Duda Amorim, de volta à seleção (Foto Arquivo)

Duda Amorim, de volta à seleção (Foto Arquivo)

As campeãs mundiais Eduarda Amorim, a Duda, e Fabiana Diniz, a Dara, estão de volta à Seleção Feminina de Handebol depois de ficarem de fora da conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho.

Na época, Duda estava em final de recuperação após o rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e Dara foi diagnosticada com trombose venosa na perna esquerda semanas antes do torneio continental. Agora, recuperadas, as duas foram convocadas novamente pelo técnico da Seleção Feminina, Morten Soubak, e embarcam para a Espanha no dia 3 de outubro, para fase de treinamentos na ilha de Fuerteventura, no arquipélago das Canárias, até o dia 12. O objetivo do encontro é treinar a equipe para o Mundial da Dinamarca, em dezembro, quando o Brasil defende o título da competição.

“Ficar fora dos Jogos Pan-Americanos foi bem difícil para mim. Teria sido a minha quarta participação. Acompanhei os jogos pela televisão e as meninas me fizeram sentir parte do grupo. Mesmo estando longe, elas foram muito companheiras. Me senti o tempo todo com elas e isso diminuiu a dor de não estar lá e aumentou a vontade de voltar às quadras ainda mais rápido. Então nesse tempo fiquei focada na minha recuperação. Foi muito ruim ficar longe do grupo. Agora já estou treinando pelo clube e pouco a pouco recuperando a minha confiança”, afirmou Dara, ressaltando a vontade de vestir a camisa verde e amarela.

“Vestir a camisa da Seleção me motiva no dia a dia e ser convocada me dá um gás extra. Jogar pela Seleção é minha vida. Não vejo a hora de rever as meninas. Quero estar no grupo, trabalhar forte e desfrutar do que mais amo: jogar handebol representando o meu País”, declarou a capitã da Seleção Feminina.

Já Duda, eleita pela Federação Internacional de Handebol (IHF) a melhor jogadora do Mundo em 2014, apesar de já estar recuperada, ainda está voltando às quadras aos poucos, devido à gravidade da lesão no joelho e por um problema muscular no meio do caminho. “Fico feliz por estar de volta. Vou tentar me reintegrar, mas acredito que não vou poder jogar muito. Durante a minha longa recuperação, tive uma lesão muscular e isso atrasou o meu retorno. Por enquanto estou jogando só na defesa, mas nas próximas semanas espero estar em melhores condições. Esse é o meu objetivo no momento”, explicou.

A jogadora do Györ Audi ETO, da Hungria, destacou também que espera uma grande fase de treinamentos na Espanha. “Será uma fase positiva para a nossa Seleção. Teremos treinamentos fortes para testar o grupo antes do Mundial da Dinamarca. É o momento de todo mundo dar o máximo e mostrar o que pode fazer”, frisou.

Fabiana Diniz, a Dara, capitã da seleção brasileira (Foto Arquivo)

Fabiana Diniz, a Dara, capitã da seleção brasileira (Foto Arquivo)

Já a capitã Dara reforçou a importância dos treinos em conjunto com a Suécia. “Será bom treinar com a Suécia, pois é uma Seleção que está muito forte e é um adversário que pode cruzar o nosso caminho no Mundial. Já tivemos a oportunidade de fazer amistosos com elas e deu para ver que serão rivais complicadas. Não será fácil, fisicamente elas estão muito bem. Será uma troca de experiências para medir o nosso nível e ver no que podemos melhorar”, analisou a pivô, que atua no Bietigheim, da Alemanha.

Além disso, a capitã da Seleção destacou a presença das duas caras novas na convocação: as armadoras Bruna de Paula, do São José (SP) e Tainara Luna, da Metodista/São Bernardo (SP). “Espero que elas aproveitem a oportunidade, façam o que vêm apresentando nos clubes delas, cheguem tranquilas e desfrutem de estar na Seleção Adulta, que é o sonho de todo atleta. Agora que elas chegaram na Seleção principal, têm que ocupar pouco a pouco o espaço e trazer esse gás novo, com muita vontade. Espero que elas façam uma boa fase e cheguem para somar. Vamos ajudar muito para que elas se encaixem da melhor maneira possível”, finalizou.

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