Maior vontade da capitã é voltar à Seleção (Alexandre Loureiro/Photo&Grafia)

Maior vontade da capitã é voltar à Seleção (Alexandre Loureiro/Photo&Grafia)

Totalmente recuperada da trombose venosa profunda na perna esquerda que sofreu no fim de junho, a capitã da Seleção Feminina de Handebol, Fabiana Diniz, a Dara, já deu início a um novo ciclo. A paulista de Guaratinguetá se transferiu nesta temporada para o clube alemão Bietigheim e já está a todo vapor, inclusive treinando. Mas, a vontade de voltar à Seleção é o que move a pivô neste momento.

Já na Alemanha, Dara está passando pelo processo de adaptação ao novo clube, depois de deixar o francês Nantes Loire Atlantique Handball. “Já posso treinar normalmente. Estou na Alemanha há mais de 15 dias e voltei a treinar. Estou muito feliz”, comemorou a pivô. “A recepção no clube foi bem legal. Existe, claro, a dificuldade do idioma, mas as outras meninas da equipe estão me ajudando muito e tem sido menos difícil a adaptação. Até já viajei com a equipe para uma semana de pré-temporada na França”, contou.

Detectar a trombose foi um grande susto nunca imaginado antes pela atleta que há muitos anos faz parte da elite do esporte no País. Por conta do diagnóstico, Dara teve que ficar de fora da disputa dos Jogos Pan-Americanos e isso foi extremamente doloroso, mas agora, só quer saber de seguir em frente e dar o melhor de si nas quadras.

“Fiz os exames e deu tudo certo. Os resultados foram bem favoráveis e segundo o médico, estou 100% bem. Ter passado por isso serviu de aprendizado para tudo na minha vida. Valorizar cada segundo, cada oportunidade que a vida dá, porque pode ser a única. O fato de que talvez não pudesse voltar a jogar me fez querer desfrutar cada segundo da minha vida como atleta como se fosse o último”, desabafou a capitã.

Durante o período de recuperação, quando seguiu à risca as recomendações médicas, Dara teve total apoio da família, dos amigos e da comissão técnica da Seleção Brasileira.

“Agradeço muito a minha mãe, meu marido, família, amigos e fãs que estiveram 200% comigo, sempre me motivando. Tenho também muito a agradecer à CBHb (Confederação Brasileira de Handebol), meu médico dr. William e dra. Pauline Bittencourt da Seleção. Eles foram fantásticos. Ao meu clube, que se preocupou o tempo todo e esteve apoiando e torcendo pela minha recuperação, sempre preocupado com minha saúde e um agradecimento muito especial às meninas da Seleção, que me fizeram sentir toda a emoção dos Jogos Pan-Americanos mesmo estando longe. Elas são demais. Não tenho nem palavras para expressar o carinho de cada uma, e principalmente, a Deus por sempre me livrar de todo mal. Mesmo que as vezes eu não entenda, Ele sempre sabe o que faz.”

No ano em que o Brasil defende o título mundial conquistado em 2013 na Sérvia, Dara quer voltar o quanto antes ao trabalho com o grupo. “Desejo voltar à Seleção. Espero ser chamada, porque para mim, esse tempo foi muito duro e serviu para ter mais certeza que o que mais amo e o que mais me faz feliz é vestir a camisa verde e amarela”, afirmou Dara.

Anúncios