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Duda, armadora do Brasil, escolhida como melhor jogadora do Mundial Feminino de Handebol deste ano

Duda, armadora do Brasil, escolhida como melhor jogadora do Mundial Feminino de Handebol deste ano

Ontem, antes mesmo do encerramento da final em que o Brasil bateu a Sérvia por 22 a 20 e conquistou o título Mundial de Handebol Feminino, a organização do torneio divulgou a lista da Seleção do Campeonato.

O Brasil teve duas atletas entre as premiadas. A armadora Duda Amorim foi escolhida a MVP (jogadora mais valiosa do campeonato), o que pode ser considerado também como um prêmio de melhor atleta do torneio.

A goleira Bárbara Arenhart, a Babi, também entrou para a seleção do Mundial.

Uma cornetada na Federação Internacional de Handebol: um time tão “redondo” quanto o do Brasil, merecia ter mais jogadoras na seleção do campeonato.

Confira a lista completa das premiadas:

MVP – Eduarda Amorim (Brasil)
Goleira: Bárbara Arenhart (Brasil)
Ponta esquerda: Maria Fisker (Dinamarca)
Armadora esquerda: Sanja Damnjanovic (Sérvia)
Central: Anita Görbicz (Hungria)
Armadora direita: Susann Müller (Alemanha)
Ponta direita: Sun Hee Woo (Coreia)
Pivô: Dragana Cvijic (Sérvia)

212188_373148_img_1013_1União. A palavra que já colocou muitas equipes no pódio é a que melhor descreve as razões pela qual o Brasil conquistou a primeira medalha em Mundiais na história do handebol, neste domingo (22). O que se viu no pódio em Belgrado, capital da Sérvia, foi uma equipe concisa e que lutou junta do início ao fim pela conquista de um sonho. Com uma histórica vitória contra as donas da casa, por 22 a 20 (13 a 11 no primeiro tempo), o País escreveu seu nome entre as grandes potências da modalidade e foi o primeiro das Américas a conseguir este feito. A Dinamarca ficou com o bronze, depois de virar o placar contra a Polônia, para fechar o jogo em 30 a 26 (12 a 15).

A Arena Kombank, palco da decisão, tinha quase 20 mil pessoas nas arquibancadas, mas no Brasil, a repercussão da campanha brasileira foi tanta, que milhões de pessoas estavam acompanhando as transmissões e também pela internet. No ginásio, a torcida ensurdecia a cada gol da Sérvia e fazia muita pressão no ataque brasileiro. Nada adiantou, pois esse era o dia das brasileiras em quadra. Sem demonstrar nervosismo, as atletas foram calmas e maduras nos momentos de decisão.
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Fernanda abriu o placar pela ponta esquerda. Já nos primeiros contra-ataques sérvios, Babi defendeu três bolas perigosas. Do outro lado, a defesa da Sérvia também voltou a funcionar e a goleira Jovana Risovic fechou o gol, facilitando o contra-ataque das adversárias, que acabaram passando à frente com cerca de dez minutos de jogo. Depois de muito tempo com o marcador equilibrado e um gol para cada lado, o Brasil conseguiu voltou à liderança e, com uma cobrança de sete metros de Alexandra Nascimento, recuperou os dois gols de vantagem.

As brasileiras voltaram muito bem para o segundo tempo e chegaram a abrir cinco gols, mas a Sérvia reagiu e voltou a encostar, principalmente com ataques da armadora Sanja Damnjanovic. O restante do jogo foi uma guerra e quem errava menos levava vantagem. Quando conseguiu passar dois gols à frente, o Brasil passou a controlar a partida sem muitas dificuldades. Mesmo com a pressão sérvia, seguiram tranquilas até terminar com a vitória. Os gritos e choro em quadra calaram toda a torcida das donas da casa.

Ana Paula, central foi peça primordial no título brasileiro

Ana Paula, central foi peça primordial no título brasileiro

O Brasil fez uma campanha impecável até a conquista dessa medalha. Este ano, a equipe disputou 19 jogos, entre oficiais e amistosos, e perdeu apenas dois deles. Na competição, terminou a primeira fase invicto, com vitórias sobre Argélia, China, Sérvia, Japão e Dinamarca. A chave era considerada uma das mais difíceis do Mundial, tanto é que três dos semifinalistas faziam parte deste grupo B. Nas oitavas de final, eliminou a Holanda, nas quartas derrotou a Hungria e nas semifinais passou novamente pela Dinamarca.
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O técnico Morten Soubak destacou novamente o empenho e dedicação de toda a equipe. “Estou muito feliz e orgulhoso. Tinha dito antes que queria colocar uma medalha no peito delas. Esse era o meu sonho. Estávamos trabalhando para realizar esse sonho e conseguimos. Estou orgulhoso do trabalho que foi feito e como foi feito. A dedicação que as meninas mostraram, não tenho palavras para descrever. É uma coisa sem explicação. Dá para escrever um livro. Muito Países não acreditavam que podíamos chegar até lá. Agora mostramos com autoridade a todo mundo que somos capazes.”

CONFIRA GALERIA COMPLETA DE IMAGENS DA CONQUISTA BRASILEIRA EM BELGRADO (fotos Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

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Para a capitã, Fabiana Diniz, a Dara, esse é o início de um novo tempo para a modalidade no País. “Esse título para nós é o início de uma geração de conquistas do Brasil pelo Mundo. Conseguimos crescer dentro da competição e mostrar em quadra o que é vestir essa camisa do Brasil. Sabíamos que tinha muita gente acreditando em nós. Nós não duvidamos nunca, mas sempre estivemos com o pé no chão, mostrando dentro de quadra.”

A paulista de Guaratinguetá (SP) completou dizendo que a festa vai durar muito tempo. “Hoje, quando entramos, eu disse para as meninas imaginarem o ginásio ouvindo o nosso hino. Agora vamos disfrutar a vitória, celebrar o máximo que a gente puder. Foi merecido.”

CLIQUE AQUI E ASSISTA VIDEO COM OS MELHORES MOMENTOS DA VITÓRIA BRASILEIRA

A armadora Eduarda Amorim, a Duda, foi eleita a melhor atleta de toda a competição, desbancando algumas favoritas, com uma defesa excepcional e um ataque bastante eficiente, mostrando que é uma atleta completa. “Quando zerou o cronômetro, sai toda aquela pressão. É uma satisfação enorme por um trabalho bem feito. É uma sorte muito grande ter uma medalha em uma carreira tão curta como é a nossa. Somos merecedoras. Sei o quanto todo mundo trabalha para isso.”
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A goleira Bárbara Arenhart, a Babi, foi eleita a melhor em sua posição no campeonato. “Não sei nem o que dizer. Só estou feliz demais e só quero abraçar minha família agora. Eu não imagino a mobilização no Brasil, porque nem a gente acredita ainda. Prêmio individual para mim não é importante. O que importa é essa medalha”, disse, ao final do jogo, muito emocionada.

Outro destaque individual foi a ponta direita Alexandra Nascimento, que terminou como segunda na artilharia do campeonato, com 54 gols. A primeira foi a alemã Susann Müller, com 62.

O presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), Manoel Luiz Oliveira, frisa a importância desse título para a modalidade no cenário internacional. “Esse título significa algo fantástico, que já estávamos esperando há algum tempo. Estávamos a cada dia que passava nos aproximando. Era para ter acontecido no Brasil em 2011. Por fim, aconteceu aqui. Estamos focados na nossa preparação e contando com um apoio muito grande dos nossos patrocinadores, os Correios e o Banco do Brasil, e do Ministério do Esporte. Temos um ciclo olímpico pela frente e toda a preparação visa a conquista da nossa primeira medalha em uma Olimpíada, em 2016. Estou muito feliz. Esta é a segunda vez que um País não Europeu conquista um Mundial Adulto Feminino. O primeiro foi a Coreia em um passado muito distante. Então, o Brasil, definitivamente marcou seu nome na história”, comemorou.

Todos os jogos do Brasil no Mundial:
1ª fase
Brasil 36 x 20 Argélia
China 21 x 34 Brasil
Brasil 25 x 23 Sérvia
Brasil 24 x 20 Japão
Dinamarca 18×23 Brasil

Oitavas de final
Brasil 29 x 23 Holanda

Quartas de final
Brasil 33 x 31 Hungria

Semifinais
Brasil 27 x 21 Dinamarca

Final
Brasil 22 x 20 Sérvia

Seleção Brasileira Feminina de Handebol

Goleiras – Bárbara Arenhart (Hypo Nö – Áustria) e Mayssa Pessoa (HK Dínamo Volgograd – Rússia).

Armadoras – Amanda Claudino de Andrade (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC), Deonise Fachinello Cavaleiro (Hypo Nö – Áustria), Eduarda Amorim (Gyori Audi ETO – Hungria) e Karoline Helena de Souza (Team Tvis Holstebro – Dinamarca).

Centrais – Ana Paula Rodrigues Belo (Hypo Nö – Áustria), Deborah Hannah Pontes Nunes (Metodista/São Bernardo-SP e Mayara Fier de Moura.

Pontas – Alexandra Priscila do Nascimento (Hypo Nö – Áustria), Fernanda França da Silva (Hypo Nö – Áustria), Samyra Pereira da Silva Rocha (Mios Biganos Handball – França) e Mariana Costa (Team Vendyssel – Dinamarca).

Pivôs – Daniela de Oliveira Piedade (Rokometni Klub Krim – Eslovênia), Elaine Gomes Barbosa (Força Atlética-GO) e Fabiana Carvalho Diniz (Hypo Nö – Áustria).

Comissão técnica

Técnico: Morten Soubak
Assistente técnico: Alex Aprile
Supervisora: Rita Orsi
Médico: Leandro Gregorut Lima
Fisioterapeuta: Marina Gonçalves Calister
Nutricionista: Júlia do Valle Bargieri
Psicóloga: Alessandra Dutra
Massoterapeuta: Aparecida da Rocha Pereira Alves

Dara, capitã da seleção comemora classificação histórica para a final do Mundial

Dara, capitã da seleção comemora classificação histórica para a final do Mundial

A Seleção Brasileira de Handebol já tem mil motivos para celebrar. Nesta sexta-feria (22), a equipe marcou seu nome na história da modalidade, com uma vitória fantástica sobre a Dinamarca pelas semifinais do Campeonato Mundial da Sérvia. Isso significa, que o grupo já tem garantida uma medalha de prata inédita e, para levantar o troféu de campeão, sstem que subir mais um degrau. Para isso, precisa vencer a Sérvia, na grande final de domingo. Diante da Dinamarca, uma equipe de enorme tradição, o time brasileiro fechou o placar em  27 a 21 (14 a 10 no primeiro tempo).

Com uma brilhante atuação da defesa e com o gol fechado por Bárbara Arenhart, a equipe conseguiu se sair melhor do que contra a Hungria pelas quartas de final, quando fez um jogo dramático e garantiu a classificação. O bloqueio brasileiro funcionou desde o início e com contra-ataques rápidos, o time abriu uma vantagem de três gols nos primeiros minutos do jogo. A Dinamarca teve dificuldade em passar pela defesa brasileira, mas se aproveitou de alguns erros de passe da Seleção para imprimir um ataque rápido e encostar em dois gols. Já no final do primeiro tempo, as bolas brasileiras voltaram a entrar, principalmente pelo centro e a equipe voltou a abrir quatro gols. Logo no início do segundo tempo, o Brasil abriu seis gols, com contra-ataques fortes e seguiu com esse ritmo forte, sem deixar as adversárias chegarem muito perto. Mesmo com a bola não entrando em vários momentos, a Seleção Nacional soube manter a calma e o equilíbrio para ser soberana em quadra, sem dar chances das dinamarqueses apresentarem um perigo tão grande que tirasse a vitória do Brasil.

Duda Amorim, armadora do Brasil

Duda Amorim, armadora do Brasil

A equipe chega até a final invicta, com uma campanha histórica e triunfos sobre adversários considerados grandes potências da modalidade. Na fase de grupo, passou pela Argélia, China, Sérvia. Japão e pela própria Dinamarca. Tudo isso, mostra o potencial da equipe para a conquista da medalha inédita. “Estamos imensamente felizes. Mas, acima de tudo orgulhosos desse jogo e de todo o campeonato. Para nós, já era uma grande coisa estar na semifinal e ainda mais na final. Esse  é um grande passo para o handebol brasileiro.  É sensacional termos uma equipe brasileira na final do Mundial. Ainda nao estou acreditando”, disse o técnico Morten Soubak, visivelmente emocionado.

O dinamarquês, que está à frente da Seleção Brasileira desde 2009, destacou o grande trabalho em equipe que tem sido feito. “Mais uma vez, dou parabéns para as meninas pela dedicação, disciplina e pelo apoio que dão umas às outras. Hoje, em alguns momentos não conseguimos fazer gols, mas conseguimos defender. A palavra chave foi se defender. Estamos melhorando muito nesse aspecto nos últimos anos.”

CONFIRA GALERIA DE IMAGENS DA VITÓRIA DO BRASIL QUE GARANTIU VAGA NA GRANDE FINAL DO MUNDIAL (Fotos Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

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A grande conquista tem de ser comemorada hoje, segundo o treinador, porque amanhã, a ordem é pensar na grande final. “Esperamos muita pressão e já vimos isso antes no primeiro jogo contra a Sérvia, quando vencemos durante a primeira fase. Tenho  erteza que haverá uma fantástica atmosfera para essa final. Estamos contentes de estar nela. Pela primeira vez na minha vida vi tantos espectadores para um Mundial feminino. É claro que vamos tentar fazer o máximo possivel, mas sabemos que o jogo em Nis não foi nada do que esperaremos para o domingo”, finalizou, lembrando que na primeira fase o Brasil passou pela Sérvia por 25 a 23, no confronto mais difícil da etapa classificatória.

A central Ana Paula Rodrigues tem sido uma das jogadoras mais importantes em quadra durante a competição, pois além de armar jogadas, coloca a bola no gol muitas vezes nas partidas, desestabilizando a defesa adversária. Para ela, a união foi o que fez a diferença hoje. “Acho que a união foi muito importante para o nosso trabalho. Sabíamos que hoje seria um jogo importante e que iria fazer muita diferença na nossa história. O Brasil não tem tanta tradição no handebol quanto muitos países aqui e tínhamos que conquistar isso pouco a pouco. Fizemos isso desde o começo até o final desse campeonato.”

O técnico da Dinamarca Jan Pytlick destacou a qualidade da equipe brasileira. “Elas jogaram muito bem. Foram o melhor time em quadra hoje desde o inicio. Nós cometemos muitos erros. Tentamos e tentemos, mas não foi possível. Mereciam estar na final”, encerrou.

Gols do Brasil – Alexandra (7), Ana Paula (5), Deonise (4), Daniela (4), Duda (3), Samira (2), Dara (1) e Mayara (1).

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Caros amigos que acessam o blog Handebol Taubaté. Estarei com acesso restrito à internet hoje a noite e amanhã também, por isso não garanto que poderei atualizar devidamente o blog com o pós-jogo das atrações de hoje: semifinal do Mundial Feminino, e final da Liga Nacional.

De qualquer forma, fiquem atentos aos sites:

www.esporteinterativo.com.br

www.globoesporte.com

Eles estão com uma cobertura muito boa, e praticamente em tempo real divulgam as notícias. No Globoesporte tem inclusive placar em tempo real, para quem não tem Esporte Interativo.

Outra opção é ver Brasil x Dinamarca pela internet, no link: http://www.sportlemon.tv/20131219/vv52b324422eae55.66711158-709251.html

O quanto antes voltarei a atualizar este blog com fotos, videos e as notícias do handebol nacional.

Boa sorte Brasil, boa sorte Taubaté Handebol, valeu!

Alexandra Nascimento e Deonise estarão em quadra hoje, ás 17h45, na semifinal do Mundial. O Brasil encara a Dinamarca

Alexandra Nascimento e Deonise estarão em quadra hoje, ás 17h45, na semifinal do Mundial. O Brasil encara a Dinamarca

O fã de handebol terá grandes atrações nesta sexta-feira, 20/12, e com transmissão ao vivo pela TV.

À tarde teremos as semifinais do Campeonato Mundial Feminino, que está sendo disputado na Sérvia. O canal Esporte Interativo transmite as duas partidas ao vivo.

Às 15h00, Sérvia e Polônia decidem a primeira vaga na final. Na sequência, às 17h45, é a vez de Brasil e Dinamarca, jogo que pode colocar o Brasil numa inédita final.

Já o SporTV 3 transmite os dois jogos finais da Liga Nacional Masculina de Handebol. Às 17h00, será mostrado a decisão de 3º lugar, entre Maringá e E.C. Pinheiros.

À noite, às 21h30, é a vez da grande final, entre Taubaté e Metodista/São Bernardo.

Handebol na TV

Mundial Feminino (Semifinais)
15h00 – Sérvia x Polônia (Esporte Interativo, ao vivo)
17h45 – Brasil x Dinamarca (Esporte Interativo, ao vivo)

Liga Nacional Masculina (finais)
17h00 – Maringá x Pinheiros (decisão de 3º lugar – SporTV 3, ao vivo)
21h30 – Taubaté x Metodista/São Bernardo (final – SporTV 3, ao vivo)

Com uma campanha histórica e de forma invicta, a Seleção Feminina de Handebol luta para subir mais um degrau rumo à uma medalha do Campeonato Mundial da Sérvia, nesta sexta-feira (20).

Fabiana Diniz (Dara), após a partida contra a Hungria

Fabiana Diniz (Dara), após a partida contra a Hungria

O País conquistou pela primeira vez uma vaga nas semifinais da competição e, agora, enfrenta a Dinamarca em busca de um lugar na grande final. O confronto será disputado às 17h45 (horário de Brasília) e terá transmissão ao vivo do canal Esporte Interativo.

Na fase classificatória, o Brasil venceu a Dinamarca com o placar de 23 a 18. Ambos fizeram parte do grupo B, que teve liderança brasileira e, no qual, as dinamarquesas terminaram em terceiro. Na outra semifinal, a Sérvia, que eliminou ontem a atual campeã Noruega, enfrenta a Polônia, em jogo marcado para 15h00 (horário de Brasília), também com transmissão ao vivo pelo Esporte Interativo.

Alexandra Nascimento está na 5 posição entre as artilheiras da competição, com 41 gols

Alexandra Nascimento está na 5 posição entre as artilheiras da competição, com 41 gols

Depois de um jogo dramático contra a Hungria pelas quartas de final, que foi vencido pelas brasileiras na segunda prorrogação, por 33 a 31, o coração da equipe, certamente, está mais preparado para grandes emoções.

Esta é uma fase em que não se permite erros e toda a calma será necessária para barrar as dinamarquesas. Uma das especialistas em entrar em quadra e manter o equilíbrio é a ponta esquerda Samira Rocha, autora do último gol do Brasil na vitória contra as húngaras. “Será um jogo difícil pelas circunstâncias. As duas equipes estão querendo vencer. Certamente, será um confronto como o da Hungria, muito disputado. Tudo o que aconteceu até agora conosco vai ser levado em conta nessa hora. Temos que pegar tudo isso e fazer aumentar a nossa força para conseguir a vitória”, comentou a jogadora.

O treinador da Seleção, o dinamarquês Morten Soubak, estará novamente enfrentando seu País de origem e onde iniciou a carreira no handebol. Isso, porém, para ele, não faz muita diferença. “Tenho certeza que a Dinamarca quer vencer tanto quanto nós e precisamos ter muito cuidado. O resultado do nosso primeiro jogo aqui não significa mais nada. E, o fato de eu ser dinamarquês não quer dizer muito, pois cada um vai seguir a sua filosofia”, disse.

Morten Soubak, técnico da seleção brasileira

Morten Soubak, técnico da seleção brasileira

Para ele, a equipe brasileira merece ter chegado a esta fase por todo o trabalho que tem feito ao longo dos últimos anos. “Vejo nossa equipe mais madura. Para nós foi muito duro ter perdido nas quartas de final em 2011 no Brasil. Significa muito para nós estar nas semifinais. Esse é o resultado de uma combinação do trabalho que estamos fazendo e da experiência que muitas atletas estão ganhando por estarem jogando em equipes europeias e participando de mais campeonatos.”

O técnico da Dinamarca Jan Pytlick afirma que a equipe está muito feliz por ter chegado até aqui. “Acho que fizemos um jogo muito bom nas quartas, mas é muito importante pensar no jogo de amanhã. Nós perdemos para o Brasil durante a fase classificatória. Estamos com um time jovem e nosso objetivo maior é ganhar uma medalha na Dinamarca em 2015″, contou, referindo-se ao próximo Campeonato Mundial Feminino, que será no País nórdico.

Duda Amorim, uma das principais atletas do Brasil, única seleção que chegou à semifinal com 100% de aproveitamento no campeonato mundial

Duda Amorim, uma das principais atletas do Brasil, única seleção que chegou à semifinal com 100% de aproveitamento no campeonato mundial

O Brasil é a única equipe que chegou às semifinais invicta. A Sérvia foi superada pelo Brasil na primeira fase. A Dinamarca perdeu para o Brasil e para a Sérvia. Já a Polônia, que fazia parte do grupo D, sofreu duas derrotas, uma para a Espanha e outra para a Noruega.

Com dez gols marcados no confronto contra a Hungria, a ponta direita Alexandra Nascimento está na quinta colocação da artilharia geral do campeonato, com 41 gols e 66% de aproveitamento nos chutes. Entre as cinco primeiras, ela é a única que pertence a uma equipe que ainda segue na competição. Mesmo caso da goleira Bárbara Arenhart, que é a quarta na posição, com 45% das defesas.

PROGRAMAÇÃO DA TV
O canal Esporte Interativo transmitirá ao vivo na tarde de hoje as duas semifinais do Campeonato Mundial Feminino de Handebol. (horários de Brasília)

15h00 – Sérvia x Polônia
17h45 – Brasil x Dinamarca

ESPORTE INTERATIVO

Womens_WorldChampionship_Serbia2013_logoA última quarta-feira, 18/12, reservou fortes emoções nas quartas de final do Campeonato Mundial Feminino de Handebol, que está sendo disputado na Sérvia.

O Brasil superou a Hungria e está pela primeira vez na história numa semifinal de Mundial. A toda poderosa Noruega, atual bi-campeã mundial e campeã olímpica, caiu diante da Sérvia, e a sempre forte França também foi derrotada pela Polônia, nova força do handebol feminino.

Confira os resultados:
Brasil 33×31 Hungria
Polônia 22×21 França
Sérvia 28×25 Noruega
Dinamarca 31×28 Alemanha

Com esses resultados, as semifinais ficaram da seguinte forma:
Sexta, 20/12 (horários de Brasília)
15h00 – Sérvia x Polônia
17h45 – Brasil x Dinamarca
*os dois jogos serão transmitidos ao vivo pelo Esporte Interativo.

Num jogo eletrizante, extremamente equilibrado e muito nervoso, a seleção brasileira feminina de handebol fez história e pela primeira vez na história irá disputar uma semifinal de Campeonato Mundial. Jogando na tarde desta quarta-feira, 18, em Belgrado, na Sérvia, o Brasil venceu a Hungria por 33 a 31, com direito a duas prorrogações, e disputará uma vaga na decisão contra a Dinamarca.

Fernanda vibra com um de seus gols na histórica partida pelo Mundial

Fernanda vibra com um de seus gols na histórica partida pelo Mundial

Isso significa que o País já garantiu a melhor colocação em Mundiais de todos os tempos, já que terá a chance de, no mínimo, terminar com o quarto lugar.

É impossível não descrever o confronto com a Hungria como uma verdadeira batalha de nervos, que terminou com a vantagem brasileira no primeiro tempo por apenas um gol (12 a 11) e que foi levada duas vezes para a prorrogação, quando a equipe conseguiu abrir dois gols e comemorar a vitória por 33 a 31. O confronto semifinal será na próxima sexta-feira, contra a Dinamarca, às 15h (Brasília), com transmissão ao vivo do canal Esporte Interativo.
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O Brasil imprimiu um ritmo intenso no início da partida e com contra-ataques rápidos dominou o placar nos primeiros minutos, abrindo quatro gols de vantagem. A Hungria se acertou melhor nos ataques e conseguiu encostar, diminuindo a diferença para dois. A defesa brasileira trabalhou muito bem em grande parte do jogo, fazendo a Seleção Nacional ganhar fôlego novamente, porém, no final do primeiro tempo, as húngaras colocaram algumas bolas importantes dentro do gol, deixando o marcador com apenas um de diferença.

No retorno à quadra, a concentração foi ainda mais importante para o Brasil voltar a abrir vantagem. Com um bom rodízio entre as jogadoras, a equipe conseguiu segurar a Hungria por alguns minutos, mas as adversárias também fizeram mudanças fundamentais e contaram com a boa atuação de Zsuzsanna Tomori, eleita a melhor em quadra para atrapalhar os planos das brasileiras.

Na metade do segundo tempo, elas empataram e conseguiram tomar a frente, dando muito trabalho para a Seleção. O final foi dramático. Com o placar empatado em 26 a 26, nenhuma das equipes conseguia colocar a bola no gol e a partida foi levada para a prorrogação, com dois tempos de cinco minutos. Tudo igual novamente, em 29 a 29.

Mais uma vez com o marcador igualado, partiram para a segunda prorrogação. Só então, com uma atuação espetacular da defesa brasileira, o Brasil conseguiu fazer mais dois gols, o último pelas mãos da ponta esquerda Samira, fechando o jogo em 33 a 31.

CONFIRA GALERIA DE IMAGENS EMOCIONANTES DA VITÓRIA QUE COLOCOU O BRASIL NA INÉDITA SEMIFINAL DE MUNDIAL (Fotos Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

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“Não estamos somente felizes. Posso dizer que esse é um resultado histórico para o Brasil e, claro, que isso significa muito para o handebol brasileiro. Espero que isso mostre que estamos no caminho certo ara os Jogos Olímpicos. É um dia especial e um marco para o Brasil. Certamente, este grupo está colocando a bandeira do País no topo do handebol internacional”, disse emocionado o técnico Morten Soubak.

O dinamarquês que treina a Seleção desde 2009, credita o resultado à garra e união de toda a equipe durante o confronto. “Tenho que dar os meus parabéns para as meninas pela atitude, pela dedicação e pelo jeito que levaram o jogo, sem desistir. Estávamos jogando contra o terceiro colocado do Campeonato Europeu no ano passado. Depois do jeito que perdemos nas quartas de final no Mundial do Brasil em 2011 e nas Olimpíadas de Londres, em 2012, tivemos um resultado merecido”, completou.
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A pivô Daniela Piedade, uma das mais experientes da Seleção, estava visivelmente emocionada por fazer parte dessa grande conquista. “É um dia muito especial. Estamos fazendo história. São anos e anos que tentamos sempre um resultado melhor. Mostramos que estamos subindo um degrau e que temos chance de subir ainda mais. Estou muito feliz. Foi um jogo muito difícil. A Hungria é muito forte. Começamos bem, depois entramos no jogo delas e conseguimos ser melhores e vencer. Foi um jogo de explodir o coração.”

CLIQUE AQUI E VEJA O VÍDEO COM OS MELHORES MOMENTOS DO JOGO ÉPICO

Para ela, é um presente fazer parte desse grupo, já que está em seu sexto Mundial. “Fico feliz em fazer parte dessa histórica. Ter a chance de estar na  equipe outra vez é muito importante para mim. Temos um grupo maravilhoso e se ajuda muito”, revelou.

O técnico da Hungria, Janos Hajdu, também avaliou a partida como muito difícil e parabenizou o Brasil pela vitória. “Todas elas estavam muito bem preparadas e mereceram essa vitória. Também estou muito orgulhoso da minha equipe que jogou muito bem hoje”, analisou.

Gols do Brasil – Alexandra (10), Duda (6), Ana Paula (5), Samira (4), Fernanda (3), Deonise (3), Daniela (1) e Mayara (1).

O Brasil volta à quadra nesta sexta-feira, 20/12, para encarar a Dinamarca, pela semifinal do Mundial. Na primeira fase, o Brasil venceu as dinamarquesas por 23 a 18. O confronto valendo vaga na decisão será às 17h45 (horário de Brasília). O jogo será transmitido pelo Esporte Interativo.

Daniela Piedade, pivô da seleção brasileira que joga hoje pelas quartas de final do Mundial Feminino de Handebol, ao vivo às 14h30 no Esporte Interativo

Daniela Piedade, pivô da seleção brasileira que joga hoje pelas quartas de final do Mundial Feminino de Handebol, ao vivo às 14h30 no Esporte Interativo

O fã de handebol terá uma quarta-feira cheia de ótimas atrações na TV. Se nós, fãs da modalidade, costumamos reclamar que as emissoras, mesmo as especializadas em esportes, dão pouco espaço pro handebol, hoje é dia de se deliciar com quatro partidas ao vivo.

Começa à tarde, às 14h30 (horário de Brasília), com o jogão decisivo entre Brasil e Hungria, pelas quartas de final do Campeonato Mundial Feminino, que está acontecendo na Sérvia. Se vencer, o Brasil chegará a uma inédita semifinal, e já fará história com sua melhor participação em mundiais.

O jogo entre Brasil e Hungria será transmitido ao vivo pelo Esporte Interativo, direto de Belgrado.

No fim de tarde, mais Mundial Feminino. O Esporte Interativo também transmitirá ao vivo Dinamarca x Alemanha, às 17h15, valendo também pelas quartas de final. Desse confronto que sairá o adversário do Brasil, caso a nossa seleção confirme a vitória sobre as húngaras.

À noite é a vez da Liga Nacional Masculina, que será destaque no SporTV 2. Hoje acontecem as partidas de volta das semifinais, que estão sendo disputadas em Anápolis-GO.

Às 18h00 será transmitido Metodista/São Bernardo x Maringá. Na sequência, às 20h00, é a vez de Taubaté x E.C. Pinheiros. Ambos os jogos serão mostrados ao vivo.

Agenda do Handebol na TV nesta quarta-feira, 18/12

14h30 – Brasil x Hungria, Mundial Feminino (no Esporte Interativo)
17h15 – Dinamarca x Alemanha, Mundial Feminino (no Esporte Interativo)

18h00 – Metodista/São Bernardo x Maringá, Liga Nacional Masculina (no SporTV 2)
20h00 – Taubaté x Pinheiros, Liga Nacional Masculina (no SporTV 2)

Depois de uma grande batalha vencida nesta segunda-feira (16) contra a Holanda, pelas oitavas de final do Campeonato Mundial Feminino de Handebol, a Seleção Brasileira já se prepara para a próxima. Nesta quarta-feira (18), a equipe volta à quadra para disputar as quartas de final da competição contra a Hungria, um adversário difícil, que eliminou a forte Espanha nas oitavas. Mesmo sabendo do equilíbrio do próximo desafio, a equipe está muito confiante na busca da primeira medalha, mas com os pés no chão de que precisa vencer mais esse passo para seguir em busca do grande objetivo. O confronto está marcado para às 14h30 (horário de Brasília), com transmissão ao vivo do canal Esporte Interativo.

Ana Paula foi a melhor em quadra no jogo contra a Holanda

Ana Paula foi a melhor em quadra no jogo contra a Holanda

Nas oitavas de final contra a Holanda, o Brasil fez uma partida dura, mas cheia de altos e baixos para os dois lados. O fato não quer ser repetido pela equipe, que sabe da responsabilidade de encarar um adversário tão duro na fase eliminatória. “Sabíamos que não teríamos adversário mais forte ou mais fácil nesta fase, independente de quem fosse”, frisou o técnico Morten Soubak. “Todos esperavam que a Espanha saísse com uma medalha porque jogaram muito bem na preparação. Mas, a Hungria, no ano passado retornou ao Campeonato Europeu entre os TOPs, então, não é surpresa. Além disso, tem uma equipe que é campeã da Champions League. São adversárias fisicamente fortíssimas. Porém, como sempre, temos que nos preocupar com o nosso jogo e seguir com a preparação que fizemos até agora”, decretou.

Duda é a 'espiã' do Brasil para o jogo

Duda é a ‘espiã’ do Brasil para o jogo

Uma das integrantes da Seleção, conhece muito bem as próximas oponentes. A armadora Eduarda Amorim, atua no clube Gyori Audi ETO, da Hungria, campeã da Champions League, conforme citado pelo treinador. “A Hungria tem um ataque muito bom. É um ponto positivo para mim conhecer algumas delas muito bem. Sei os pontos fortes delas e vamos ver se vai dar certo. Contra a Sérvia tentamos fazer isso, que era marcar bem as principais jogadoras delas e conseguimos. Vamos tentar isso para esse jogo também”, revelou a catarinense.

Deonise

Deonise

Ela afirma que o clima da equipe está muito bom e que a cabeça será um dos pontos mais importantes para esta fase decisiva. “Estamos confiantes por estarmos jogando bem. Na última partida não jogamos o nosso máximo, por causa do nervosismo. Temos que controlar um pouco isso. Como é um duelo de mata-mata, isso acaba acontecendo. É natural. Acho que se tivermos um pouquinho de tranquilidade, vamos deixar a confiança fluir. Precisamos de muita coragem para esse jogo”, finalizou Duda.

Além de Brasil e Hungria, as quartas de final contam também com partidas entre Polônia e França, Dinamarca e Alemanha, e Sérvia e Noruega. Na fase classificatória, quando fez parte do grupo B, as brasileiras venceram a Argélia, China, Sérvia, Japão e Dinamarca. A partida das oitavas contra a Holanda terminou 29 a 23. O País segue em destaque nas estatísticas do Mundial. A goleira Bárbara Arenhart, tem 48% de aproveitamento na defesa e é a terceira melhor goleira. Além disso, a ponta direita Alexandra Nascimento é a nona na artilharia, com 30 gols.

Quartas de final (horários de Brasília)
Quarta-feira (18/12)
14h30 Brasil x Hungria (TV: ao vivo no Esporte Interativo)
14h30 Polônia x França
17h15 Sérvia x Noruega
17h15 Dinamarca x Alemanha (TV: ao vivo no Esporte Interativo)

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