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No último dia 29 de dezembro, o Esporte Espetacular, tradicional programa esportivo da TV Globo, veiculou uma entrevista com a armadora Eduarda Amorim, a Duda.

A craque da Seleção Brasileira Feminina de Handebol, eleita melhor jogadora do último Mundial, vencido pelo Brasil, falou da alegria de conquistar o título inédito para o Brasil e do grande momento que vem passando.

Clique aqui e assista a entrevista completa.

 

Alexandra Nascimento, vice-artilheira do Mundial com 54 gols

Alexandra Nascimento, vice-artilheira do Mundial com 54 gols

O Brasil, além de ter conquistado o inédito e histórico título, figurou com quatro jogadoras no Top 20 de artilheiras no Mundial Feminino de Handebol, encerrado ontem na Sérvia.

Alexandra Nascimento, ponta -direita que foi eleita melhor jogadora do mundo em 2012 (título que ainda está em vigência, já que a próxima vencedora será anunciada somente em janeiro 2014) foi a maior goleadora do Brasil. Em 9 jogos disputados, Alexandra anotou 54 gols em 81 tentativas ao gol, eficiência de 67%.

A artilheira geral do Mundial foi Susann Müller, da Alemanha, com 62 gols.

Ana Paula, Duda e Fernanda também figuram no Top 20 de artilheiras.

Confira:
1ª- Susann Müller – 62 gols
2ª Alexandra Nascimento – 54 gols
9ª Ana Paula – 39 gols
13ª Duda Amorim – 34 gols
14ª Fernanda – 34 gols

212188_373152_img_1036A qualidade de imagem não é das melhores, a narração é em espanhol, mas vale como registro mais recente do jogo que mudará a história do Handebol brasileiro.

Assista abaixo a final do Mundial Feminino 2013, onde o Brasil bateu as donas da casa, Sérvia, em plena arena de Belgrado, por 22 a 20, e levantou pela primeira vez o título de campeão mundial de handebol.

O video está em duas partes.


Duda, armadora do Brasil, escolhida como melhor jogadora do Mundial Feminino de Handebol deste ano

Duda, armadora do Brasil, escolhida como melhor jogadora do Mundial Feminino de Handebol deste ano

Ontem, antes mesmo do encerramento da final em que o Brasil bateu a Sérvia por 22 a 20 e conquistou o título Mundial de Handebol Feminino, a organização do torneio divulgou a lista da Seleção do Campeonato.

O Brasil teve duas atletas entre as premiadas. A armadora Duda Amorim foi escolhida a MVP (jogadora mais valiosa do campeonato), o que pode ser considerado também como um prêmio de melhor atleta do torneio.

A goleira Bárbara Arenhart, a Babi, também entrou para a seleção do Mundial.

Uma cornetada na Federação Internacional de Handebol: um time tão “redondo” quanto o do Brasil, merecia ter mais jogadoras na seleção do campeonato.

Confira a lista completa das premiadas:

MVP – Eduarda Amorim (Brasil)
Goleira: Bárbara Arenhart (Brasil)
Ponta esquerda: Maria Fisker (Dinamarca)
Armadora esquerda: Sanja Damnjanovic (Sérvia)
Central: Anita Görbicz (Hungria)
Armadora direita: Susann Müller (Alemanha)
Ponta direita: Sun Hee Woo (Coreia)
Pivô: Dragana Cvijic (Sérvia)

212188_373148_img_1013_1União. A palavra que já colocou muitas equipes no pódio é a que melhor descreve as razões pela qual o Brasil conquistou a primeira medalha em Mundiais na história do handebol, neste domingo (22). O que se viu no pódio em Belgrado, capital da Sérvia, foi uma equipe concisa e que lutou junta do início ao fim pela conquista de um sonho. Com uma histórica vitória contra as donas da casa, por 22 a 20 (13 a 11 no primeiro tempo), o País escreveu seu nome entre as grandes potências da modalidade e foi o primeiro das Américas a conseguir este feito. A Dinamarca ficou com o bronze, depois de virar o placar contra a Polônia, para fechar o jogo em 30 a 26 (12 a 15).

A Arena Kombank, palco da decisão, tinha quase 20 mil pessoas nas arquibancadas, mas no Brasil, a repercussão da campanha brasileira foi tanta, que milhões de pessoas estavam acompanhando as transmissões e também pela internet. No ginásio, a torcida ensurdecia a cada gol da Sérvia e fazia muita pressão no ataque brasileiro. Nada adiantou, pois esse era o dia das brasileiras em quadra. Sem demonstrar nervosismo, as atletas foram calmas e maduras nos momentos de decisão.
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Fernanda abriu o placar pela ponta esquerda. Já nos primeiros contra-ataques sérvios, Babi defendeu três bolas perigosas. Do outro lado, a defesa da Sérvia também voltou a funcionar e a goleira Jovana Risovic fechou o gol, facilitando o contra-ataque das adversárias, que acabaram passando à frente com cerca de dez minutos de jogo. Depois de muito tempo com o marcador equilibrado e um gol para cada lado, o Brasil conseguiu voltou à liderança e, com uma cobrança de sete metros de Alexandra Nascimento, recuperou os dois gols de vantagem.

As brasileiras voltaram muito bem para o segundo tempo e chegaram a abrir cinco gols, mas a Sérvia reagiu e voltou a encostar, principalmente com ataques da armadora Sanja Damnjanovic. O restante do jogo foi uma guerra e quem errava menos levava vantagem. Quando conseguiu passar dois gols à frente, o Brasil passou a controlar a partida sem muitas dificuldades. Mesmo com a pressão sérvia, seguiram tranquilas até terminar com a vitória. Os gritos e choro em quadra calaram toda a torcida das donas da casa.

Ana Paula, central foi peça primordial no título brasileiro

Ana Paula, central foi peça primordial no título brasileiro

O Brasil fez uma campanha impecável até a conquista dessa medalha. Este ano, a equipe disputou 19 jogos, entre oficiais e amistosos, e perdeu apenas dois deles. Na competição, terminou a primeira fase invicto, com vitórias sobre Argélia, China, Sérvia, Japão e Dinamarca. A chave era considerada uma das mais difíceis do Mundial, tanto é que três dos semifinalistas faziam parte deste grupo B. Nas oitavas de final, eliminou a Holanda, nas quartas derrotou a Hungria e nas semifinais passou novamente pela Dinamarca.
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O técnico Morten Soubak destacou novamente o empenho e dedicação de toda a equipe. “Estou muito feliz e orgulhoso. Tinha dito antes que queria colocar uma medalha no peito delas. Esse era o meu sonho. Estávamos trabalhando para realizar esse sonho e conseguimos. Estou orgulhoso do trabalho que foi feito e como foi feito. A dedicação que as meninas mostraram, não tenho palavras para descrever. É uma coisa sem explicação. Dá para escrever um livro. Muito Países não acreditavam que podíamos chegar até lá. Agora mostramos com autoridade a todo mundo que somos capazes.”

CONFIRA GALERIA COMPLETA DE IMAGENS DA CONQUISTA BRASILEIRA EM BELGRADO (fotos Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

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Para a capitã, Fabiana Diniz, a Dara, esse é o início de um novo tempo para a modalidade no País. “Esse título para nós é o início de uma geração de conquistas do Brasil pelo Mundo. Conseguimos crescer dentro da competição e mostrar em quadra o que é vestir essa camisa do Brasil. Sabíamos que tinha muita gente acreditando em nós. Nós não duvidamos nunca, mas sempre estivemos com o pé no chão, mostrando dentro de quadra.”

A paulista de Guaratinguetá (SP) completou dizendo que a festa vai durar muito tempo. “Hoje, quando entramos, eu disse para as meninas imaginarem o ginásio ouvindo o nosso hino. Agora vamos disfrutar a vitória, celebrar o máximo que a gente puder. Foi merecido.”

CLIQUE AQUI E ASSISTA VIDEO COM OS MELHORES MOMENTOS DA VITÓRIA BRASILEIRA

A armadora Eduarda Amorim, a Duda, foi eleita a melhor atleta de toda a competição, desbancando algumas favoritas, com uma defesa excepcional e um ataque bastante eficiente, mostrando que é uma atleta completa. “Quando zerou o cronômetro, sai toda aquela pressão. É uma satisfação enorme por um trabalho bem feito. É uma sorte muito grande ter uma medalha em uma carreira tão curta como é a nossa. Somos merecedoras. Sei o quanto todo mundo trabalha para isso.”
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A goleira Bárbara Arenhart, a Babi, foi eleita a melhor em sua posição no campeonato. “Não sei nem o que dizer. Só estou feliz demais e só quero abraçar minha família agora. Eu não imagino a mobilização no Brasil, porque nem a gente acredita ainda. Prêmio individual para mim não é importante. O que importa é essa medalha”, disse, ao final do jogo, muito emocionada.

Outro destaque individual foi a ponta direita Alexandra Nascimento, que terminou como segunda na artilharia do campeonato, com 54 gols. A primeira foi a alemã Susann Müller, com 62.

O presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), Manoel Luiz Oliveira, frisa a importância desse título para a modalidade no cenário internacional. “Esse título significa algo fantástico, que já estávamos esperando há algum tempo. Estávamos a cada dia que passava nos aproximando. Era para ter acontecido no Brasil em 2011. Por fim, aconteceu aqui. Estamos focados na nossa preparação e contando com um apoio muito grande dos nossos patrocinadores, os Correios e o Banco do Brasil, e do Ministério do Esporte. Temos um ciclo olímpico pela frente e toda a preparação visa a conquista da nossa primeira medalha em uma Olimpíada, em 2016. Estou muito feliz. Esta é a segunda vez que um País não Europeu conquista um Mundial Adulto Feminino. O primeiro foi a Coreia em um passado muito distante. Então, o Brasil, definitivamente marcou seu nome na história”, comemorou.

Todos os jogos do Brasil no Mundial:
1ª fase
Brasil 36 x 20 Argélia
China 21 x 34 Brasil
Brasil 25 x 23 Sérvia
Brasil 24 x 20 Japão
Dinamarca 18×23 Brasil

Oitavas de final
Brasil 29 x 23 Holanda

Quartas de final
Brasil 33 x 31 Hungria

Semifinais
Brasil 27 x 21 Dinamarca

Final
Brasil 22 x 20 Sérvia

Seleção Brasileira Feminina de Handebol

Goleiras – Bárbara Arenhart (Hypo Nö – Áustria) e Mayssa Pessoa (HK Dínamo Volgograd – Rússia).

Armadoras – Amanda Claudino de Andrade (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC), Deonise Fachinello Cavaleiro (Hypo Nö – Áustria), Eduarda Amorim (Gyori Audi ETO – Hungria) e Karoline Helena de Souza (Team Tvis Holstebro – Dinamarca).

Centrais – Ana Paula Rodrigues Belo (Hypo Nö – Áustria), Deborah Hannah Pontes Nunes (Metodista/São Bernardo-SP e Mayara Fier de Moura.

Pontas – Alexandra Priscila do Nascimento (Hypo Nö – Áustria), Fernanda França da Silva (Hypo Nö – Áustria), Samyra Pereira da Silva Rocha (Mios Biganos Handball – França) e Mariana Costa (Team Vendyssel – Dinamarca).

Pivôs – Daniela de Oliveira Piedade (Rokometni Klub Krim – Eslovênia), Elaine Gomes Barbosa (Força Atlética-GO) e Fabiana Carvalho Diniz (Hypo Nö – Áustria).

Comissão técnica

Técnico: Morten Soubak
Assistente técnico: Alex Aprile
Supervisora: Rita Orsi
Médico: Leandro Gregorut Lima
Fisioterapeuta: Marina Gonçalves Calister
Nutricionista: Júlia do Valle Bargieri
Psicóloga: Alessandra Dutra
Massoterapeuta: Aparecida da Rocha Pereira Alves

Dara, capitã da seleção comemora classificação histórica para a final do Mundial

Dara, capitã da seleção comemora classificação histórica para a final do Mundial

A Seleção Brasileira de Handebol já tem mil motivos para celebrar. Nesta sexta-feria (22), a equipe marcou seu nome na história da modalidade, com uma vitória fantástica sobre a Dinamarca pelas semifinais do Campeonato Mundial da Sérvia. Isso significa, que o grupo já tem garantida uma medalha de prata inédita e, para levantar o troféu de campeão, sstem que subir mais um degrau. Para isso, precisa vencer a Sérvia, na grande final de domingo. Diante da Dinamarca, uma equipe de enorme tradição, o time brasileiro fechou o placar em  27 a 21 (14 a 10 no primeiro tempo).

Com uma brilhante atuação da defesa e com o gol fechado por Bárbara Arenhart, a equipe conseguiu se sair melhor do que contra a Hungria pelas quartas de final, quando fez um jogo dramático e garantiu a classificação. O bloqueio brasileiro funcionou desde o início e com contra-ataques rápidos, o time abriu uma vantagem de três gols nos primeiros minutos do jogo. A Dinamarca teve dificuldade em passar pela defesa brasileira, mas se aproveitou de alguns erros de passe da Seleção para imprimir um ataque rápido e encostar em dois gols. Já no final do primeiro tempo, as bolas brasileiras voltaram a entrar, principalmente pelo centro e a equipe voltou a abrir quatro gols. Logo no início do segundo tempo, o Brasil abriu seis gols, com contra-ataques fortes e seguiu com esse ritmo forte, sem deixar as adversárias chegarem muito perto. Mesmo com a bola não entrando em vários momentos, a Seleção Nacional soube manter a calma e o equilíbrio para ser soberana em quadra, sem dar chances das dinamarqueses apresentarem um perigo tão grande que tirasse a vitória do Brasil.

Duda Amorim, armadora do Brasil

Duda Amorim, armadora do Brasil

A equipe chega até a final invicta, com uma campanha histórica e triunfos sobre adversários considerados grandes potências da modalidade. Na fase de grupo, passou pela Argélia, China, Sérvia. Japão e pela própria Dinamarca. Tudo isso, mostra o potencial da equipe para a conquista da medalha inédita. “Estamos imensamente felizes. Mas, acima de tudo orgulhosos desse jogo e de todo o campeonato. Para nós, já era uma grande coisa estar na semifinal e ainda mais na final. Esse  é um grande passo para o handebol brasileiro.  É sensacional termos uma equipe brasileira na final do Mundial. Ainda nao estou acreditando”, disse o técnico Morten Soubak, visivelmente emocionado.

O dinamarquês, que está à frente da Seleção Brasileira desde 2009, destacou o grande trabalho em equipe que tem sido feito. “Mais uma vez, dou parabéns para as meninas pela dedicação, disciplina e pelo apoio que dão umas às outras. Hoje, em alguns momentos não conseguimos fazer gols, mas conseguimos defender. A palavra chave foi se defender. Estamos melhorando muito nesse aspecto nos últimos anos.”

CONFIRA GALERIA DE IMAGENS DA VITÓRIA DO BRASIL QUE GARANTIU VAGA NA GRANDE FINAL DO MUNDIAL (Fotos Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

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A grande conquista tem de ser comemorada hoje, segundo o treinador, porque amanhã, a ordem é pensar na grande final. “Esperamos muita pressão e já vimos isso antes no primeiro jogo contra a Sérvia, quando vencemos durante a primeira fase. Tenho  erteza que haverá uma fantástica atmosfera para essa final. Estamos contentes de estar nela. Pela primeira vez na minha vida vi tantos espectadores para um Mundial feminino. É claro que vamos tentar fazer o máximo possivel, mas sabemos que o jogo em Nis não foi nada do que esperaremos para o domingo”, finalizou, lembrando que na primeira fase o Brasil passou pela Sérvia por 25 a 23, no confronto mais difícil da etapa classificatória.

A central Ana Paula Rodrigues tem sido uma das jogadoras mais importantes em quadra durante a competição, pois além de armar jogadas, coloca a bola no gol muitas vezes nas partidas, desestabilizando a defesa adversária. Para ela, a união foi o que fez a diferença hoje. “Acho que a união foi muito importante para o nosso trabalho. Sabíamos que hoje seria um jogo importante e que iria fazer muita diferença na nossa história. O Brasil não tem tanta tradição no handebol quanto muitos países aqui e tínhamos que conquistar isso pouco a pouco. Fizemos isso desde o começo até o final desse campeonato.”

O técnico da Dinamarca Jan Pytlick destacou a qualidade da equipe brasileira. “Elas jogaram muito bem. Foram o melhor time em quadra hoje desde o inicio. Nós cometemos muitos erros. Tentamos e tentemos, mas não foi possível. Mereciam estar na final”, encerrou.

Gols do Brasil – Alexandra (7), Ana Paula (5), Deonise (4), Daniela (4), Duda (3), Samira (2), Dara (1) e Mayara (1).

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Caros amigos que acessam o blog Handebol Taubaté. Estarei com acesso restrito à internet hoje a noite e amanhã também, por isso não garanto que poderei atualizar devidamente o blog com o pós-jogo das atrações de hoje: semifinal do Mundial Feminino, e final da Liga Nacional.

De qualquer forma, fiquem atentos aos sites:

www.esporteinterativo.com.br

www.globoesporte.com

Eles estão com uma cobertura muito boa, e praticamente em tempo real divulgam as notícias. No Globoesporte tem inclusive placar em tempo real, para quem não tem Esporte Interativo.

Outra opção é ver Brasil x Dinamarca pela internet, no link: http://www.sportlemon.tv/20131219/vv52b324422eae55.66711158-709251.html

O quanto antes voltarei a atualizar este blog com fotos, videos e as notícias do handebol nacional.

Boa sorte Brasil, boa sorte Taubaté Handebol, valeu!

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