(Da assessoria da CBHb)
O handebol parece mesmo estar no sangue da família do goleiro Maik Santos. Uma referência na posição dentro das quadras no Brasil e no Mundo, o defensor da Seleção Brasileira, tem um grande histórico familiar na modalidade, afinal, é irmão do também goleiro Marcão e marido da ex-capitã e central da Seleção Feminina, Lucila Vianna.

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Maik e sua esposa Lucila (Foto: Arquivo)

A integrante da nova geração da família, Giulia de Pieri Santos, levanta um velho clichê, mas neste caso, realmente, ‘filha de peixe, peixinho é’. A jovem de 17 anos tem seguido os passos do pai e já veste as cores do País. Integrante da Seleção Juvenil, o próximo objetivo dela é fazer parte do grupo que irá defender o Brasil no Mundial da Eslováquia, que será disputado de 19 a 31 de julho.

Apesar de ter ficado de fora do grupo que conquistou o Pan-Americano da categoria, em abril, no Chile, Giulia já foi convocada para quatro fases de treinamentos com a equipe Juvenil no ano. Com o objetivo de seguir no handebol, ela tem o pai e o tio como espelhos. “Vivo o handebol o tempo inteiro. Meu pai, minha mãe, meus tios, a esposa do meu pai, todos estão envolvidos com o handebol. Na família, um ajuda o outro e acabo recebendo muitos conselhos. Meus espelhos são meu pai (Maik) e meu tio (Marcão), porque eles chegaram ao topo de uma Seleção e esse é o meu objetivo hoje”, disse.

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Giulia Santos, armadora esquerda (Divulgação)

Com 35 anos, além de espelho, o experiente goleiro é o grande conselheiro da filha nesse primeiro contato com a Seleção Juvenil. “Sempre a incentivo tentando fazer com ela melhore cada vez mais, mas sem se sobrecarregar. Falo para a Giulia corrigir alguns detalhes, porque sei que pode evoluir. Agora cabe a ela buscar as informações e fazer o que os técnicos pedirem. Sempre a incentivo a acreditar no potencial dela”, afirmou Maik, comentando como é ser um exemplo para a filha, que apesar de ter o pai e o tio como ídolos, não seguiu o caminho do gol e joga na armação. “Acho até um pouco natural servir como exemplo, já que o handebol é a minha vida. Fico feliz por ela se espelhar em mim e no Marcão. Tudo o que conquistamos foi devido ao handebol. O esporte moldou o nosso caráter, nos trouxe conquistas pessoais, melhorou a nossa condição financeira. Sempre tentamos passar para ela o valor do esporte e tudo o que ele pode proporcionar, mas sem perder a humildade”, completou.

Com toda a família envolvida no handebol, Giulia recebeu uma influência natural e começou a praticar o esporte logo cedo. “Comecei com oito anos, mas sempre tive a noção desde muito pequena de como era o esporte por conta da família ser muito envolvida. O início foi na escola e depois passei por alguns clubes. Em 2013 comecei a jogar pela Metodista e este ano estou na equipe de Jundiaí”, declarou.

Hoje, de volta ao grupo da Seleção Juvenil após ficar de fora do Pan-Americano do Chile, o objetivo de Giulia é continuar sendo convocada para estar na equipe que vai ao Mundial da Eslováquia. Já Maik, que defende o País na equipe principal masculina, torce para que a filha esteja na lista do técnico Cristiano Rocha e participe do primeiro campeonato fora do Brasil na carreira. “Eu e toda a família estamos na torcida. Existem meninas muito boas na posição dela, mas a Giulia cresceu bastante. Ela tem uma boa estatura para o esporte e um arremesso forte. Se for convocada será muito legal vê-la ajudando a Seleção” finalizou Maik.

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