor do Mundo. Fica o aprendizado que seguimos crescendo e buscando coisas melhores para a Seleção e que futuramente podemos conquistar uma medalha para o Brasil.”

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O técnico da equipe, Jordi Ribera, lamentou o cruzamento com os atuais vice-campeões olímpicos nas quartas de final, mas disse que o Brasil soube levar bem a partida. “A França não era a equipe que queríamos para esse jogo. Pensávamos sempre que eles podiam ficar em primeiro do outro grupo, mas acabaram perdendo para a Croácia e cruzamos com eles. Acho que nosso time saiu muito bem em quadra, fizemos 45 minutos muito bons, em especial no primeiro tempo. Fizemos um jogo muito completo na defesa e ataque dentro do que é nosso estilo. No segundo tempo nos faltou mais tranquilidade”, analisou.

Jordi também acredita em um futuro muito promissor para o handebol masculino brasileiro, principalmente por ter em mãos um time jovem e com muito ainda pela frente. “Temos que nos sentir orgulhosos e sair com a cabeça erguida pelos jogos que fizemos. Em linhas gerais, para nós foi espetacular. Saímos fortalecidos. Mostramos a cara em todos os jogos. Temos uma equipe jovem, que pode chegar tranquilamente a quase duas Olimpíadas. Se hoje foram capazes de fazer o que fizeram aqui, o que não serão capazes de fazer com três ou quatro anos mais?”, indagou o treinador espanhol.

Para ele, outro ponto positivo foi jogar dentro de casa, sempre com o apoio da torcida, que apoiou o handebol do início ao fim da participação brasileira. “O público foi sempre um jogador a mais. Fez a diferença em muita momentos e isso é muito bom.”

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