2390__TEF0944A seleção francesa masculina de handebol escreveu mais um belo capítulo de sua história na modalidade. Na tarde deste domingo, 01/02, a França venceu o Catar, por 25 a 22, pela final do Mundial Masculino, e se tornou a única equipe com cinco títulos da principal competição deste esporte. De quebra, os europeus levantaram o troféu de maneira invicta.

Por outro lado, o handebol tem agora um “estranho no ninho”. Pela primeira vez, uma equipe não europeia conquistou uma medalha no Mundial masculino, com a prata do Catar. Suécia e Romênia ficam na segunda posição na lista dos maiores campeões mundiais, com quatro títulos cada.

Para conquistar o feito, a atual bicampeã olímpica precisou enfrentar a Arena de Lusail, no Catar, com mais de 15 mil torcedores empurrando a equipe casa, que contou com nove jogadores naturalizados e com o técnico espanhol Valero Rivera – campeão mundial com a Espanha, em 2013 – para comandar a seleção do Oriente Médio.

2390_BG6R9115O emir Tamim bin Hamad Al Thani tratou de investir para montar uma equipe capaz de, ao menos, interromper o domínio europeu no Mundial masculino. O Catar conseguiu naturalizar nove jogadores para defender sua a seleção: Eldar Memisevic, da Bósnia, e Hassan Mabrouk, do Egito, Rafael Capote, de Cuba, o tunísio Youssef Benali, o sérvio Zarko Markovic, o bósnio Danijel Saric, o montenegrino Goran Stojanovic, o francês Bertrand Roiné, o espanhol Borja Vidal. Apenas cinco atletas são originários do país árabe.

Além de colocar a França no degrau mais alto do handebol mundial, o pentacampeonato também serviu para assegurar o país no torneio dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

O jogo
A equipe da casa manteve a igualdade no placar por pouco tempo. Logo, a França, liderada por Nikola Karabatic, abriu 4 a 2 e depois disparou à frente. Com uma defesa bem posicionada e desperdiçando poucos ataques, a seleção europeia abriu 9 a 5 após 15 minutos do primeiro tempo, levando o técnico espanhol Valero Rivera pedir tempo para dar uma sonora bronca em seus comandados.

2390_BG6R9160Não funcionou muito bem, porque os franceses esticaram ainda mais a vantagem e chegaram a liderar por 13 a 7. Então, nos últimos cinco minutos da etapa inicial, o time multicultural catariano se acalmou em quadra, arrumou a defesa e começou a responder com gols. Após ficar seis tentos atrás, a representação do Oriente Médio diminui a desvantagem em 50% e o primeiro tempo terminou em 14 a 11 para a França.

O segundo tempo começou e a França apostou no jogo defensivo para segurar o resultado. No entanto, o time europeu levou um susto nos minutos iniciais com dois gols do Catar, tendo apenas um tento de vantagem. Os mandantes até tiveram a chance de deixar tudo igual, mas foram barrados pelo goleiro francês Thierry Omeyer. A tetracampeã, então, acordou, foi para cima e reconquistou a vantagem de três gols (17 a 14).

Impulsionados pela torcida que lotou a Arena Lusail, os atletas do Catar continuaram com uma forte marcação e voltaram a encostar no placar, em 20 a 19, faltando apenas 15 minutos para o fim da decisão.

2390_BG6R9275 (1)A defesa passou a ser o principal objetivo da França, o que travou o jogo e diminuiu a quantidade dos gols marcados por ambos os lados. A 10 minutos do fim, o placar apontava uma vantagem de apenas dois tentos aos europeus (22 a 20).

Com uma marcação muito forte e incríveis defesas de Omeyer, a França ainda aumentou a vantagem para três tentos (25 a 22) e fez a festa na quadra da Arena Lusail, em pleno Catar.

Disputa do Bronze

Polônia e Espanha travaram uma incrível batalha pela medalha de bronze, disputada também na Arena de Lusail. Após um empate por 24 a 24 no tempo regulamentar, o time do Leste Europeu foi melhor na prorrogação e acabou vencendo por 29 a 28.

Vice-campeã em 2007, a Polônia conquistou pela terceira vez a medalha de bronze, levada também em 1982, na Alemanha, e em 2009, na Croácia.

Reproduzido do Gazetaesportiva.net

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